Um Crime no Maracanã: Daronco Rouba a Cena
A Nação foi dormir com aquele gosto amargo de injustiça na boca. O que era pra ser uma festa no Maracanã, em um clássico contra o São Paulo, terminou em revolta. O placar de 1 a 1, válido pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro, não conta a história do que realmente aconteceu em campo. A história real tem um nome e sobrenome: Anderson Daronco.
Na reta final da partida, com o Mengão pressionando em busca da vitória que era nossa por direito, Arrascaeta, nosso gênio uruguaio, faz a jogada, invade a área e a bola é bloqueada de forma flagrante pelo braço de Marcos Antônio. O Maracanã inteiro viu. Quem estava em casa viu. O mundo viu. Menos o árbitro.
Nossos jogadores se desesperaram, pedindo o que era óbvio, um pênalti cristalino! Mas Daronco, com a autoridade de quem não quer ver o óbvio, simplesmente alegou que o braço do jogador do São Paulo estava colado ao corpo. Uma desculpa que não convence nem o mais ingênuo dos torcedores. Foi um lance capital, que decidiu o resultado e nos tirou dois pontos preciosos.
Um Jogo que Tinha a Cara do Flamengo
Apesar da polêmica final, o jogo foi a cara do Flamengo: intensidade e busca pelo gol a todo momento. O primeiro tempo foi mais estudado, é verdade. O São Paulo até assustou com Wendell aos cinco minutos, mas a resposta do Mais Querido veio logo em seguida. Aos 10 minutos, Samuel Lino, em um contra-ataque veloz, achou Pedro, que serviu Lorran. O nosso garoto chutou fraco, é verdade, facilitando a defesa do goleiro Rafael, mas a jogada mostrou nossa intenção.
E a pressão continuou! Pouco depois, Erick Pulgar, o motor do nosso meio-campo, soltou uma bomba que explodiu no travessão! O som do metal ecoou pelo Maraca, um aviso do que estava por vir. Faltou um pouco mais de criatividade, mas o controle era nosso.
O Manto Sagrado Balançou a Rede!
A volta do intervalo foi de um Flamengo avassalador, ditando o ritmo como só o Mais Querido sabe fazer no seu terreiro. Aos 10 minutos da segunda etapa, Bruno Henrique, o nosso Rei dos Clássicos, subiu mais que todo mundo e testou firme, obrigando o goleiro Rafael a fazer uma defesaça.
Mas não teve jeito! No lance seguinte, a Nação explodiu! Em cobrança de escanteio perfeita do garoto Lorran, Pulgar desviou na primeira trave e a bola encontrou ele, o zagueiro-artilheiro: Léo Pereira! Com faro de gol, ele empurrou para o fundo da rede e correu para o abraço. 1 a 0 Mengão, e o Maracanã veio abaixo!
O Banho de Água Fria e a Injustiça Final
O futebol, porém, às vezes é cruel. O São Paulo, que pouco fazia, achou um gol aos 24 minutos. Após cruzamento de Osorio, o argentino Calleri subiu de cabeça e empatou o jogo. Um verdadeiro balde de água fria na torcida mais apaixonada do Brasil.
Mas o Rubro-Negro não se entrega! Fomos para cima e chegamos a balançar a rede novamente com Samuel Lino, mas o VAR, sempre ele, indicou um impedimento na jogada, aumentando a frustração da Nação. O clima esquentou, os jogadores se desentenderam, e no meio de tudo isso, veio o lance do pênalti não marcado em Arrascaeta para coroar uma noite de fúria.
Saímos do Maracanã com a sensação de que não empatamos com o São Paulo. Empatamos com a arbitragem. Daronco foi o protagonista que ninguém queria ver, e a sua decisão equivocada manchou o espetáculo. Mas essa Nação não se cala. A revolta nas redes sociais foi imediata e massiva, mostrando que ninguém vai aceitar passivamente que prejudiquem o Flamengo. SRN!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.