De novo, Nação. Aquele sentimento de frustração que tem sido nosso companheiro fiel neste Campeonato Brasileiro. O empate por 1 a 1 com o Internacional, na noite desta quarta-feira (29), não foi só um tropeço. Foi a gota d’água para muitos e, ao que parece, para um dos nossos guerreiros em campo. Enquanto o Palmeiras se distancia na liderança, aqui no nosso lado, a panela de pressão está prestes a explodir.
E no meio do silêncio constrangedor e das desculpas de sempre, uma voz se levantou. A voz do uruguaio Guillermo Varela. Em uma entrevista ao Prime Vídeo que soou como um trovão, ele não se escondeu. Ele falou o que toda a Nação Rubro-Negra está engasgada pra dizer. Foi pesado, foi direto e foi necessário.
‘NÃO É SOBRE RESULTADO, É SOBRE O TIME!’
As palavras de Varela são um soco no estômago da apatia. Enquanto muitos se contentariam em lamentar os dois pontos perdidos, o lateral foi muito além. Ele mirou no cerne do problema, na ferida aberta que sangra a cada partida. E ele não teve medo de expor.
“Já não é sobre resultado, não é sobre pontos, é sobre O TIME, é sobre a maneira de jogar. Não estamos no melhor momento. Temos que trabalhar. Agora temos uns 15 dias para fechar as portas, começar de novo e trabalhar. Temos que trabalhar!”, disparou o uruguaio. É isso. Simples e direto. Não é o placar, é a VERGONHA de um time sem alma, sem padrão, sem a cara do Flamengo.
A coragem de Varela em botar a boca no trombone fez a torcida se perguntar nas redes sociais: será que ele é o único que se importa? O único que tem coragem de admitir que o trabalho de Leonardo Jardim simplesmente não funciona? As palavras do nosso lateral levantaram a suspeita que já pairava no ar: o elenco está mesmo fechado com o técnico?
UM PRIMEIRO TEMPO DE DAR SONO E RAIVA
Quem assistiu ao jogo sabe do que Varela está falando. O primeiro tempo contra o Internacional foi um show de horrores. Fomos completamente dominados por um time que veio para jogar futebol, enquanto o nosso parecia estar em um treino de recreação. O Inter foi superior em tudo, e o placar de 1 a 0 na ida para o intervalo foi pouco.
O gol deles nasceu de um erro que se repete: uma bola defensável, um rebote mal afastado. Rossi até fez sua parte defendendo o chute de Carbonero, mas na sobra, Jorginho vacilou feio, perdeu a bola e entregou de bandeja para o Vitinho marcar. Um roteiro de terror que já conhecemos de cor.
Do nosso lado? Nada. Um time com dificuldade imensa de criar, que só levou algum perigo em chutes isolados de Carrascal e Samuel Lino. Uma atuação muito, mas muito abaixo do que o Manto Sagrado exige e merece.
O EMPATE NA MARRA, MAS SEM FUTEBOL
Na volta do intervalo, a postura do Flamengo de Leonardo Jardim mudou um pouco. O time até ficou mais com a bola, ocupou o campo de ataque. Mas de que adianta ter a bola se você não sabe o que fazer com ela? Repetimos o cenário de um time lento, previsível e que acumulava erros técnicos infantis.
O gol de empate, aos 33 minutos do segundo tempo, foi um retrato fiel do nosso momento: uma jogada de puro bate e rebate, um caos dentro da área. Na confusão, Samuel Lino achou a bola e mandou para as redes do ex-goleiro rubro-negro Matheus Cunha. Foi um gol na marra, no abafa, sem nenhuma construção, sem nenhuma beleza.
Depois disso, o time até ‘flertou’ com a virada, como dizem os comentaristas. Mas foi um flerte sem convicção, de quem não tinha futebol para merecer a vitória. O apito final trouxe o alívio para eles e a certeza para nós: esse time precisa de uma mudança drástica.
15 DIAS PARA SALVAR O ANO OU AFUNDAR DE VEZ
Varela deu o recado: são 15 dias de folga para ‘fechar as portas e começar de novo’. Essa pausa no campeonato não pode ser para descanso. Tem que ser para reflexão, para cobrança e, talvez, para decisões difíceis.
A fala do nosso lateral não foi apenas um desabafo. Foi um alerta máximo. Um pedido de socorro. Ele expôs uma realidade que a diretoria e a comissão técnica talvez prefiram ignorar. Mas a Nação não ignora. Nós vemos. Nós sentimos. E nós concordamos com cada palavra do Varela.
E agora, a bola está com a diretoria e com Leonardo Jardim. Vão ouvir o recado que veio de dentro do campo? Ou vão continuar tapando o sol com a peneira enquanto vemos nossas chances de título irem pelo ralo? A Nação está de olho. E a paciência, essa já acabou faz tempo.
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.