QUEM É O CULPADO? Análise aponta os responsáveis pela queda do Mengão!

A queda do Mengão na Copa do Brasil não foi um acidente. Análise detalhada revela os erros de todos: ataque, defesa, técnico e até o planejamento!

Vitória x Flamengo, pela Copa do Brasil — Foto: Márcio José/AGIF

A Nação Rubro-Negra acordou de ressaca e com uma pergunta que não quer calar: de quem é a culpa pela eliminação na Copa do Brasil? A resposta, meu amigo, é dura, mas precisa ser dita: a culpa é de todo mundo. A queda em Salvador não foi um acidente, foi a crônica de uma morte anunciada, e a responsabilidade está dividida em muitas mãos, do ataque inoperante à defesa que falha em lances manjados, passando por um comando técnico perdido e um planejamento que mostra suas falhas.

Não adianta tapar o sol com a peneira. O Vitória, com todo respeito, quis mais o jogo. E levou. A primeira derrota depois de 10 jogos não pode significar terra arrasada, mas joga um holofote gigante em problemas que a gente já sentia no ar, mas que as vitórias mascaravam. Agora, a conta chegou.

Ataque que não ataca: O drama da ineficiência

É inacreditável, Nação! O Flamengo cria, chuta, tem a posse de bola, mas na hora do ‘vamos ver’, a bola não entra. É um problema que se arrasta e parece não ter solução. É mental? É técnico? Ninguém sabe responder. Enquanto isso, a vaga foi embora. Vimos um time incapaz de transformar domínio em gols, e isso é fatal no futebol.

E precisamos falar dos nossos pontas. A dificuldade de criação pelos lados do campo é crônica. O debate não é novo, vem desde a época de Filipe Luís, que defendia o uso de Plata pela sua entrega tática, mesmo sem fazer gols. Hoje, parece que a criatividade tirou férias. Luiz Araújo, por exemplo, fez uma de suas piores partidas com o Manto Sagrado. Não podemos depender de lampejos individuais, precisamos de um sistema que funcione!

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Defesa de portão aberto: Gols que não podíamos tomar

Se o ataque não faz, a defesa não pode entregar. E entregou. E o pior: de forma previsível. Os dois gols do Vitória saíram em lances que já estão manjados pelos adversários. Um chute de fora da área de Erick e, de novo, a nossa grande dor de cabeça: a bola parada. Um escanteio, uma falha do goleiro Rossi, e adeus. Não dá mais!

Essa fragilidade na bola parada já foi nosso calcanhar de Aquiles em outros momentos e voltou para nos assombrar. Um time do tamanho do Flamengo não pode apresentar uma vulnerabilidade tão clara e continuar sofrendo os mesmos gols, jogo após jogo. A responsabilização no setor defensivo é urgente.

Comando perdido: As decisões de Leonardo Jardim

Aqui, o caldo entorna de vez. Leonardo Jardim demorou uma eternidade para mexer no time. Quando finalmente fez as alterações, as escolhas foram, para dizer o mínimo, confusas. O que foi aquela bagunça no final do jogo? O time terminou com um amontoado de atacantes: Bruno Henrique, Wallace Yan, Cebolinha e Pedro, e até o LÉO PEREIRA foi para o ataque!

Para completar o caos, Jorginho foi recuado para atuar como zagueiro. Sem meio-campo, sem organização, virou um ‘Deus nos acuda’. Nas palavras do próprio técnico, a queda “não é vexame, mas é inesperado”. Para nós, torcedores, soa sim como um vexame. Um time com o nosso investimento e qualidade não pode ser eliminado dessa forma.

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Planejamento falho: A conta que chega para a diretoria

Por fim, a quarta e talvez mais profunda fatia de responsabilidade: o planejamento. A montagem do elenco precisa ser questionada. Continuamos sem uma sombra para o Pedro, o que obriga a improvisar o Bruno Henrique como centroavante, tirando ele de sua melhor função. A busca por um ponta que seja decisivo, algo apontado desde os tempos de Filipe Luís, continua sem resposta.

Essas lacunas no elenco pesam, e muito. A diretoria precisa agir com precisão na próxima janela de transferências. Não dá para empurrar com a barriga. Como disse o nosso capitão Jorginho, em uma análise simples e dolorosa: “Eles fizeram os gols, a gente errou”. E os erros vêm de todos os lados.

Não venham com a desculpa de que a Copa do Brasil era a ‘terceira prioridade’. O time que entrou em campo no Barradão tinha a maioria dos nossos titulares. Havia uma invencibilidade de 13 anos naquele estádio que foi jogada no lixo. A obrigação de vencer parece pesar nas costas de um time que não soube lidar com ela. A pressão para o resto do ano, que já era gigante, agora aumentou. E a Nação vai cobrar. SRN.

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Informações com base em reportagem do ge.globo.com.