BIQUINHO DA CHUTEIRA! Gol de Samuel Lino é anulado e tira vitória do Mengão!

A Nação foi do céu ao inferno no Maraca! Samuel Lino marcou o gol da vitória, mas a nova tecnologia do VAR anulou por milímetros. Injustiça ou precisão?

Impedimento semiautomático anulou gol do Flamengo (Foto: Reprodução Globo)

Um Maracanã que Pulsou e Silenciou

A noite deste domingo (26) tinha tudo para ser de festa para a Nação Rubro-Negra. O Maracanã pulsava, empurrando o Mengão para cima do São Paulo em um jogo válido pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro. Fomos do êxtase absoluto à frustração profunda em questão de segundos. No apagar das luzes, quando a vitória parecia certa, a tecnologia entrou em cena para nos dar um banho de água fria.

O placar final de 1 a 1 tem um gosto amargo, um gosto de derrota. Isso porque Samuel Lino, nos acréscimos, estufou as redes e fez o Maraca explodir. Era o gol da virada, o gol da raça, o gol que nos daria três pontos cruciais. Mas o grito ficou entalado na garganta. O famigerado impedimento semiautomático, a nova ferramenta da CBF, entrou em ação para encontrar o ‘biquinho da chuteira’ de Wallace Yan em posição irregular. Um lance milimétrico que decidiu o destino da partida e deixou a maior torcida do Brasil na bronca.

Mengão Amassou, mas Cedeu o Empate

Quem viu o jogo sabe: o Flamengo foi superior na maior parte do tempo. Apesar de um começo de jogo agitado, com o São Paulo assustando logo aos cinco minutos com Wendell, o Mais Querido logo tomou as rédeas da partida. Aos 10 minutos, uma jogadaça em contra-ataque: Samuel Lino serviu Pedro, que encontrou Lorran livre. O nosso garoto chutou fraco, é verdade, nas mãos do goleiro Rafael, mas a intenção estava lá.

Pouco depois, o grito de gol quase saiu quando nosso monstro chileno, Erick Pulgar, soltou uma bomba que explodiu no travessão! Faltou um pouco de sorte. Apesar desses lances, a primeira etapa terminou sem a criatividade que a Nação espera, com as duas equipes se estudando muito.

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Na volta do intervalo, o cenário mudou completamente. O Mengão voltou com sangue nos olhos, ditando o ritmo e encurralando o adversário. Aos 10 minutos da segunda etapa, Bruno Henrique subiu mais que todo mundo e testou firme, obrigando o goleiro Rafael a fazer uma defesa espetacular. A pressão era intensa e o gol era questão de tempo.

E ele veio! No lance seguinte, em cobrança de escanteio de Lorran, Pulgar desviou de cabeça no primeiro pau e nosso zagueiro-artilheiro, Léo Pereira, apareceu como um centroavante para completar para o fundo das redes! 1 a 0 Mengão! O Maracanã veio abaixo! Era a recompensa pela insistência e pelo volume de jogo.

Infelizmente, em um momento de desatenção, permitimos o empate. Aos 24 minutos, Osorio cruzou na área e Calleri, sempre perigoso, subiu para testar e deixar tudo igual. Um balde de água fria, mas o time não se entregou e foi buscar a vitória até o fim.

O Lance que Parou o Brasil: A Polêmica do Impedimento

E então veio o lance capital. O lance que será discutido por toda a semana. Nos minutos finais, com o time todo no ataque, a bola sobrou para Samuel Lino, que com frieza, marcou o que seria o gol da vitória. A comemoração foi insana, o alívio tomou conta do estádio. Mas a alegria durou pouco.

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O VAR chamou, e as linhas virtuais começaram a ser traçadas. A nova tecnologia, que promete precisão absoluta, encontrou um impedimento milimétrico de Wallace Yan no início da jogada. O ‘biquinho da chuteira’ do nosso atacante estava, supostamente, à frente da linha. Gol anulado. Empate decretado. Frustração máxima.

A decisão, claro, gerou um clima quente em campo. Nossos jogadores, incrédulos, foram para cima da arbitragem. A Nação, nas arquibancadas, não acreditava no que via. É esse o futebol que queremos? Um esporte decidido por uma fração de centímetro, onde a tecnologia sobrepõe a emoção do momento? Fica o questionamento.

Nas Redes, a Nação se Manifesta

Como era de se esperar, a polêmica incendiou as redes sociais. A Nação Rubro-Negra se dividiu. De um lado, torcedores que, resignados, aceitaram a precisão cirúrgica da tecnologia, argumentando que ‘regra é regra’, por mais dolorosa que seja.

Do outro, uma maioria revoltada, que se sentiu lesada. Muitos questionaram se a ferramenta é usada com o mesmo rigor em todos os jogos e contra todos os times. A sensação de que, mais uma vez, o detalhe foi contra o Flamengo, prevaleceu para grande parte da torcida mais apaixonada do Brasil.

O debate está lançado. A tecnologia veio para ficar, mas seu uso precisa ser discutido. Anular um gol como o de Samuel Lino, que decidiu o resultado de uma partida tão importante, por causa da ponta de uma chuteira, é algo que fere a alma do futebol. O 1 a 1 no placar não reflete o que foi o jogo, e esse ponto perdido por um detalhe tecnológico pode fazer muita falta lá na frente. Seguimos na luta, Mengão! Contra tudo e contra todos!

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.