ALERTA VERMELHO NO NINHO! Empate com gosto de derrota!
É inacreditável, Nação! Parece que estamos presos em um pesadelo que se repete. O que vimos em campo contra o Internacional no Beira-Rio foi um replay dos mesmos erros, da mesma apatia do jogo contra o São Paulo. A sensação é de frustração total. Um time que quer ser campeão brasileiro não pode desperdiçar pontos contra um adversário mergulhado em crise. Simplesmente não pode!
Mas a verdade dói: se contra o São Paulo a gente sentiu que merecia mais, hoje o sentimento é outro. O empate em 1 a 1 saiu no lucro, na sorte! O Inter foi melhor, dominou, e se não fosse por uma falha bizarra da zaga deles e mais um brilho solitário de Samuel Lino, a gente voltaria para casa com uma derrota na bagagem. É duro admitir, mas essa é a realidade do Flamengo de Leonardo Jardim hoje.
Um primeiro tempo para esquecer (DE NOVO!)
A Nação que acordou cedo para ver o Mengão se decepcionou profundamente. Mais uma vez, um primeiro tempo sonolento, sem inspiração, sem sangue nos olhos. Parecia que o time em crise era o nosso! Por mais de 70 minutos, o que se viu foi um Flamengo lento, passivo, que assistia o Internacional jogar. A posse de bola? Chegamos a ter 71%, mas pra quê? Uma posse inútil, que não virava perigo, que não assustava ninguém. Girar a bola de um lado para o outro sem objetividade não ganha jogo, Mengo!
Enquanto o goleiro Rafael brilhou contra a gente no Maracanã, nosso paredão Matheus Cunha foi um mero espectador no Beira-Rio. Isso diz tudo sobre a nossa incapacidade de criar. Um time previsível, que batia de frente na defesa colorada e não encontrava soluções. É preocupante, muito preocupante.
O ERRO TÁTICO QUE JARDIM NÃO VIU
E o pior de tudo é a teimosia ou a falta de leitura do nosso comando técnico. Leonardo Jardim e o meio-campo do Flamengo simplesmente não conseguiram entender o que estava acontecendo em campo. O Internacional escalou Alan Patrick, um jogador que todo mundo no Brasil conhece, e ele fez a festa!
A estratégia deles era óbvia: sobrecarregar nosso lado esquerdo. Alan Patrick caía livre nas costas da nossa marcação, criando uma superioridade numérica absurda. Eram ele, Carbonero e Bruno Gomes contra um Alex Sandro em noite péssima e um Samuel Lino que não pode fazer tudo sozinho. Era um 3 contra 2 o tempo todo! E o gol deles nasceu exatamente assim. A jogada se repetiu à exaustão, e nenhuma providência foi tomada. Alan Patrick achou o passe, Carbonero saiu na cara do gol e, no rebote, Vitinho marcou. Um gol anunciado, fruto de um erro tático primário.
SAMUEL LINO: O ÚNICO QUE JOGA NESSE TIME?
Em meio ao caos, uma luz. E ela tem nome: Samuel Lino. O camisa 16 é, sem sombra de dúvidas, a melhor notícia desse time desde a chegada de Leonardo Jardim. É o cara que chama a responsabilidade, que parte pra cima, que decide. Mais uma vez, foi ele quem nos salvou de um vexame maior.
Nosso gol foi a cara do que tem sido o Flamengo: um lance de pura sorte e talento individual. A defesa do Inter entregou a paçoca, com uma pixotada inacreditável de Matheus Bahia, e a bola sobrou para quem? Para ele! Lino não perdoou e guardou. SRN! A gente comemora o gol, mas sabe que não podemos depender de falhas adversárias e de um único jogador inspirado para somar pontos.
Um ponto que não ilude ninguém
No segundo tempo, as entradas de Pulgar e Bruno Henrique deram um pouco mais de força ao time. Conseguimos empurrar o Inter para o campo de defesa e paramos de sofrer tantos contra-ataques. Mas a dificuldade para criar chances claras de gol continuou a mesma. A verdade é que o empate evitou o pior, mas não serve de consolo.
Um ponto fora de casa é sempre um ponto, mas a atuação liga todos os alertas. O time não evolui, os problemas defensivos são os mesmos e a previsibilidade no ataque é assustadora. As aspirações de título ficam cada vez mais distantes se continuarmos nesse ritmo. É hora de cobrar! É hora de acordar! Isso aqui é Flamengo!
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.