Um Jogo de Emoções Contraditórias para a Nação
É aquele sentimento que só o torcedor do Flamengo conhece, Nação. Aquele misto de orgulho e frustração que ferve no sangue. De um lado, vimos um Erick Pulgar monstruoso, um verdadeiro leão chileno comendo a grama. Do outro, um Lino onipresente, jogando por três e mostrando uma vontade absurda. Mas, no futebol, um detalhe, um único vacilo, pode custar caro. E custou. Uma falha de Vitão no gol de Calleri deixou aquele gosto amargo na boca em mais um confronto pesado pela 20ª Rodada do Campeonato Brasileiro de 2026.
A gente sai do estádio ou desliga a TV com a certeza de que poderíamos ter saído com um resultado melhor. Tivemos guerreiros em campo, mas a concentração precisa ser de 90 minutos, do primeiro ao último apito. Vamos analisar o que aconteceu, jogador por jogador, nação. Vem com a gente!
Os Donos do Jogo: Pulgar e Lino Voando em Campo!
Tem jogador que veste o Manto Sagrado e entende o peso dele. Erick Pulgar é um desses. Que partida do nosso chileno! Ele foi um gigante no meio-campo, um verdadeiro leão. Foi o líder de desarmes, dando botes precisos e levantando a torcida a cada roubada de bola. Ele não se contentou em apenas marcar, não! Quase nos deu a vitória com um chutaço de fora da área que explodiu no travessão. Foi o coração do time, pulsando raça e técnica. Monstro!
E o que falar de Lino? O cara é um motor! O técnico usou ele em TRÊS posições diferentes durante o jogo, e ele correspondeu em todas. Começou como armador, foi pra direita, depois pra esquerda… e em todos os cantos do campo, ele era um perigo. Foi quem mais finalizou pelo Mengão, criou a jogada do chute de Pulgar no travessão e ainda marcou um gol que, para nossa fúria, o VAR anulou por um impedimento milimétrico. É esse tipo de jogador que a gente quer ver: incansável, brigador e que não se esconde do jogo.
O Gol Rubro-Negro: A Redenção do Zagueiro-Artilheiro!
Se a gente precisava de um gol, ele apareceu! Léo Pereira, nosso zagueiro-artilheiro, atacou novamente. Durante a partida, ele já vinha fazendo um bom trabalho na defesa, travando um duelo particular intenso com o atacante Luciano e ganhando a maioria. Mas zagueiro que é zagueiro no Mengão também decide lá na frente. Após cobrança de escanteio perfeita do garoto Lorran, o maestro Arrascaeta desviou de cabeça e a bola encontrou Léo Pereira, que não perdoou. É isso! Bola parada também é arma do Mais Querido!
A Falha que Dói na Alma: O Vacilo de Vitão
Ah, Vitão… dói falar disso. Ele até vinha fazendo uma partida segura, bloqueando chutes, rebatendo cruzamentos. Mas no futebol de alto nível, um segundo de desatenção é fatal. E foi o que aconteceu. No lance do gol deles, ele simplesmente esqueceu de Calleri, que apareceu nas suas costas para cabecear sozinho. Uma falha de posicionamento primária, que não pode acontecer. Para piorar, depois do gol, parece que ele sentiu o golpe e começou a dar uns passes na fogueira ali atrás, quase complicando ainda mais. É levantar a cabeça, mas precisa servir de lição. No Flamengo, não se pode vacilar.
Altos e Baixos do Resto do Time
O jogo foi uma montanha-russa para vários dos nossos atletas. Rossi, por exemplo, quase não foi exigido, mas teve uma saída ruim do gol em uma sobra de escanteio que nos deixou com o coração na mão. Arrascaeta, mesmo entrando no segundo tempo, mostrou porque é gênio. Em poucos minutos, já deu a assistência para o gol de Léo Pereira. A classe é permanente.
O garoto Lorran, escalado na vaga de Plata, mostrou personalidade. Teve boa movimentação, buscou o jogo e foi fundamental ao cobrar o escanteio do nosso gol. Pecou um pouco na finalização, mas a atitude é o que conta. Já nosso camisa 9, Pedro, teve uma noite difícil. Bem marcado pela zaga do São Paulo, participou pouco. Na única chance clara que teve, uma cabeçada, obrigou o goleiro Rafael a fazer uma grande defesa. Esperamos mais do nosso artilheiro.
Bruno Henrique também esteve sumido em campo, assim como um dos substitutos que entrou pela direita e mal tocou na bola. Nem todos conseguiram entrar na mesma sintonia de Pulgar e Lino, e essa irregularidade nos custou os três pontos.
E o Comando? As Decisões do Técnico em Xeque
Não dá para passar pano para o comando técnico. O Flamengo do primeiro tempo foi irreconhecível, um time apático e que errava demais. O time voltou melhor depois do intervalo, com alguns ajustes de posicionamento, é verdade. Mas a pergunta que fica na cabeça de todo rubro-negro é: por que demorou TANTO para mexer no time? As substituições vieram tarde demais, quando o adversário já estava confortável. Faltou ousadia e uma leitura mais rápida do que o jogo pedia. É preciso mais!
No fim, fica a sensação de que o empate foi ruim. Com a bola que jogaram Pulgar e Lino, e com a força da nossa Nação, a vitória era obrigação. Que os erros sirvam de aprendizado, porque o Brasileirão não perdoa. Pra cima deles, Mengão!
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.