A NAÇÃO ESTÁ EM ALERTA! A fala do nosso lateral Varela depois do empate amargo com o Internacional não foi um desabafo qualquer, foi a senha! Foi a voz de um elenco que, segundo informações dos bastidores, está profundamente insatisfeito com o que está vendo em campo. E nós, da arquibancada, sentimos a mesma coisa. O resultado dói, mas a forma como o time joga dói ainda mais.
As palavras do uruguaio foram um soco no estômago de tão sinceras: “Acho que já não é sobre o resultado, os dois pontos. É sobre o time, a maneira de jogar. Acho que não estamos no melhor momento. Temos que trabalhar. Agora, temos uns 15 dias para fechar as portas, começar de novo. Temos que trabalhar agora”, disse Varela ao Prime Video. Fechar as portas e começar de novo. Pesado. É o grito de quem sabe que o Manto Sagrado exige mais.
O Estilo de Jogo que Não Convence a Nação (Nem os Jogadores)
A queixa é clara e ecoa o que todo rubro-negro está gritando da sala de casa. O time de Leonardo Jardim pressiona menos, parece esperar o adversário e, quando tem a bola, se afunda numa “posse estéril”. Toca de lado, toca pra trás, e não cria nada! Isso não é Flamengo! Cadê o time que amassa, que sufoca, que joga pra frente?
O resultado dessa falta de atitude está nos números, que não mentem jamais: já são 18 gols sofridos em 20 jogos no Brasileirão. Uma defesa que virou peneira, um time que parece desorganizado e vulnerável. Perder o controle dos jogos virou rotina, e isso é inaceitável para o Mais Querido do Brasil.
A Voz do Elenco: Danilo Tenta Amenizar, Mas Recado Foi Dado
Enquanto Varela foi a personificação da indignação, o experiente Danilo tentou ser mais diplomático, mas a mensagem de fundo é a mesma. Ele fez questão de dizer que o relacionamento com o técnico é bom, mas deixou escapar a dificuldade do grupo em entender o que o Mister quer.
“O relacionamento com o Mister é ótimo. Ele é uma pessoa muito séria, sincera e trabalhadora”, começou Danilo, antes de soltar a parte que importa: “O Mister chegou e vem, a cada dia, buscando implementar cada vez mais suas ideias. Nós, como grupo, estamos assimilando esse processo e nos colocando à disposição para evoluir”. A palavra-chave aqui é “assimilando”. Ou seja, ainda não assimilaram. O recado está dado: o time não se encontrou com as ideias do português.
Desculpas ou Fatos? Lesões e a Sombra da Diretoria
Claro que existem os argumentos do outro lado. A diretoria e o próprio Jardim apontam para um elenco que não está homogêneo na parte física e tática. Lesões de jogadores como Paquetá e Luiz Araújo, que nem voltaram depois da Copa do Mundo, são citadas. Atletas como Léo Pereira e Alex Sandro, que voltaram do Mundial sem ritmo, também entram na conta.
Mas será que isso basta para explicar a falta de alma em campo? Um elenco milionário como o do Mengão não pode ser tão dependente assim. A Nação sabe que temos peças de sobra para jogar um futebol muito melhor.
E é aí que a pressão sobe. O presidente Luiz Eduardo Baptista, o grande entusiasta da contratação de Jardim, ainda banca o técnico. Segundo a ESPN, ele confia na recuperação. Contudo, a memória do torcedor não é curta. Foi o próprio BAP que, na demissão de Filipe Luís, cunhou a frase que agora assombra o Ninho do Urubu: “descer na próxima estação”. Essa frase, Nação, já está sendo ouvida nos corredores da Gávea. A paciência tem limite.
O Histórico de ‘Correções de Rota’ do Flamengo
O Flamengo tem um histórico de não ter medo de “corrigir a rota” no meio da temporada. É uma faca de dois gumes, que às vezes dá muito certo e outras, muito errado. Vamos lembrar:
- 2018 e 2022: Dorival Junior chegou como bombeiro nas duas vezes. Na primeira, foi vice brasileiro. Na segunda, nos deu a glória da Libertadores e da Copa do Brasil!
- 2019: O lendário Jorge Jesus só chegou porque Abel Braga pediu pra sair após uma fritura interna pelo desempenho irregular. Deu no que deu: o ano mágico!
- 2020: A troca de Domènec Torrent por Rogério Ceni não evitou eliminações na Liberta e Copa do Brasil, mas culminou no título do Brasileirão.
- 2024: O próprio Filipe Luís entrou como “fato novo” e conquistou a Copa do Brasil.
Mas também tivemos os fracassos. Em 2021, a troca de Ceni por Renato Gaúcho não deu em nada. E em 2023, a insistência em Jorge Sampa… (melhor nem terminar a frase) foi um desastre completo. O histórico mostra que a diretoria não tem medo de apertar o botão. A questão é: será que a mão de BAP já está coçando?
Agora, o Mengão tem dez dias de trabalho intenso no Ninho do Urubu até o próximo confronto, contra o Vitória, no Maracanã, no dia 8/8. Dez dias para Jardim mostrar que pode fazer esse time jogar à Flamengo ou para a diretoria decidir se vai “descer na próxima estação”. A pressão é máxima. O Maraca vai cobrar. Dale, Mengão!
Informações com base em reportagem do www.espn.com.br.