A paciência da Nação Rubro-Negra parece ter, finalmente, chegado ao limite. E o estopim não foi nem o futebol pobre apresentado no empate por 1 a 1 com o Internacional, nesta quarta-feira (29). Foi o que veio depois. Em uma declaração inacreditável na coletiva de imprensa, o técnico Leonardo Jardim jogou uma bomba no colo do elenco e da diretoria, e a torcida não perdoou. SRN, isso é inadmissível!
O jogo, válido pela 21ª rodada do Brasileirão, já tinha sido um teste para os nervos do torcedor. Vimos um time apático, sem criatividade e completamente dominado no primeiro tempo por um Internacional que parecia jogar em casa. E o gol deles foi um retrato da nossa atuação: uma falha bisonha de Jorginho no rebote, entregando o ouro para Vitinho marcar. Se não fosse o nosso goleiro Rossi, o desastre poderia ter sido muito maior.
Mesmo com a bola, o Mengão não sabia o que fazer. Dependíamos de lampejos individuais de Carrascal e Samuel Lino, mas era pouco, muito pouco para a grandeza do Manto Sagrado. Uma atuação que nos deixou com vergonha.
Um empate sofrido e um futebol que não convence
Na segunda etapa, a gente esperava uma mudança de postura, o time que amassa os adversários. E até que o Flamengo de Leonardo Jardim tentou ocupar mais o campo de ataque, teve mais a posse. Mas posse de bola sem objetividade é apenas estatística vazia. Continuamos acumulando erros técnicos, passes errados e uma dificuldade imensa para furar a defesa gaúcha.
O nosso gol de empate, marcado por Samuel Lino aos 33 minutos, foi a cara do nosso jogo: uma confusão na área, um bate e rebate, e a bola sobrando para ele empurrar para as redes do ex-goleiro rubro-negro Matheus Cunha. Foi um gol de alívio, mas não de comemoração. Um gol na base da insistência, não da organização tática. Chegamos a flertar com a virada, mas sejamos sinceros, seria mais na sorte do que no juízo.
A declaração que incendiou o Ninho do Urubu
Mas o pior ainda estava por vir. Quando todos esperavam uma autocrítica, uma análise séria sobre os erros táticos e a falta de repertório da equipe, Leonardo Jardim preferiu apontar o dedo para outro lugar. Ele simplesmente disse que o time precisa de mais qualidade.
Com todas as letras, o técnico português mandou o recado para a diretoria, citando até o diretor de futebol: “José Boto (diretor de futebol) sabe da importância de termos jogadores técnicos para jogar em espaços curtos quando os adversários estão em blocos mais fechados”, disparou Jardim.
Como é, professor? Está faltando jogador técnico no Flamengo? Um elenco recheado de estrelas, com alguns dos melhores jogadores da América do Sul, e a culpa da falta de criação contra times retrancados é a ausência de “jogadores técnicos”? A declaração caiu como uma bomba nas redes sociais, e com razão. A torcida se sentiu desrespeitada. É como se o técnico estivesse terceirizando sua própria responsabilidade de fazer esse time jogar.
A Nação não perdoa: a culpa não é do elenco!
Nas redes sociais, o recado da torcida foi claro: a paciência com Leonardo Jardim acabou. Para a imensa maioria dos rubro-negros, o problema não está nas peças, mas em quem as comanda. Apontar a falta de jogadores técnicos em um time que tem nomes como os que temos é, no mínimo, uma tentativa de criar uma cortina de fumaça para o trabalho ruim que vem sendo desenvolvido.
A fala do técnico soou como uma desculpa, um atestado de incapacidade de extrair o melhor de um grupo qualificado. Ele já tem as ferramentas. O que parece faltar é o talento para usá-las. O empate foi ruim, a atuação foi péssima, mas a declaração de Jardim foi a gota d’água.
E agora, Nação? Acha que o problema do Flamengo é a falta de “jogadores técnicos” ou o comando de Leonardo Jardim? O sentimento geral é que, para muitos, a era do português no Mais Querido já deveria ter acabado. Dale, Mengão!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.