Um soco no estômago da Nação Rubro-Negra
É difícil até encontrar palavras, Nação. Uma noite que tinha tudo para ser de festa no Maracanã, com a nossa casa lotada empurrando o Mengão, virou um pesadelo que vai demorar a ser esquecido. Fomos humilhados. Derrota por 3 a 0 para o Palmeiras, em um jogo onde um erro individual custou o sonho de milhões.
O placar dói, e como dói. Ver o rival abrir sete pontos de vantagem na liderança do Brasileirão é um golpe duro. Agora eles têm 38 pontos, e nós, com 31 e um jogo a menos, teremos que remar tudo de novo. Mas o que mais machuca não é nem o placar, é a forma como aconteceu.
O momento que mudou tudo: a expulsão de Carrascal
Vamos ser diretos: o jogo acabou aos 21 minutos do primeiro tempo. O Flamengo começou amassando, pressionando, encurralando o Palmeiras no campo deles. A Nação cantava, o time correspondia em campo, mas faltava o gol. E aí, veio o lance que definiu nossa sorte.
Carrascal. Em uma disputa de bola completamente desnecessária, ele levanta o pé na altura do rosto de Murilo. Vermelho direto. Sem choro, sem desculpa. Uma irresponsabilidade que não condiz com o Manto Sagrado que ele veste. As vaias que ele ouviu ao sair de campo foram o som da decepção de mais de 40 milhões de torcedores. Ali, ele não só deixou o time na mão, como entregou o jogo de bandeja para o adversário.
Com um a mais, o rival deitou e rolou
Com um jogador a mais, o time do técnico Abel Ferreira fez o que se esperava: aproveitou nosso vacilo. O Palmeiras, que estava acuado, cresceu no jogo. Aos 37 minutos, Flaco López bagunçou nossa defesa e abriu o placar, um balde de água fria no Maraca.
Na volta do segundo tempo, mesmo com um a menos, o Mengão mostrou sua grandeza e foi para cima. Tivemos chances, uma delas claríssima com Paquetá, mas a bola teimou em não entrar. E como diz o ditado, quem não faz, leva. O Palmeiras, covarde como sempre, se fechou e apostou nos contra-ataques.
Foi assim que mataram o jogo. Allan atravessou nosso campo como se estivesse passeando no parque e, na saída de Rossi, fez o segundo. Um gol que expôs toda a desorganização de uma equipe quebrada emocionalmente e numericamente.
Provocação e tumulto: a atitude de Paulinho, ex-Vasco
Para fechar a noite de horrores, ainda tivemos que aguentar provocação. Paulinho, um jogador com passado no nosso rival Vasco, marcou o terceiro gol e, na comemoração, teve a audácia de pedir silêncio para a maior torcida do mundo. Dentro da nossa casa! A atitude, claro, gerou um tumulto generalizado e só mostrou o tamanho pequeno do atleta e do clube que ele representa.
Quem se salvou? Análise fria de uma noite quente
É impossível fugir do óbvio: Carrascal foi o nome negativo da partida. Sua expulsão foi o prego no caixão do Flamengo. Mas ele não foi o único a decepcionar. Pedro, que vinha de grande atuação na Libertadores, esteve apagado, uma participação discreta demais para um clássico dessa magnitude. Samuel Lino também teve uma noite para esquecer, errando praticamente tudo que tentou.
Do lado deles, a fonte do Lance! destaca que Andreas Pereira, alvo de pressão da torcida rubro-negra, também não fez um grande jogo. A Nação não perdoa e não esquece.
A derrota é pesada. Ser dominado em casa dessa forma é inaceitável. Mas se tem uma coisa que a gente sabe fazer é dar a volta por cima. Cabe ao técnico Jardim e aos jogadores levantarem a cabeça. A luta pelo título ficou mais difícil, mas enquanto houver chance, o Flamengo vai lutar. SRN.
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.