Um empate com gosto de derrota e um técnico que não se escondeu
É isso, Nação. Mais uma vez saímos de campo com aquele gosto amargo na boca. O empate de 1 a 1 com o Internacional, lá no Beira-Rio, pela 21ª rodada do Brasileirão, foi duro de engolir. O time não jogou bem, principalmente no primeiro tempo, e a verdade é que a paciência da maior torcida do mundo está chegando no limite. Mas, se serve de consolo, o nosso comandante, Leonardo Jardim, não fugiu da responsabilidade.
Em uma entrevista coletiva SINCERA após o jogo, o professor botou o dedo na ferida. Sem meias palavras, admitiu a fase ruim e, mais importante, deu um diagnóstico claro sobre os problemas do Mais Querido. Ele sabe que vestir o Manto Sagrado é sinônimo de vitória, e não escondeu sua preocupação.
‘Os resultados preocupam’: Jardim manda a real sobre a fase do Mengão
O primeiro tempo do Flamengo foi de doer os olhos. Lento, sem criatividade, com muita posse de bola inútil. Jardim viu o mesmo que nós. “A primeira parte não foi boa, principalmente no jogo ofensivo. Não conseguimos ligar o jogo. Tivemos posse de bola e lateralizamos muito o jogo, mas em termos reais e de efetividade não conseguimos”, cravou o técnico.
A melhora no segundo tempo foi pequena, mas insuficiente. E é aí que vem a frase que ecoa na cabeça de todo rubro-negro. Quando perguntado sobre a sequência de tropeços, ele foi direto: “Com certeza os resultados preocupam. Sabemos que tudo o que não seja uma vitória, para este grupo, tem peso.”
Jardim deixou claro que o objetivo é um só: o título. “Será um campeonato extremamente competitivo e acreditamos que estaremos sempre na disputa, mas não podemos perder pontos para não deixar que o nosso rival abra distância, porque o nosso objetivo é revalidar o título de campeão”, completou. O recado está dado: é proibido vacilar!
A ‘culpa’ da Copa do Mundo e o time que virou dois
Mas qual a razão para essa queda brusca de rendimento? Por que o time que encantava antes da Copa do Mundo parece uma sombra do que era? Jardim tem uma explicação: a ausência dos jogadores que serviram suas seleções.
“Tivemos 10 jogadores fora. Apresentamos uma determinada performance até o jogo contra o Coritiba. Depois, tivemos um grupo treinando durante 30 e tantos dias e outro grupo que esteve fora, trabalhando com outros treinadores, outras ideias e outros comportamentos, e que só chegou agora”, analisou o português.
A maratona de jogos desde a volta impediu o reencontro do elenco. “Depois do retorno desses jogadores, ainda não conseguimos ajustar a equipe, porque também não tivemos tempo para treinar. Foram 10 dias com três jogos”, justificou. É um ponto a se considerar. O time foi quebrado ao meio, e a conta está chegando agora.
O plano de ação para a folga: Foco total em recuperar o DNA rubro-negro
A boa notícia no meio disso tudo? O calendário finalmente dará um respiro ao Mengão. O Flamengo só volta a campo no dia 9 de agosto, uma quinta-feira, contra o Vitória, às 19h30 (de Brasília), no nosso Maraca. E Jardim já tem um plano claro para esse período.
“Temos que aproveitar ao máximo este período que teremos agora para voltar a ajustar o grupo em sua totalidade”, afirmou. O objetivo principal é um só: “Pretendo unir o grupo em termos de trabalho, porque ainda não conseguimos fazer isso.”
A ideia é usar esses dias para que os jogadores que voltaram da Copa e os que ficaram no Rio finalmente treinem como um time só. Ele também citou a volta de Paquetá, que deve se juntar ao grupo, fechando o elenco. Para o professor, é a chance de ouro para “recuperar um pouco do nosso DNA, daquela forma de jogar que buscamos e apresentamos, principalmente antes da Copa”.
Agora é com ele. A Nação vai cobrar, vai apoiar, mas quer ver em campo aquele time dominante e incisivo que Jardim mesmo disse ser seu estilo. Que essa pausa seja a cura para os nossos problemas. Pra cima deles, Mengo!
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.