Um empate com sabor de derrota no Sul
Não tem como, Nação. É impossível não sentir a frustração. Em uma noite de quarta-feira que tinha tudo para ser de afirmação, o Mengão foi ao Beira-Rio e saiu de campo com um amargo empate de 1 a 1 contra o Internacional, pela 21ª rodada do Brasileirão. Um time que briga lá embaixo na tabela, vindo de quatro derrotas seguidas, e mesmo assim o Mais Querido não conseguiu impor seu ritmo. É o segundo tropeço consecutivo, e a paciência da torcida começa a se esgotar.
A gente olha a tabela, vê o Flamengo como vice-líder, e espera um time dominante, que amassa o adversário. Mas o que vimos em campo foi um time com dificuldades, que até teve mais a bola, mas não soube o que fazer com ela. O resultado? Deixamos dois pontos preciosos escaparem e damos ao Palmeiras a chance de abrir vantagem na liderança. É de doer no coração de qualquer rubro-negro.
Um primeiro tempo para esquecer no Beira-Rio
Desde o início, o sinal de alerta estava ligado. O Internacional, mesmo em crise, parecia mais ligado no jogo. Enquanto o Flamengo rodava a bola de um lado para o outro, sem objetividade, era o time da casa que criava as chances mais perigosas. A posse de bola não ganha jogo, e essa foi a prova mais clara.
E o castigo veio aos 26 minutos. Em uma jogada que expôs nossa defesa, Alan Patrick lançou Carbonero, que saiu na cara do nosso goleiro Rossi. Ele fez uma grande defesa no primeiro momento, mas a zaga não afastou. No rebote, a bola sobrou limpa para Vitinho, que da entrada da área, com o gol aberto, não perdoou. Varela ainda tentou um desvio heróico de cabeça, mas a bola só parou no fundo da nossa rede. Um balde de água fria.
Pouco depois, o mesmo Carbonero quase ampliou, ganhando na velocidade de Léo Pereira, mas para nossa sorte, o chute foi para fora. O intervalo chegou e o sentimento era de que algo precisava mudar, e rápido. Não era o Flamengo que a gente se acostumou a amar e temer.
Empate sofrido, mas que não apaga a atuação ruim
Na segunda etapa, a Nação esperava uma blitz, uma pressão avassaladora. Mas o que vimos foi mais do mesmo: um time com dificuldades para criar, lutando contra a própria falta de inspiração. O tempo passava e o nervosismo só aumentava. Parecia que a derrota era inevitável.
Foi preciso um lance de raça e um pouco de sorte para o Manto Sagrado balançar a rede. Aos 33 minutos, Jorginho foi gigante, roubou a bola no meio de campo e iniciou a jogada. A bola chegou em Arrascaeta, nosso gênio uruguaio, que de primeira achou Pedro. O nosso camisa 9 bateu, mas o goleiro deles, Matheus Cunha, defendeu. No bate-rebate, o zagueiro Matheus Bahia tentou afastar e entregou nos pés de Arrascaeta de novo, que abriu para Bruno Henrique. A bola acabou sobrando para Samuel Lino, que chegou batendo para estufar a rede e empatar o jogo. Um gol na raça, no sufoco, como tem sido.
O gol trouxe um alívio momentâneo, mas a verdade é que o placar de 1 a 1 foi o retrato de uma noite pobre do nosso time. Um tropeço que se soma ao empate em 1 a 1 contra o São Paulo, no Maracanã, na rodada passada. Dois jogos em que deveríamos ter vencido e não vencemos.
Como fica a briga pelo título agora?
Com este resultado, o Mengão permanece na segunda colocação, agora com 39 pontos. O Internacional, por sua vez, segue flertando com o perigo, na 16ª posição com apenas 21 pontos. O pior de tudo é que nosso rival direto, o Palmeiras, ainda jogaria na rodada contra o Vitória e poderia abrir uma vantagem ainda maior na liderança. Não podemos mais desperdiçar pontos assim, principalmente contra equipes da parte de baixo da tabela.
A Nação Rubro-Negra exige mais. Exige a garra, a vontade e a qualidade que sabemos que esse elenco tem. Chega de tropeços evitáveis. O Brasileirão é longo, mas cada ponto perdido agora fará uma falta imensa lá na frente. É hora de acordar!
Próximos desafios do Mengão
Agora é levantar a cabeça, pois o calendário não dá trégua. Temos decisões pela frente e precisamos do time focado e jogando o futebol que sabe. Confira a agenda do Mais Querido:
- Corinthians (C) – 02/08, às 19h30 (de Brasília) – Copa do Brasil
- Corinthians (F) – 06/08, às 20h (de Brasília) – Copa do Brasil
- Palmeiras (F) – 09/08, 16h (de Brasília) – Brasileirão
- Vitória (C) – 09/08, 19h30 (de Brasília) – Brasileirão
- Cruzeiro (F) – 12/08, 21h30 (de Brasília) – CONMEBOL Libertadores
- Mirassol (F) – 16/08, 18h30 (de Brasília) – Brasileirão