NEY FRANCO REVELA O SEGREDO! O xeque-mate que destruiu o Vasco e deu o BI ao Mengão em 2006!

Há 20 anos, Ney Franco dava um nó tático no Vasco na final da Copa do Brasil. Ele revela os bastidores da conquista que 'abre portas até hoje'!

Ney Franco em sua primeira passagem pelo Flamengo — Foto: Alexandre Cassiano / O Globo

A Memória que a Nação Jamais Esquece

Pra cima deles, Mengão! Tem dias que ficam marcados a ferro e fogo na alma de todo rubro-negro. A final da Copa do Brasil de 2006 é um desses dias. A gente fecha os olhos e ainda vê o chute no ângulo do Obina, que era melhor que o Eto’o e a gente cantava com orgulho. A cabeçada de um Luizão guerreiro, jogando no sacrifício. A comemoração de Juan matando o jogo e selando o caixão do rival. Ah, que saudade!

Mas por trás de cada herói em campo, havia um maestro no banco de reservas. Um mineiro quieto, calculista, que desenhou a vitória com uma genialidade que até hoje ecoa no Maraca. Vinte anos depois, o técnico Ney Franco abriu o baú de memórias e contou os detalhes do xeque-mate que desmontou o Vasco e entregou o bicampeonato para a Nação.

Ousadia de Quem Nasceu Pra Vencer

Ney Franco, em entrevista ao GE, lembrou que a missão de assumir o Flamengo em um momento turbulento não era para qualquer um. Vindo de um trabalho no Ipatinga, onde tinha acabado de enfrentar o Mengão, ele não pensou duas vezes. A grandeza do Mais Querido falou mais alto. Ele revelou que aceitou o convite sem nem perguntar qual seria o salário. Isso é Flamengo! É entender o peso do Manto Sagrado.

E foi com essa mentalidade que ele preparou a equipe para a final contra o nosso maior rival. O Vasco, na época, se achava favorito. Mal sabiam eles que estavam caindo na armadilha de um gênio. Ney Franco revolucionou o time, mostrando uma coragem que faltava.

Publicidade

O Xeque-Mate Tático que Calou São Januário

A grande jogada do mestre veio na prancheta. Para surpreender o adversário, ele sacou da cartola um esquema 3-6-1, que se transformava em 3-5-2 com a posse de bola. Uma tática que soltava nossos laterais e sufocava o meio-campo deles. Foi uma aula!

Mas não parou por aí. Ele improvisou o raçudo Toró como volante, dando uma pegada que o time precisava. E, na maior prova de sua convicção, lançou um garoto de apenas 18 anos na fogueira de uma final nacional: Renato Augusto. O moleque voou em campo, mostrando personalidade de veterano. Essas decisões não foram sorte, foram fruto de um estudo minucioso e de uma coragem gigantesca.

“Abre Portas Até Hoje”: A Confissão do Campeão

Mesmo com outros títulos importantes na carreira, como a Sul-Americana pelo São Paulo e o Mundial Sub-20 com a geração de Neymar, Coutinho e Casemiro, Ney Franco é categórico. A conquista com o Mengão tem um lugar especial. É o carimbo de qualidade na carreira dele.

“Logicamente que esse título da Copa do Brasil me abriu e me abre portas até hoje dentro do futebol”, confessou o treinador. Isso só mostra a dimensão do que é ser campeão pelo Clube de Regatas do Flamengo. Uma vez que você ergue uma taça com esse Manto, sua história muda para sempre.

Publicidade

Ele carrega com carinho as memórias daquela campanha. “Tive muitas emoções no Flamengo, né? Emoções que eu carrego comigo até hoje, principalmente esse título da Copa do Brasil. Da forma como ele se desenvolveu, eu tenho muitos lances na cabeça porque tive que tomar muitas decisões para essa final”, disse Ney Franco.

Um Campeão em Busca de Novos Desafios

Depois de rodar o mundo, com uma experiência recente no Al Hussein, da Jordânia, Ney Franco está de volta e prioriza um retorno ao futebol brasileiro. Ele busca um projeto sério na Série A ou na Série B, onde possa aplicar novamente sua visão vencedora.

Aquele título de 2006 não foi apenas uma vitória. Foi uma lição de estratégia, coragem e, acima de tudo, de amor ao Flamengo. Um técnico que não perguntou o salário para nos comandar e que nos deu uma das maiores alegrias da nossa história merece todo o nosso respeito. Obrigado, Ney Franco! A Nação Rubro-Negra jamais esquecerá o seu xeque-mate.

Publicidade

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.