O sonho que escapou por entre os dedos
A Nação Rubro-Negra acordou com um gosto amargo. Thiago Almada, o meia-atacante que foi alvo de uma longa e arrastada negociação com o Mengão, finalmente abriu o jogo e explicou por que escolheu vestir a camisa do River Plate. E a justificativa, meus amigos, vai deixar muito torcedor do Mais Querido de queixo caído.
Em entrevista à “Rádio La Red”, da Argentina, o jogador, que custou impressionantes 20 milhões de euros (cerca de R$ 119 milhões) aos cofres do clube de Buenos Aires — a transferência mais cara da história do futebol argentino —, revelou os bastidores de sua decisão. E não foi só o dinheiro que falou mais alto.
‘Sentia falta da pressão’: A declaração polêmica
Prepare-se, Nação. A principal razão apontada por Almada para voltar ao seu país foi, segundo ele, a pressão. Sim, você leu direito. “Tomei minha decisão durante as férias, principalmente porque conversei com Coudet e por causa do projeto que ele tinha no clube. Não hesitei. Sentia falta da pressão do futebol argentino, é isso que eu gosto”, disparou o atleta.
É de se perguntar: que pressão é essa que ele sentia falta? Será que ele nunca ouviu falar de um Maracanã com 80 mil vozes empurrando o time? Será que ele não sabe o que é vestir o Manto Sagrado e carregar a responsabilidade da maior torcida do mundo nos ombros? Com todo respeito ao futebol argentino, mas falar em ‘pressão’ e não citar o Flamengo é, no mínimo, uma escolha curiosa de palavras.
A influência da família e o coração da mãe
Além da busca por ‘pressão’, outro fator pesou de forma decisiva: a família. Almada confessou que sua esposa e seus pais queriam o retorno à Argentina. E o golpe final veio de quem a gente nunca pode contrariar: a mãe.
“Minha mãe me pediu a primeira camisa; ela é fanática pelo River Plate”, revelou o jogador. Contra o pedido de uma mãe, e ainda por cima torcedora fanática do clube em questão, a batalha ficou ainda mais difícil para o nosso Mengão. A família, unida, optou pelo regresso a Buenos Aires.
A postura firme do Flamengo: ‘Não entramos em leilão!’
Enquanto o River Plate mobilizava técnico, jogadores e até a família de Almada, o Flamengo manteve sua postura de gigante. Nosso diretor de futebol, José Boto, foi claro ao viajar para a Argentina: o clube não participaria de um leilão pelo atleta. E foi exatamente o que aconteceu.
As cifras de 20 milhões de euros mostram que a negociação atingiu patamares estratosféricos. O Mais Querido tem responsabilidade financeira e sabe que nenhum jogador, por melhor que seja, é maior que o clube. A diretoria agiu com a cabeça no lugar, evitando uma loucura financeira que poderia comprometer o futuro.
A verdade é que, para vestir o Manto, não basta ter talento. É preciso querer. É preciso sonhar em jogar no Flamengo mais do que em qualquer outro lugar do mundo. A postura de José Boto foi correta e digna da grandeza do Rubro-Negro.
O papel dos ‘parças’ argentinos
A operação do River Plate foi completa. Almada contou que as conversas com os companheiros de seleção argentina, Otamendi e Ángel Correa, que agora serão seus colegas de clube, foram fundamentais para convencê-lo. O técnico Coudet também teve um papel central.
“O Coudet me ligou, isso foi muito importante. Eu sempre falava com ele, com o Otamendi, com o Ángel (Correa) quando ele estava chegando. Eles foram fundamentais”, detalhou Almada. Foi uma força-tarefa dos ‘hermanos’ para garantir sua contratação após cinco anos atuando no exterior, com passagem pelo Atlético de Madrid.
E agora, Almada?
Agora no River, Almada sabe do peso que carrega. “Eu sei de onde vim, o que o River Plate representa e que os torcedores têm grandes expectativas. Vim para contribuir com o time e ajudar a sair dessa situação complicada”, afirmou, mostrando que está ciente do desafio.
Para a Nação Rubro-Negra, fica a reflexão. Perdemos um grande jogador? Talvez. Mas ganhamos a certeza de que o Flamengo segue um caminho de seriedade e não se curva a leilões. O Manto Sagrado é para quem o deseja com a alma. Quem escolhe outro caminho, que seja feliz por lá. Nós seguimos em frente, pois somos o Flamengo. E isso, meu amigo, pressão nenhuma no mundo supera. SRN!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.