O Talento que Vira Pesadelo
Nação, que noite difícil. Sábado, Maracanã lotado, a gente empurrando o time… e saímos com um 3 a 0 dolorido contra o Palmeiras na testa. E o pior é que a história desse jogo tem nome e sobrenome: Carrascal. O colombiano, que tem um talento absurdo nos pés, mais uma vez mostrou um descontrole que custou CARO para o Mais Querido.
O Mengão estava melhor na partida, a gente sentia o cheiro do gol. Aí, em um lance de pé alto em Murilo, o juiz mostra o vermelho direto. A partir dali, o castelo de cartas desabou. Com um a menos, o time se perdeu, o emocional foi pro espaço e o Palmeiras, que não tem nada com isso, deitou e rolou no nosso Maraca. É de sangrar o coração rubro-negro.
Um Histórico que Já Passou dos Limites
E o problema, Nação, é que não foi um acidente. A expulsão contra o Palmeiras é a TERCEIRA de Carrascal só em 2026. E todas em jogos gigantes, decisivos, onde o sangue ferve. Antes, ele já tinha sido expulso no clássico contra o Fluminense, lance que, inclusive, rendeu uma multa interna do clube. Pelo visto, não adiantou.
A ficha corrida do nosso camisa 10 é preocupante. Além dos 3 vermelhos, ele já acumulou 7 cartões amarelos em jogos de alta tensão contra Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Lanús. Os números são assustadores quando a gente olha pra trás: quase metade de todos os cartões vermelhos que ele levou na carreira inteira foram aqui, vestindo o Manto Sagrado, desde que chegou em agosto de 2025. É uma bomba-relógio em campo.
O Fantasma de 2021 Volta a Assombrar
Para piorar, o roteiro desse desastre é repetido. O episódio deste sábado reviveu um trauma que Carrascal carrega há anos. Em 2021, quando ainda era o craque do River Plate, ele foi expulso em uma semifinal de Libertadores… contra quem? Sim, o Palmeiras. O resultado? O River perdeu de 3 a 0 e foi eliminado.
Na época, o próprio jogador admitiu o baque. Em entrevista ao jornal argentino “Clarín”, ele desabafou: “Foi uma queda. Fiquei deprimido depois de ver o que fiz. Pedi desculpas aos meus colegas, falei com o Gallardo e ele me disse que nós aprendemos com os erros”. Acontece que, quase cinco anos depois, o erro se repetiu. Contra o mesmo adversário, num jogo gigante, com impacto direto no placar. Será que ele não aprendeu?
Jardim Tenta Defender o Indefensável
Após o apito final, nosso técnico Leonardo Jardim foi para os microfones e, como um bom comandante, tentou proteger seu jogador. Ele questionou a decisão do árbitro Davi De Oliveira Lacerda (ES), que foi xingado até a última geração pela Nação no Maraca.
“Uma coisa é jogo agressivo, outra coisa é pé alto. Acredito que foi mais pé alto do que jogo agressivo (…) Acho que é muito fácil dar vermelho ao Flamengo”, analisou o nosso mister. É a famosa “passada de pano”, que a gente até entende, mas que não apaga o fato: Carrascal foi, no mínimo, imprudente.
A regra da arbitragem hoje é clara: pé alto atingindo o adversário em zona de perigo é rua, não tem choro. A questão não é nem a intenção, é o risco que ele assume numa partida que valia a liderança do Brasileirão. É a falta de controle emocional que nos deixa na mão de novo e de novo.
E Agora, Mengão?
O talento de Carrascal é inegável, todos nós sabemos. Ele pode decidir um jogo com um drible, uma assistência genial. Mas de que adianta tanto talento se a cabeça não acompanha? De que vale ter um craque em campo por 30 minutos se ele vai nos deixar com um a menos na hora mais importante?
A verdade é que a Nação está dividida. Há quem defenda o jogador e culpe a arbitragem, e há quem já tenha esgotado a paciência. O que não pode é o Flamengo, o Maior do Mundo, se tornar refém do temperamento de um único jogador. O Manto Sagrado é muito pesado para quem não consegue carregar a responsabilidade. Ou Carrascal entende isso, ou o prejuízo será ainda maior. SRN.
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.