VARELA MANDA A REAL E EXPÕE CRISE NO FLAMENGO: ‘NÃO É O RESULTADO, É A MANEIRA DE JOGAR!’

Lateral Varela manda a real e expõe a crise do Mengão após empate: 'Não é sobre o resultado, é a maneira de jogar'. A Nação cobra uma reação imediata!

Varela em Internacional x Flamengo (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

O BASTA DE UM GUERREIRO: VARELA SOLTA O VERBO APÓS EMPATE

O apito final no Beira-Rio trouxe um ponto, mas a sensação foi de derrota. E não somos só nós, da Nação Rubro-Negra, que sentimos isso. O recado mais duro e mais honesto veio de dentro de campo. Nosso lateral-direito, Guillermo Varela, sem meias palavras, colocou o dedo na ferida e falou o que todo torcedor está engasgado para dizer. O problema do Mengão é muito mais profundo.

Em uma declaração forte, que ecoou mais que qualquer grito de gol, o uruguaio foi cirúrgico. “Acho que já não é sobre o resultado, os pontos, é sobre o time, a maneira de jogar. Não estamos no melhor momento. Temos 15 dias para fechar as portas, começar de novo e trabalhar. Temos que trabalhar”, disparou Varela. É isso. Não adianta mais tapar o sol com a peneira. A atitude em campo não condiz com o peso do Manto Sagrado.

Essa fala do nosso lateral tem que ser o marco zero de uma virada. É o grito de quem vive o clube e não aguenta mais ver um time apático, sem criatividade e que parece ter esquecido como é ser Flamengo. Varela não está criticando por criticar; ele está chamando a responsabilidade para si e para o grupo. É a atitude que esperamos de um líder.

UM JOGO QUE REFLETE O MOMENTO: O FILME DO TERROR NO SUL

Para entender a bronca de Varela, basta olhar para os 90 minutos contra o Internacional. Foi um resumo perfeito do que tem sido o Flamengo de Leonardo Jardim. No primeiro tempo, fomos completamente dominados. O time gaúcho, em um ritmo muito superior, mandou no jogo e só não fez um estrago maior porque nosso goleiro Rossi estava em campo.

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O gol deles saiu de uma forma que dói na alma de qualquer rubro-negro. Rossi fez um milagre em chute de Carbonero, mas no rebote, Jorginho vacilou, perdeu a bola e entregou de bandeja para Vitinho, que não perdoou e marcou o 1 a 0. Uma falha individual que coroou uma atuação coletiva pavorosa. Do nosso lado? Quase nada. Apenas lampejos com chutes de Carrascal e do próprio Samuel Lino. Muito pouco para o Mais Querido do Brasil.

Ver o Mengão acuado, sofrendo para trocar três passes, é algo que machuca. A Nação não aceita e, como Varela deixou claro, os jogadores também não deveriam aceitar.

EMPATE NA RAÇA, MAS SEM BRILHO: O GOL DE SAMUEL LINO

Na segunda etapa, o time voltou com uma postura diferente, mais agressiva. Ocupamos o campo de ataque, tivemos a posse de bola, mas a história se repetiu: um domínio estéril. A bola rodava de um lado para o outro, mas sem conseguir furar a defesa do Inter. Os erros técnicos, passes errados e decisões equivocadas se acumulavam, aumentando a agonia da torcida.

O gol de empate, que salvou um ponto, saiu mais na base da insistência do que da organização. Aos 33 minutos, depois de um bate e rebate caótico dentro da área, a bola sobrou para Samuel Lino, que com oportunismo, mandou para as redes do ex-goleiro rubro-negro Matheus Cunha. Um alívio momentâneo, mas que não apaga a atuação fraca.

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Ainda flertamos com a virada nos minutos finais, mas a verdade é que não tivemos futebol para isso. O empate foi o prêmio máximo para uma equipe que, mais uma vez, jogou muito abaixo do seu potencial.

15 DIAS PARA SALVAR O ANO: PRESSÃO TOTAL SOBRE LEONARDO JARDIM

Agora, o campeonato para por 15 dias. É o tempo que Varela mencionou. É a chance de ouro para Leonardo Jardim e toda a comissão técnica “fecharem as portas” e encontrarem soluções. Não há mais desculpas. É preciso treinar, corrigir os erros grotescos de criação e, principalmente, resgatar a identidade do Flamengo.

O que a Nação quer ver não é um time que se arrasta em campo, mas o Rubro-Negro que pressiona, que impõe seu ritmo, que joga pra frente e que honra cada centímetro do gramado. A sinceridade de Varela foi o primeiro passo. Agora, esperamos a resposta em forma de trabalho, suor e, acima de tudo, futebol.

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Que esses 15 dias sejam de reflexão e muita ralação no Ninho do Urubu. A paciência da maior torcida do mundo tem limite, e ela já está se esgotando. É hora de reagir, Mengão! SRN.

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.