RYAN ROBERTO ABRE O JOGO! ‘Senti que não teria oportunidade no Flamengo’; Garoto revela por que deixou o Mengão!

Joia da base, Ryan Roberto quebra o silêncio sobre sua saída polêmica do Mengão. Ele revela o motivo real e manda a real para a Nação!

Ryan Roberto explica saída do Flamengo para ir ao Shakhtar e desmente: 'Não exigimos nada' (2:06)

A saída de uma joia da base é sempre uma ferida que demora a fechar no coração da Nação Rubro-Negra. E a de Ryan Roberto, um dos garotos mais promissores dos últimos tempos, deixou um gosto amargo. Vendido ao Shakhtar Donetsk por uma bolada, o moleque de 18 anos partiu sem a sequência que todos nós esperávamos no time principal. Mas agora, ele quebrou o silêncio e mandou a real sobre o que aconteceu.

Em uma entrevista exclusiva para a ESPN Brasil, Ryan Roberto abriu o jogo e deu a sua versão, Nação. E a principal razão, segundo ele, foi a falta de perspectiva de jogar no time de cima do Mais Querido. É de doer, mas é o que ele disse.

‘Senti que não teria oportunidade no Mengão’

Sem papas na língua, o garoto foi direto ao ponto. A decisão de não renovar e buscar novos ares na Europa não foi por dinheiro ou por exigências absurdas. Foi por sentir que a porta no time profissional do Flamengo estava mais fechada do que aberta para ele.

“Senti que não era um momento de ter tantas oportunidades no Flamengo”, declarou Ryan, de forma contundente. “A gente vê aí como funciona o Flamengo, é muito difícil eles darem oportunidade para os jovens, para os jogadores mais novos.”

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Essa fala é um soco no estômago de qualquer rubro-negro que ama ver os Garotos do Ninho brilhando com o Manto Sagrado. Ele sentiu que, para realizar seu sonho, precisaria sair de casa. “Eu tive propostas de clubes da Europa, que querendo ou não era o meu sonho. Sempre tive esse sonho, sempre trabalhei muito para que um dia pudesse jogar na Europa”, completou.

A verdade sobre as ‘exigências’ e as mentiras

Na época da saída, muita fofoca e boato circularam. Disseram que a família exigiu salário de profissional, que o garoto bateu o pé por uma garantia de minutos em campo. Segundo Ryan, pura mentira.

“Na verdade, em nenhum momento a gente sentou com o Flamengo e exigiu nada. Acredito que deve ter saído alguma coisa relacionada a isso, mas é mentira”, afirmou o jovem. “Saíram coisas que disseram que a única coisa que eu exigi foi que eu jogasse no profissional, que garantissem no meu contrato que eu iria jogar no profissional, mas não, isso em nenhum momento chegou a acontecer.”

Ele deixa claro que a conversa com o clube foi transparente. “A conversa com o Flamengo a todo momento foi expressar a minha vontade de deixar o clube”, disse, ressaltando que o contrato dele já estava perto do fim e que o clube entendeu sua posição, chegando a um acordo.

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Por que o Shakhtar? A ‘Tropa do Brasil’ na Ucrânia

A escolha pelo Shakhtar Donetsk não foi aleatória. O clube ucraniano é conhecido por ser uma verdadeira casa para brasileiros na Europa, e isso pesou muito na decisão do garoto.

“Uma das coisas que fez eu escolher o Shakhtar foi a quantidade de brasileiros que têm aqui. É um clube que sabe receber bem”, explicou Ryan. Ele contou que conversou muito com Luca Meirelles, outro brasileiro do time, que o incentivou. “Ele falava super bem do clube. Me apoiou, apoiou na minha decisão. Falou: ‘Irmão, vem para cá, vai ser feliz aqui. Eles recebem bem os brasileiros, tem bastante brasileiro, aqui a gente vai te abraçar, vai te acolher’.”

Além da colônia brasileira, o projeto do clube de apostar em jovens foi determinante. “Foi muito também pela parte de que eles apostam também nos jovens, põem os jovens para jogar”, concluiu. A adaptação, segundo ele, está sendo fácil, até pelo clima quente de 35 graus no verão ucraniano, que o faz se sentir no Rio de Janeiro.

A bolada que o Flamengo recebeu

Apesar da dor de perder um talento, a negociação rendeu um bom dinheiro aos cofres do Mengão. A venda de Ryan Roberto para o Shakhtar foi fechada em 10 milhões de euros, o que na época da transação equivalia a cerca de R$ 59 milhões. Uma quantia significativa por um jogador que ainda não havia estreado no profissional, mostrando o potencial que o mercado europeu via nele.

É o dilema de sempre: segurar a joia e arriscar perdê-la de graça ou fazer um bom dinheiro que pode ajudar o clube a se reforçar? A diretoria optou pela segunda opção. Agora, ouvindo o lado do jogador, a história ganha novos contornos. E aí, Nação? Dá pra entender o lado do garoto? Ou o Mais Querido errou em não garantir um projeto para ele? O debate está aberto. SRN!

Informações com base em reportagem do www.espn.com.br.