Caiu o Pano na Copa do Brasil: A Análise Sincera de Jardim
É, Nação… dói no fundo da alma. A quinta-feira (14) que era pra ser de festa e classificação, virou um pesadelo em Salvador. O Mengão foi derrotado por 2 a 0 pelo Vitória no Barradão e deu adeus a um dos nossos objetivos na temporada: a Copa do Brasil. E depois do apito final, o técnico Leonardo Jardim foi para a coletiva e não se escondeu. Com uma sinceridade cortante, o comandante rubro-negro analisou a queda do Mais Querido.
Pra muitos de nós, o sentimento é de frustração total. Mas, na visão do técnico, a palavra não é “vexame”. Ele classificou a eliminação como “inesperada”, mas fez questão de isentar os jogadores de falta de vontade, apontando o dedo para outro vilão: a falta de competência na hora de mandar a bola pra rede.
26 Finalizações e Nenhuma Bola na Rede: Onde Erramos?
O número que não sai da cabeça do torcedor e que foi o ponto central da análise de Jardim é esse: 26 finalizações. Vinte e seis chances de fazer a alegria da Nação, e nenhuma delas terminou no fundo do gol. É de arrancar os cabelos! O técnico foi claro ao dizer que o problema não foi a criação, mas a execução.
“Melhorar a eficácia é o gesto técnico. Treinamos finalização, mas tem a ver com a confiança do jogador. Hoje foi um jogo que tivemos um domínio de posse, 26 finalizações e não concretizamos. Não por falta de atitude e empenho”, disse Jardim, defendendo o esforço do elenco. É duro ouvir, mas ele tem um ponto. O time chegou, rondou a área, mas na hora do ‘vamos ver’, a bola não entrou.
Sobre os gols sofridos, o mister analisou: “O primeiro foi um grande gol. No segundo foi um erro em escanteio, em que precisamos ter mais atenção. Perdemos o que era um dos objetivos nessa primeira fase (da temporada)”. Ou seja, um mérito do adversário e uma falha nossa que custou caro demais.
‘Não é Vexame’: A Declaração Polêmica do Treinador
A frase que vai ecoar durante a semana foi dita com todas as letras por Leonardo Jardim. Ao ser perguntado sobre o peso da eliminação, ele foi taxativo em discordar da palavra que estava na ponta da língua de muito torcedor.
“Não é vexame, mas é inesperado. O Flamengo contra qualquer adversário é sempre favorito”, afirmou. A declaração divide opiniões. Para alguns, é uma forma de proteger o grupo e mostrar confiança. Para outros, soa como uma tentativa de minimizar uma queda que, para a grandeza do Mengão, é sim sentida como um vexame. O que você acha, Nação?
Ele sabe que a panela de pressão vai ferver ainda mais agora. “Aumenta a pressão para conquistarmos as outras competições, mas a responsabilidade é a mesma. Atitude não faltou, os jogadores tentaram o melhor”, concluiu, jogando a responsabilidade para os títulos que ainda restam.
Sonho da Tríplice Coroa e a Ausência de De La Cruz
Quando questionado sobre a ambição da Tríplice Coroa, mencionada anteriormente pelo presidente Bap, Jardim colocou os pés no chão. Ele admitiu que o clube tem essa ambição, mas reforçou a dificuldade da missão e lamentou a falha na Copa do Brasil.
“Eu não ouvi o presidente falar, mas o Flamengo tem essa ambição. Mas é sempre difícil realizar… isso não significa que não queríamos estar nas três competições. Falhamos. Não fomos competentes o suficiente para avançar nesta eliminatória”, admitiu o treinador, usando a palavra “competência” mais uma vez como o X da questão.
Outro ponto que gerou debate foi a ausência de De La Cruz em campo. Por que um dos nossos maiores craques não entrou? Jardim explicou a decisão tática.
“Vocês viram que foi um jogo muito direto, de muito contato, e esse tipo de jogo não é para o De La Cruz”, justificou. Segundo ele, a opção foi por jogadores que pudessem preencher mais a área e disputar bolas em uma defesa mais física, citando as entradas de atletas com essas características. A estratégia era clara:
- Plano de Jogo: Colocar jogadores mais ofensivos para preencher a área.
- Jogadores Utilizados: Menciona que Cebolinha e Luiz Araújo são mais adequados para disputar na área nesse tipo de estrutura.
- Resultado: Criamos situações, mas, como o próprio técnico disse, erramos ao finalizar.
Agora é juntar os cacos, Nação Rubro-Negra. A análise do mister foi fria e direta. Faltou competência, não atitude. Resta saber como o time vai reagir a essa pressão e se as lições dessa noite amarga em Salvador serão aprendidas. A cobrança virá, e ela será do tamanho do Flamengo. SRN!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.