A Muralha que Não Tivemos?
É impressionante, Nação! Parece roteiro de filme de terror, mas é só o Brasileirão. Nesta quarta-feira (29), no confronto contra o Internacional pela 21ª rodada, no Beira-Rio, a gente teve que assistir a um fantasma do passado voltar para nos assombrar. E ele tem nome e sobrenome: Matheus Cunha.
O ex-goleiro do Mengão, que mal chegou no time gaúcho, já estava em campo como titular. E bastaram SEIS MINUTOS. Apenas seis minutos para a famosa e implacável ‘Lei do Ex’ dar as caras. O atacante deles, Jorge Carrascal, recebeu com espaço dentro da área, chutou cruzado, uma bola que tinha endereço certo. Mas aí, aconteceu o inacreditável.
Matheus Cunha, o mesmo que muitas vezes foi questionado com o Manto Sagrado, voou na bola e fez uma defesa que levantou o estádio. Uma defesa que, para muitos de nós, ele simplesmente não fazia quando defendia as nossas cores. Foi o suficiente para o sangue rubro-negro ferver.
‘No Flamengo Não Defendia Isso!’: A Fúria da Nação
Como era de se esperar, a Nação Rubro-Negra invadiu as redes sociais. A mistura de raiva, ironia e incredulidade tomou conta. Afinal, por que esses jogadores só viram fenômenos DEPOIS que saem do Mais Querido? A repercussão foi imediata e dolorosa.
Um torcedor desabafou, ecoando o pensamento de milhões: “No Flamengo o Matheus Cunha não defendia essa bola do Carrascal”. Outro, já prevendo o drama, cravou: “pronto, vai fechar o gol agr o tal do Matheus Cunha”. A ironia sobre a súbita melhora do goleiro foi o tema principal.
As comparações, claro, não poderiam faltar. “Hoje o Matheus Cunha vira o Neuer”, publicou um rubro-negro, em referência ao lendário goleiro alemão. A frustração era palpável. Parecia que o roteiro da partida estava escrito para glorificar justamente o nosso ex-atleta. É o poder que o Flamengo tem, até de transformar adversários.
O Caminho de Cunha Até Virar Carrasco
Mas como Matheus Cunha foi parar no gol do Inter? A trajetória é curiosa. Após o fim de seu vínculo com o Mengão, ele foi para o Cruzeiro. Lá, chegou para ser o reserva imediato de Cássio, vestindo a camisa 31. O destino, sempre ele, deu uma forcinha: Cássio sofreu uma lesão multiligamentar no joelho justamente após um jogo contra nós, o Rubro-Negro, e Cunha teve sua chance.
Mesmo assim, ele não tinha espaço garantido na Toca da Raposa II. Foi aí que o Internacional entrou na jogada. Segundo informações apuradas pelo portal Lance!, o time gaúcho já estava em contato com o jogador há cerca de um mês. A primeira opção deles era Contreras, do Barcelona de Guayaquil, mas a pedida dos equatorianos foi alta demais e o negócio não avançou.
Com a desistência, o Inter voltou suas atenções para Cunha, que chegou em Porto Alegre na quarta-feira, dia 15, para assinar o contrato. Mal desfez as malas e já foi escalado para enfrentar logo quem? O maior do Brasil. O destino, meus amigos, adora uma ironia.
É Sempre Assim, Nação?
A história se repete com uma frequência que chega a irritar. Um jogador que passou pelo clube, que teve suas chances e não correspondeu à altura da maior torcida do mundo, veste outra camisa e joga a partida da vida contra a gente. É um padrão.
O caso de Matheus Cunha é emblemático. Com apenas seis minutos de jogo, ele já justificou o sentimento de perseguição que todo rubro-negro carrega. É como se enfrentar o Flamengo desse um poder extra, uma motivação que não aparece contra nenhum outro clube.
Aquele chute de Carrascal poderia ter mudado o rumo do jogo logo no início, mas parou nas mãos de quem um dia já vestiu nosso Manto. Fica a pergunta no ar: é falta de sorte nossa ou os jogadores realmente se transformam quando enfrentam o peso da camisa do Mengão do outro lado do campo? A única certeza é que a ‘Lei do Ex’ nunca falha quando o assunto é o Mais Querido. Dale Mengão, apesar de tudo e de todos!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.