É inacreditável, Nação!
A matemática simplesmente não bate. A lógica se perdeu em algum lugar entre o Maracanã e o Barradão. Como pode um time com o poder de fogo do Flamengo, o Mais Querido do Brasil, finalizar 46 VEZES em dois jogos e marcar apenas UM mísero gol? O resultado dessa ineficácia? A eliminação dolorosa na Copa do Brasil, um baque que ninguém esperava e que nos tirou um dos objetivos do semestre.
A frustração é imensa. Ver o Mengão dominar, amassar o adversário, criar chance atrás de chance e, no fim, sair de campo derrotado é um soco no estômago de cada rubro-negro. O que está acontecendo com a pontaria do nosso ataque? A bola pune, e puniu o Flamengo da forma mais cruel.
Jardim tenta explicar o inexplicável
Após o apito final no Barradão, o técnico Leonardo Jardim foi aos microfones tentar colocar em palavras o que a Nação Rubro-Negra sentia. O português, mais uma vez, bateu na tecla de que o volume de jogo é o caminho. Ele já havia dito isso antes e voltou a repetir, quase como um mantra.
— Gosto que minhas equipes criem. Porque vai haver um momento que as coisas vão correr bem. Por isso, é importante criar — disse o técnico, lembrando uma partida recente onde o cenário foi parecido: — Criamos 20 finalizações contra cinco do adversário. O adversário, em cinco, fez um gol. E, em 20, nós fizemos dois. O aproveitamento do adversário foi muito bom. Mas as coisas acontecem quando você cria.
A teoria é bonita, mister. Mas na prática, a Nação está vendo um filme de terror repetido. Criar, criar, criar e não converter. Contra o adversário, Erick abriu o placar e Luan Cândido deu o golpe final. E nós? Ficamos com as estatísticas e a eliminação na bagagem.
O problema é na cabeça?
Pressionado sobre a falta de pontaria, Jardim foi direto e apontou o que, para ele, é o verdadeiro vilão da história: o lado mental. Não é falta de treino, não é problema técnico. O buraco é mais embaixo.
— Melhorar a eficácia é o gesto técnico. Treinamos finalização, mas tem a ver com a confiança do jogador — admitiu o comandante. A declaração é forte e joga luz sobre o vestiário do Mengão. Será que nossos craques estão sentindo a pressão?
Jardim continuou a análise do jogo de quinta-feira, que teve 26 finalizações do Fla. — Hoje foi um jogo que tivemos um domínio de posse, 26 finalizações e não concretizamos. Não por falta de atitude e empenho. (…) Perdemos o que era um dos objetivos nessa primeira fase (da temporada) — lamentou.
Adeus, invencibilidade! E agora, Mengão?
A derrota não custou apenas a vaga nas oitavas da Copa do Brasil, que era uma meta traçada pela diretoria. Ela também quebrou uma sequência de 10 jogos de invencibilidade que, convenhamos, mascarava esse problema de finalização que já vinha dando sinais.
Agora, o foco se volta para o que restou: Brasileirão e Libertadores. Não há tempo para lamentar. A camisa do Flamengo não permite. Domingo já tem pedreira fora de casa contra o Athletico-PR e uma resposta precisa ser dada. A torcida mais apaixonada do Brasil vai cobrar.
Chega de ‘quase’. Chega de domínio estéril. Queremos gols. Queremos vitórias. A tal ‘confiança’ precisa voltar, e precisa ser pra ontem. Dale Mengão!
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.