O EMPATE QUE AINDA DÓI NA NAÇÃO
Aquele 1 a 1 contra o São Paulo no Maracanã, pela 20ª rodada do Brasileirão, ainda não desceu, Nação. A gente saiu do Maraca com aquele gosto amargo de que dava pra mais, mas o que mais revolta é a sensação de que o jogo foi decidido fora das quatro linhas. E quem botou a boca no trombone foi o jornalista Mauro Cezar, que não poupou críticas à forma como a arbitragem e sua “tecnologia” estão sendo usadas contra o Mengão.
Durante o programa Posse de Bola, Mauro foi direto ao ponto e questionou a validade e a clareza do tal impedimento semiautomático, o mesmo que anulou um gol de Samuel Lino na reta final e gerou uma confusão danada. Para ele, o que temos no Brasil é uma versão de segunda categoria, que só serve para gerar mais dúvida e polêmica.
TECNOLOGIA INCOMPLETA E CONFUSA, SEGUNDO MAURO
O ponto principal da crítica do jornalista é algo que todo rubro-negro no estádio ou em casa percebeu: a falta de transparência. A gente vê uma arte gráfica na tela, uma linha traçada, mas e o principal? O momento exato do passe? Isso não mostram! Fica parecendo mágica, e uma mágica que sempre nos prejudica.
Nas palavras do próprio Mauro Cezar, a coisa é bem mais complicada do que parece. Ele explicou o problema de forma clara: “Eu acho que o maior problema é que para o público também não fica muito claro, porque mostra aquela arte, mas não mostra o momento do passe. Então fica uma coisa meio incompleta. A detecção não é pelo chip, pelo contato com a bola, é pelas câmeras. São muitas câmeras, mas eventualmente a bola pode estar encoberta ali, a visão pode não estar, a imagem pode não ser tão clara, gera esse tipo de discussão”.
É exatamente isso! Como podemos confiar 100% em um sistema que depende de câmeras que podem ter a visão encoberta? Fica a palavra do VAR contra os olhos de milhões de torcedores. Para o Mais Querido, que briga pelo topo da tabela, cada lance duvidoso como esse custa caro. Custa pontos preciosos!
‘BIZARRO!’: A COMPARAÇÃO COM A COPA DO MUNDO
A indignação de Mauro Cezar aumenta quando ele compara o nosso Brasileirão com o que vimos na última Copa do Mundo. Lá, o sistema era mais moderno, mais preciso. Por que aqui, no campeonato mais disputado do país, temos que nos contentar com uma versão inferior?
O jornalista não mediu palavras e classificou a situação como “bizarra”. E com toda razão! Ele questionou a pressa em implementar algo que não é o melhor disponível no mercado. “Para adotar esse negócio durante o campeonato, por que não espera mais um pouquinho e compra o pacote completo? Porque é bizarro você ter a Copa do Mundo que acabou de terminar com um sistema mais moderno, e aí o Brasileiro adota algo inferior logo em seguida”, completou.
Essa é a pergunta que a Nação inteira se faz. Por que essa economia? Por que essa pressa em usar uma ferramenta que mais confunde do que ajuda? O Flamengo investe milhões, monta um elenco estelar, e no fim, fica à mercê de uma tecnologia de segunda linha. É inaceitável!
E O PÊNALTI NO ARRASCAETA? A NAÇÃO NÃO ESQUECE!
Como se não bastasse a polêmica do gol anulado, outro lance capital foi simplesmente ignorado pelo árbitro Anderson Daronco. Na reta final, nosso craque Arrascaeta foi pra cima e a bola tocou claramente no braço de Marcos Antônio dentro da área. Pênalti claro! O Maracanã inteiro viu, os jogadores viram, mas o apito ficou calado e o VAR… bem, o VAR estava ocupado traçando linhas imaginárias.
É verdade que, na análise de Paulo César de Oliveira, o árbitro acertou em não marcar. Segundo o comentarista, o braço do defensor estava junto ao corpo e não ampliava o espaço. Com todo respeito ao PC Oliveira, mas quem está em campo, sentindo a pressão e vendo o braço do adversário bloquear uma jogada de gol, sabe que a intenção conta muito. Para a Nação Rubro-Negra, foi pênalti.
No fim, saímos com apenas um ponto quando poderíamos ter saído com os três. A crítica de Mauro Cezar joga luz sobre um problema grave do futebol brasileiro. Não é choro de torcedor, é a constatação de que a ferramenta que deveria trazer justiça ao esporte está, muitas vezes, servindo para criar mais controvérsia. E o Mengão, mais uma vez, paga o pato. Seguiremos na luta, dentro e fora de campo! Dale Mengão!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.