Não dá pra acreditar, Nação! Em uma noite que tinha tudo para ser de afirmação, o Mengão saiu do Beira-Rio, em Porto Alegre, com um empate amargo de 1 a 1 contra o Internacional. O resultado, válido pela 21ª rodada do Brasileirão, teve gosto de derrota no primeiro tempo e de alívio no segundo, tudo graças a um gol salvador de Samuel Lino, que nos livrou de um vexame.
A verdade é uma só: o time não jogou bem. E para piorar, um vacilo individual quase colocou tudo a perder logo de cara. Foi um ponto conquistado na raça, no sufoco, e não na técnica que a gente se acostumou a ver nesse Manto Sagrado.
Um Primeiro Tempo de Dar Calafrios
Quem assistiu aos primeiros 45 minutos viu um filme de terror. O Flamengo foi completamente dominado pelo Internacional. Os caras entraram em campo com um ritmo muito superior, enquanto o nosso time parecia perdido, sem criatividade e assistindo ao adversário jogar.
E o pior aconteceu. O gol deles nasceu de uma falha que não pode acontecer em um clube como o nosso. Após um chute de Carbonero, nosso goleiro Rossi fez uma defesaça, mas no rebote, Jorginho vacilou de forma bisonha, perdeu a bola e entregou de bandeja para Vitinho, que não perdoou e abriu o placar. Uma falha primária que custou caro.
Se não fosse o goleiro Rossi, o estrago poderia ter sido muito maior. Ele foi o único que se salvou na primeira etapa, segurando as pontas enquanto o time sofria. Do nosso lado, quase nada. Apenas lampejos com finalizações de Carrascal e Samuel Lino, muito pouco para o Mais Querido do Brasil. Fomos para o intervalo com uma atuação muito, mas muito abaixo do esperado.
Na Raça! Samuel Lino Salva o Mengão do Pior
Para o segundo tempo, a Nação esperava uma mudança de postura. E ela até veio. O técnico Jardim conseguiu fazer o time voltar mais agressivo, ocupando o campo de ataque e tendo mais a bola no pé. Mas posse de bola não ganha jogo, né?
Repetimos o roteiro de dificuldades: a bola queimava no pé, os erros técnicos se acumulavam e a gente não conseguia transformar o domínio territorial em chances claras de gol. O nervosismo já tomava conta da maior torcida do mundo, até que a bola resolveu nos ajudar.
Aos 33 minutos, o alívio! Numa jogada de puro bate e rebate dentro da área colorada, a bola sobrou limpa para Samuel Lino. Com o oportunismo de quem veste o Manto Sagrado, ele não perdoou e fuzilou a rede do ex-goleiro rubro-negro Matheus Cunha, deixando tudo igual no placar!
Depois do gol, o time ainda flertou com a virada. Chegamos a pressionar nos minutos finais, rondamos a área, mas a bola teimou em não entrar. Faltou capricho, faltou a jogada final para sairmos do Sul com os três pontos que tanto queríamos.
Um Ponto Ganho ou Dois Perdidos?
Ao apito final, fica a sensação mista. Pelo futebol apresentado no primeiro tempo, o empate foi lucro. Um ponto achado. Mas pela grandeza do Flamengo e pela necessidade de brigar lá em cima na tabela, foram dois pontos deixados para trás.
A atuação serve de alerta. Não podemos depender de falhas do adversário ou de bolas que sobram na sorte. O time do técnico Jardim precisa ser mais incisivo, mais criativo e, principalmente, mais concentrado para não cometer erros fatais como o que originou o gol do Inter. Agora é levantar a cabeça, corrigir os erros e pensar no próximo desafio. Dale Mengão!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.