Uma Noite Para Esquecer: O Fim do Sonho na Copa do Brasil
Acabou. De novo. O sonho de mais um título na Copa do Brasil foi para o ralo da forma mais dolorida possível. Uma derrota por 2 a 0 para o Vitória que deixa um gosto amargo na boca de cada rubro-negro. Não foi apenas o resultado, mas a forma como aconteceu. Um time sem criatividade, sem objetividade e com falhas individuais que custaram a classificação. E, sejamos sinceros, alguns jogadores precisam ouvir umas verdades. A Nação está na bronca, e com razão.
Ver o Mengão ser eliminado sofrendo gols em jogadas que já eram conhecidas do adversário, como o chute de longe de Erick e as bolas paradas, é de doer na alma. Faltou atenção, faltou pegada, faltou ser Flamengo. E quando olhamos para o campo, alguns nomes se destacam… pelos motivos errados. É hora de colocar o dedo na ferida e falar sobre quem não honrou o Manto Sagrado nesta noite trágica.
Os Vilões da Noite: Carrascal e Alex Sandro
Se a eliminação tem uma cara, ela tem a de dois jogadores que estiveram completamente apagados, para não dizer desastrosos. Alex Sandro e Carrascal foram os piores em campo, sem a menor sombra de dúvida. A atuação de ambos foi um verdadeiro pesadelo para a torcida mais apaixonada do Brasil.
Alex Sandro, que deveria ser uma força na lateral, foi uma avenida. No primeiro gol do Vitória, deu todo o espaço do mundo para Erick chutar no ângulo. Defensivamente, um desastre. E no ataque? Simplesmente não apareceu. Uma temporada que já vinha sendo ruim culminou na pior atuação possível no jogo mais importante. Foi substituído e já foi tarde. Inaceitável!
E o que dizer de Carrascal? Parecia disperso, com a cabeça em outro lugar. Cometeu erros primários, daqueles que não se espera de um jogador profissional, muito menos um que veste o Manto do Mais Querido. No segundo gol, sua reação lenta para pressionar a finalização de Luan Cândido foi a imagem de sua partida: apática. Sumiu em campo e deixou o time na mão. Uma atuação vergonhosa!
Quem Mais Decepcionou a Nação Rubro-Negra?
Mas a noite de horrores não se resume a apenas dois jogadores. Infelizmente, a lista de quem esteve abaixo é longa. A começar pelo nosso goleiro, Rossi. Ele até fez uma bela defesa em chute de Renê, mas no lance do segundo gol, a falha foi dupla. Primeiro, afastou a bola para o meio da área, um erro fatal. Depois, não conseguiu segurar a finalização e acabou mandando para dentro do próprio gol. Um dia infeliz que custou caro.
No ataque, a coisa não foi muito melhor. Luiz Araújo errou muito, abusou das decisões erradas e, para piorar, perdeu a bola que originou o contra-ataque para o segundo gol do Vitória. Ele até tentou melhorar na segunda etapa, mas não foi o suficiente para apagar os erros cruciais. Pedro, nosso artilheiro, também não teve uma noite feliz. Brigou, buscou o jogo, mas nas poucas chances que teve, parou no goleiro Lucas Arcanjo ou finalizou mal. Uma cabeçada sem força e um chute desequilibrado após cruzamento de Luiz Araújo foi o resumo de sua participação frustrante.
Até mesmo Léo Pereira, que vinha sendo um dos mais regulares, perdeu duas chances incríveis de cabeça que poderiam ter mudado a história do jogo. Quando a bola não quer entrar, não tem jeito. E quem entrou no decorrer da partida? Pouco ou nada acrescentou. A verdade é que o time inteiro esteve abaixo, sem poder de reação e sem a criatividade necessária para buscar a classificação.
Faltou Sangue nos Olhos: Análise de uma Eliminação Dolorida
O que mais dói na Nação não é só a derrota, mas a sensação de que faltou luta, de que faltou aquele algo a mais que define o Flamengo. Um time que circulava a bola na intermediária sem criar perigo, que dependia de lampejos individuais que não apareceram. A entrada de alguns jogadores, como o que recebeu amarelo logo depois de entrar por falta em Marinho, só piorou o cenário, mostrando um time nervoso e sem rumo.
Emerson Royal tentou, correu, mas também se enrolou sozinho em alguns momentos. De La Cruz, o motor do nosso meio-campo, não conseguiu impor seu ritmo habitual, ficando longe de suas melhores atuações. Foi uma noite em que o coletivo não funcionou e o individual afundou o barco de vez.
Agora é lamber as feridas, cobrar quem precisa ser cobrado e levantar a cabeça. O Flamengo é muito maior do que uma eliminação, por mais dolorida que seja. Mas a Nação exige uma resposta. Exige raça, comprometimento e respeito ao Manto Sagrado. Atuações como as de hoje não podem e não serão toleradas. SRN.
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.