JORGINHO NÃO SE ESCONDE! Líder do Mengão lamenta vexame e manda a real para a Nação após eliminação

Vexame na Copa do Brasil! Após eliminação, Jorginho não se esconde, assume a responsabilidade e manda a real para a Nação Rubro-Negra.

Um soco no estômago da Nação Rubro-Negra

Não era para ser, Nação. O que era para ser um passo adiante na busca por mais um título se transformou em um pesadelo. A eliminação na quinta fase da Copa do Brasil, com uma derrota por 2 a 0 para o Vitória no Barradão, dói fundo na alma de cada rubro-negro. O placar agregado de 3 a 2 para eles encerra, de forma precoce e vexatória, um dos nossos maiores objetivos no ano. É o tipo de noite que a gente quer esquecer, mas que precisa ser analisada para não se repetir.

Em meio à desolação, uma voz de liderança se levantou para dar a cara a tapa. Jorginho, um dos pilares do nosso elenco, não fugiu da responsabilidade. Em entrevista ao “SporTV” logo após o apito final, ele resumiu o sentimento de frustração e apontou o motivo do fracasso: a falta de pontaria do nosso lado e a eficiência mortal do adversário.

Jorginho abre o jogo e explica o inexplicável

Com a sinceridade que se espera de um líder, Jorginho foi direto ao ponto. Não procurou desculpas, não jogou a culpa em ninguém especificamente, mas deu o diagnóstico da tragédia em Salvador. Para ele, o Mengão até criou, mas pecou onde não podia.

“Eles fizeram os gols e nós erramos nas oportunidades que tivemos. Precisamos analisar com calma quantas chances cada equipe criou. Tivemos até mais oportunidades, mas eles foram mais eficientes nas finalizações”, declarou o nosso jogador, com a dor da derrota estampada na voz. É exatamente isso que a Nação viu de casa: um time que luta, mas não consegue colocar a bola pra dentro, enquanto o adversário vai lá e faz.

Publicidade

Ele sabe que o sonho acabou. “Agora é virar a página rapidamente. Infelizmente, não seguimos na competição, que era um objetivo nosso. Queríamos avançar e também buscar o título, mas não foi possível”, completou. É duro ouvir, mas é a realidade. A Copa do Brasil de 2024 é página virada para o Mais Querido.

Um filme de terror no Barradão

A vantagem que o Flamengo trouxe do Rio de Janeiro durou um suspiro. Aos seis minutos de jogo, o castelo de cartas começou a desmoronar. Erick acertou um foguete no ângulo do nosso goleiro Rossi, que só pôde olhar. Um gol indefensável que jogou um balde de água fria na nossa empolgação.

A partir daí, o que se viu foi um roteiro desesperador. O time do técnico Jardim com a bola nos pés, rodando, tentando, mas esbarrando em uma muralha defensiva. O Vitória se fechou e apostou nos contra-ataques. Demoramos a engrenar. Só depois dos 30 minutos o Rubro-Negro começou a levar perigo de verdade. Em uma das chances, Luiz Araújo mandou uma finalização bonita, daquelas que fazem a gente levantar do sofá, mas a precisão não estava em dia.

Falhas que custaram a classificação

Se o primeiro tempo foi frustrante, o segundo foi fatal. O Mengão voltou com tudo do intervalo, pressionando, criando três chances claras logo de cara. Parecia que o empate era questão de tempo. Mas o futebol, meus amigos, é cruel. Em uma cobrança de escanteio para o Vitória, o roteiro do desastre se completou.

Publicidade

Rossi, nosso goleiro, saiu mal do gol. A bola sobrou para Luan Cândido, que emendou um voleio. Para piorar a situação, a bola ainda desviou no próprio Rossi antes de morrer no fundo da nossa rede. Uma falha dupla, em um momento decisivo, que selou o nosso destino. Foi o golpe de misericórdia.

Depois do 2 a 0, foi puro desespero. O time se lançou ao ataque de qualquer jeito. Tivemos chances com Pedro, com Léo Pereira, mas a bola teimava em não entrar. O apito final foi a confirmação de uma noite para ser esquecida no placar, mas lembrada nas lições.

‘Acreditar no trabalho’, pede Jorginho

Mesmo com a eliminação dolorida, Jorginho tentou passar uma mensagem de confiança. Ele sabe que o impacto é grande, mas pede para a Nação e para o grupo não jogarem tudo fora. “Temos que acreditar no trabalho que estamos fazendo. Estávamos em uma crescente muito boa, mas essa derrota chega em um momento delicado, por se tratar de uma eliminação, o que obviamente gera impacto nesses primeiros meses”, afirmou.

Publicidade

A caminhada é longa. Perder dói, ser eliminado de forma vexatória dói mais ainda. Mas a grandeza do Flamengo se mede na forma como nos levantamos. O recado final de Jorginho é o que precisa ecoar no vestiário: “O objetivo era avançar na competição, mas vamos seguir com o trabalho e buscar voltar a vencer”. Que essa dor se transforme em combustível. SRN.

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.