O Gosto Amargo da Virada
A derrota de virada por 2 a 1 para o Cruzeiro, em pleno Mineirão, doeu na alma de cada rubro-negro. Ver o Mengão sair na frente e depois ceder o resultado é um filme que a gente não aguenta mais assistir. E parece que não é só a Nação que está de cabeça quente. O nosso técnico, Leonardo Jardim, não poupou palavras na coletiva de imprensa e fez uma análise dura, direta e necessária sobre a postura do time.
Para o comandante português, o problema não foi técnico ou tático, mas sim mental. Uma palavra resumiu a noite trágica em Belo Horizonte: imaturidade.
‘Não Tivemos Maturidade’: A Análise Crua de Jardim
Quem viu o começo do jogo, viu um Flamengo dominante, com a bola no pé, encurralando o adversário. Era o Mais Querido que a gente conhece. Mas, de uma hora para outra, tudo desmoronou. E o técnico foi cirúrgico ao apontar o erro.
“Não tivemos a maturidade de segurar a bola. Demos uma transição e o gol ao adversário. Que isso sirva de exemplo. Não podemos entrar tão bem no jogo, ser dominantes e deixar o adversário reagir”, desabafou Jardim. É exatamente isso que a Nação inteira gritou do sofá! Faltou ter a malícia de campeão, de saber sofrer e controlar o ritmo quando o placar está a nosso favor.
Criar, Criar e Não Marcar: A Falta de Capricho na Finalização
Outro ponto que tira o sono de qualquer torcedor foi abordado pelo mister: a falta de eficiência lá na frente. O Flamengo é uma máquina de criar oportunidades, talvez o time que mais cria no Brasil, mas na hora de empurrar a bola pra dentro, o capricho tem faltado.
“Trabalhamos finalização toda semana para ser mais eficaz. Somos a equipe que mais cria, mas queremos ser mais contundentes. Poderíamos ter feito mais gols e resolvido o jogo”, admitiu o treinador. A Nação sabe disso. Quantos jogos já não perdemos pontos preciosos por não ‘matar’ a partida quando tivemos a chance? O domínio precisa virar gol, precisa virar tranquilidade no placar!
As Trocas e o Desgaste: Jardim Explica as Alterações
Muitos torcedores questionaram as substituições e a escalação de alguns jogadores. Jardim explicou a situação de Carrascal, que segundo ele, não esteve no seu melhor dia. A decisão de mexer na equipe passou diretamente pela gestão do elenco, que vem de uma maratona de jogos.
“O Carrascal vinha fazendo bons jogos. Hoje não esteve no seu melhor nível, mas precisávamos gerir alguns jogadores que estavam sobrecarregados. O Erick já mostrava dificuldade para continuar, assim como o Lino. São jogadores que, há dois dias, fizeram 90 minutos em alta intensidade”, revelou. O técnico deixou claro que a intenção era refrescar o time, mas que, no fim das contas, o problema foi além do físico: “Mais do que a condição física, porém, faltou capacidade para segurar a bola”.
Defesa em Xeque e o Mercado da Bola
Quando questionado sobre a defesa, que tem sofrido golaços de fora da área como contra o Bragantino e o próprio Cruzeiro, Jardim foi enfático. A responsabilidade é de todos. “Claro que precisamos defender melhor, e, quando falo em defender, não me refiro apenas ao goleiro, mas a toda a equipe”, afirmou, cobrando mais efetividade no combate homem a homem.
Sobre reforços, o português jogou a responsabilidade para a diretoria, mostrando respeito aos atletas que hoje vestem o Manto Sagrado. “Prefiro não falar sobre mercado porque, principalmente no Flamengo, isso pode parecer que estamos desvalorizando os nossos jogadores. E são eles a base do sucesso da equipe nos últimos anos”. Uma postura correta, que valoriza quem está aqui lutando pelo Mengão. Agora, cabe a esse elenco ouvir a cobrança do chefe e mostrar já no próximo jogo a maturidade e o capricho que faltaram no Mineirão. A Nação vai cobrar! Dale Mengão!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.