A Nação Rubro-Negra não está sozinha na sua indignação! O sentimento de que fomos prejudicados no empate em 1 a 1 contra o São Paulo, no último domingo, ecoou na Gávea. E quem botou a boca no trombone foi o nosso diretor de futebol, José Boto, que não se calou diante do que vimos no Maracanã.
Em um vídeo direto e reto, o dirigente português expressou o que todo torcedor do Mengão sentiu: fomos operados em casa! A arbitragem de Anderson Daronco, com o auxílio de Rodrigo D Alonso Ferreira no VAR, deixou um gosto amargo e a sensação de que dois pontos preciosos escorreram pelos dedos por conta de erros inaceitáveis.
O Pênalti que o Brasil Viu (Menos o VAR)
O lance capital da partida, que poderia ter mudado a história do jogo, foi um toque de mão claríssimo de Wendell dentro da área, em uma disputa com nosso maestro Arrascaeta. Para qualquer um que entende o mínimo de futebol, a penalidade foi óbvia. Mas para a cabine do VAR, aparentemente, era um lance normal.
José Boto não poupou palavras para descrever a jogada: “Aquilo é pênalti porque ele tira vantagem da posição do braço, é uma clara intenção de desviar com o braço”, cravou o diretor. É exatamente isso! O jogador do São Paulo amplia o espaço corporal, impede a jogada do Arrasca e a bola toca em seu braço. Como isso não é pênalti no futebol brasileiro?
Enquanto o comentarista Paulo Cesar de Oliveira, da Globo, tentava justificar o injustificável dizendo que o movimento foi “natural”, Boto foi na jugular do problema: a falta de critério da CBF. Se não foi pênalti, que a comissão de arbitragem venha a público e assuma a regra para todo mundo.
“Critérios Claros, CBF!” – O Recado de Boto
A revolta do nosso diretor não é à toa. Ele usou a Copa do Mundo como exemplo, citando os árbitros brasileiros Raphael Claus, Wilton Pereira Sampaio e Ramon Abatti, que tiveram boas atuações por lá. Por quê? Porque lá os critérios são claros e uniformes.
“Uma falta que no Brasil levou à expulsão do Carrascal, no Mundial nem sequer falta é. Se é diferente aqui, tem que ser sempre”, desabafou Boto, exigindo coerência. “Tem que vir a comissão de arbitragem da CBF e dizer que não é falta em nenhum estado do Brasil e em nenhuma parte do campo. E pode fazer gol com o braço assim.”
A mensagem é forte e direta. Não dá mais para conviver com essa roleta-russa de interpretações, onde em um jogo é pênalti e no outro não é. O Flamengo exige e merece respeito e clareza nas regras que definem um campeonato tão importante.
E o Gol Anulado? A Tecnologia que Ninguém Entende
Como se não bastasse o pênalti ignorado, o Mengão ainda teve um gol de Samuel Lino anulado por um impedimento milimétrico de Wallace Yan, marcado pelo tal do impedimento semiautomático. A tecnologia, que deveria trazer transparência, só gerou mais dúvidas.
Boto questionou a falta de clareza nas imagens exibidas. “O impedimento é traçado no momento do passe, e isso nunca é visível nas imagens que dão. (…) Ontem só mostrou os dois jogadores (na área), não temos certeza (do momento)”, apontou o dirigente. Ele não duvida da tecnologia em si, mas cobra que a CBF mostre o processo completo para não deixar margem para polêmicas. Transparência é o mínimo que se espera!
Pontos que Fazem Falta na Luta pelo Título
Esse empate em 1 a 1, válido pela 20ª rodada do Brasileirão, não foi apenas mais um jogo. Com o resultado, o Mais Querido permaneceu a 6 pontos de distância do líder Palmeiras. Sim, ainda temos um jogo a menos, mas em uma competição tão acirrada, cada ponto perdido em casa, ainda mais por erro de arbitragem, pode custar o título lá na frente.
A postura de José Boto é a que toda a Nação espera da diretoria do Flamengo. Uma postura firme, que defende os interesses do clube e não se curva diante de absurdos. Não estamos pedindo para sermos ajudados, estamos EXIGINDO que não nos atrapalhem! A luta continua, e com essa garra fora de campo também, vamos buscar o que é nosso. Dale Mengão!