A VEXATÓRIA GOLEADA QUE REACENDE A HISTÓRIA
Nação, senta que lá vem história! Sabe o Cienciano, aquele time do Peru que simplesmente HUMILHOU o Botafogo com um placar de 6 a 1 nesta quinta-feira (13) pela Copa Sul-Americana? Pois é, o destino é rubro-negro e adora uma ironia. Esse mesmo clube peruano é uma peça-chave na criação da nossa provocação mais clássica, aquela que eles odeiam e a gente ama: o ‘chororô’!
Parece roteiro de filme, mas é a mais pura realidade do futebol. A derrota acachapante sofrida pelo nosso rival no jogo de ida das oitavas de final da Sul-Americana resgatou das profundezas da memória um dos capítulos mais saborosos da nossa rivalidade. Uma história que começou lá em 2008 e que mostra como tudo, de alguma forma, gira em torno do Mais Querido.
Enquanto eles amargam uma das maiores vergonhas de sua história recente, a Nação Rubro-Negra recorda, com um sorriso no rosto, como até os carrascos dos nossos rivais têm uma ligação com a nossa glória. Vamos relembrar esse momento épico!
A ORIGEM DO CHORORÔ: UMA HISTÓRIA RUBRO-NEGRA
Tudo começou no dia 24 de fevereiro de 2008. Final da Taça Guanabara. De um lado, o Mengão, gigante como sempre. Do outro, o Botafogo. O resultado? O de sempre: Flamengo campeão! Mas, como de costume, eles não aceitaram a derrota.
Depois da partida, jogadores e dirigentes do time de General Severiano montaram um verdadeiro palco. Fizeram uma coletiva de imprensa emocionada, cheia de reclamações contra a arbitragem, num espetáculo que virou piada imediata entre a torcida mais apaixonada do Brasil. As imagens daquele lamento entraram para o folclore do futebol carioca.
E aí, o destino entra em campo. Apenas três dias depois, em 27 de fevereiro, o Flamengo tinha um compromisso pela fase de grupos da Libertadores. O adversário? O próprio Cienciano, lá no Peru. O Rubro-Negro foi lá e venceu por 2 a 1, mostrando quem manda.
Foi nesse jogo que a mágica aconteceu. O atacante Souza, vestindo o Manto Sagrado, marcou um dos gols da vitória e, na comemoração, eternizou a provocação. Ele levou as mãos ao rosto e imitou o gesto de quem estava chorando, em uma clara alusão à choradeira do rival dias antes. Nascia ali, em solo peruano, o famoso ‘chororô’. Uma marca registrada da Nação!
O DESTINO ADORA UM CLÁSSICO
Corta para hoje. Anos depois daquele episódio memorável, o mesmo Cienciano volta a cruzar o caminho do Botafogo. E o que acontece? Uma goleada histórica de 6 a 1 que entra para os anais do futebol sul-americano. É de arrepiar! O time que foi testemunha ocular do nascimento do ‘chororô’ é o mesmo que agora aplica uma surra inesquecível no nosso rival. Não dá pra inventar uma coisa dessas!
A ironia fica ainda maior. O estádio onde o Botafogo sofreu essa humilhação, o Inca Garcilaso de la Vega, também foi palco de uma partida do Mengão neste ano, pela Libertadores. Só que a nossa história foi bem diferente.
Enfrentamos o Cusco, rival local do Cienciano, e mesmo com o desafio da altitude, o Flamengo se impôs. Vencemos por 2 a 0, com autoridade, mostrando a diferença entre um gigante e um time que vive de reclamar. Enquanto eles são goleados, nós vamos lá e conquistamos os três pontos.
É isso, Nação. O futebol tem memória. Enquanto eles choravam em 2008, nós criávamos um símbolo que dura até hoje. Agora, o clube que viu nosso deboche nascer, aplica neles uma goleada para a história. Coincidência? No futebol, não existe coincidência quando o Flamengo está envolvido. Existe destino. E o destino, meus amigos, é rubro-negro. Dale Mengão! SRN!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.