A DOR QUE FORJOU UM GIGANTE: A ‘ERA CHEIRINHO’
É dia de Libertadores, Nação! E o destino, ah, o destino adora uma ironia. Nesta quarta-feira, o Mais Querido encara o Cruzeiro no Mineirão, e é impossível não voltar no tempo. Para muitos, esse confronto traz à tona lembranças amargas, daquela fase que ficou conhecida como a ‘era cheirinho’, mas a verdade, rubro-negro, é que deveríamos agradecer. Foi o time mineiro que, sem querer, nos fez o maior favor da história.
Vamos lembrar. Depois da Copa do Brasil de 2013, o Mengão viveu um jejum doloroso de títulos grandes. Em 2016, batemos na trave no Brasileirão, terminando em terceiro. A agonia se intensificou em 2017. Chegamos à final da Copa do Brasil contra quem? Eles mesmos, o Cruzeiro. Um 1 a 1 suado no Maraca e um 0 a 0 tenso no Mineirão levaram a decisão para os pênaltis. E ali, a taça escapou.
Como se não bastasse, meses depois, outra facada no coração rubro-negro: o vice da CONMEBOL Sul-Americana para o Independiente. O ‘cheirinho’ estava mais forte do que nunca, e a frustração da maior torcida do Brasil era gigantesca.
A QUEDA FINAL E A VIRADA DE CHAVE MONUMENTAL
O ano de 2018 chegou e com ele, a esperança de sempre na Libertadores. E quem cruzou nosso caminho nas oitavas? De novo, o Cruzeiro. O roteiro do pesadelo se repetiu. Perdemos em pleno Maracanã por 2 a 0. Na volta, até vencemos por 1 a 0 lá no Mineirão, mas não foi suficiente. Estávamos fora. Para fechar o ano com chave de lata, fomos vice-campeões do Brasileirão.
Chega! Aquelas derrotas, especialmente as para o time mineiro, foram a gota d’água. A diretoria do Flamengo finalmente entendeu o recado da Nação: era preciso mudar a mentalidade. Era hora de parar de sonhar pequeno e agir como o gigante que somos. A resposta veio de forma avassaladora: o Mengão resolveu abrir os cofres de verdade.
O MENGÃO FOI ÀS COMPRAS E MONTOU UMA SELEÇÃO
A revolução começou em janeiro de 2019. E o primeiro golpe foi simbólico, uma verdadeira declaração de guerra. Fomos buscar o camisa 10 e craque do nosso algoz. Sim, trouxemos o uruguaio Arrascaeta, numa negociação que se tornou a maior da história do clube até então. O Mais Querido pagou 15 milhões de euros, o que na época representava R$ 63,7 milhões, para tirar a estrela de Minas Gerais e vestir ele com o Manto Sagrado.
E não parou por aí! Aquela janela foi mágica. Junto com o gringo, chegaram outros nomes que se tornariam ídolos eternos:
- Gabigol
- Bruno Henrique
- Rodrigo Caio
No meio do ano, a diretoria completou a obra-prima, trazendo Rafinha, Filipe Luís, Pablo Marí e Gerson. Ao todo, foram mais de R$ 200 milhões investidos para montar um time que não apenas ganharia, mas entraria para a história. O resultado? A conquista épica da Libertadores e do Brasileirão de 2019. O ‘cheirinho’ virou cheiro de taça!
A MÁQUINA DE INVESTIR E CONQUISTAR NÃO PARA
Aquele ano foi apenas o começo. A mentalidade de investimento pesado virou a nossa marca. De lá pra cá, a sala de troféus ficou pequena! Vieram mais duas Libertadores, dois Brasileirões, duas Copas do Brasil, três Supercopas do Brasil e cinco Campeonatos Cariocas. O Flamengo se acostumou a ser protagonista.
A prova de que a filosofia continua é que, segundo o balanço financeiro do 1º semestre de 2026, a diretoria gastou mais de R$ 900 milhões em reforços desde o ano passado. Nomes como Jorge Carrascal chegaram, além de craques como Samuel Lino, por 22 milhões de euros (R$ 143 milhões), e Lucas Paquetá, por 42 milhões de euros (R$ 260 milhões). O Fla pensa grande!
O REENCONTRO NA LIBERTA: HORA DE MOSTRAR QUEM MANDA!
Agora, quase uma década depois daqueles confrontos dolorosos, o destino nos coloca frente a frente de novo, em uma disputa importantíssima pela Glória Eterna. Eles podem ter sido nossos algozes no passado, mas mal sabiam que estavam despertando um monstro adormecido. Eles nos feriram, e com a cicatriz, veio uma força descomunal.
O primeiro capítulo dessa nova história será nesta quarta-feira (12), às 21h30, no Mineirão. A volta, para decidirmos tudo em nossa casa, no Maraca, será na quarta seguinte (19), no mesmo horário. Que eles se preparem. O Flamengo que eles encontrarão não é mais o do ‘cheirinho’. É o tetracampeão da América. É o Mais Querido do Brasil. Pra cima deles, Mengão! SRN!
Informações com base em reportagem do www.espn.com.br.