GOLEADA NO CLÁSSICO, MAS ALERTA LIGADO!
É isso, Nação! Vencer clássico é sempre uma maravilha, e um 3 a 0 sobre o Botafogo no domingo (30) lava a alma de qualquer rubro-negro! Quem olha só o placar final vê um atropelo, um domínio absoluto do Mais Querido. E foi, mas só por 45 minutos. A verdade, que o olho treinado do torcedor não deixa passar, é que o Mengão voltou a sofrer de um mal que já está virando rotina: a tal da “segundo-tempite”.
O roteiro a gente já conhece de cor. O Flamengo entra em campo com sangue nos olhos, amassa o adversário, cria chances e impõe seu ritmo. Um primeiro tempo de gala! Mas, depois do intervalo, parece que outro time volta do vestiário. Uma queda brusca, inexplicável, que dá ao rival a chance de respirar e, pior, de crescer no jogo. Foi assim contra o Botafogo, e a memória não nos deixa mentir: já tinha sido assim contra o Cruzeiro, tanto na Libertadores quanto no Brasileirão.
A vitória é para ser comemorada, sim! Dale, Mengão! Mas não podemos fechar os olhos para um problema que se repete e que pode custar caro lá na frente. O próprio técnico Leonardo Jardim sabe disso e não se escondeu atrás do resultado elástico.
OS NÚMEROS NÃO MENTEM, NAÇÃO!
Para quem acha que é só corneta de torcedor, os números do clássico escancaram a diferença de postura. No primeiro tempo, o Mengão foi um rolo compressor: foram 12 finalizações nossas contra apenas quatro do Botafogo. Um domínio total, com a bola no pé e acuando o rival no campo de defesa.
Aí veio o segundo tempo. E o que aconteceu? O cenário virou de cabeça para baixo. O Botafogo passou a finalizar DEZ vezes, enquanto o nosso volume caiu pela metade, com apenas seis chutes. Como pode um time que criou 12 chances em 45 minutos criar só 6 na etapa final, enquanto o adversário mais do que dobra seu poder de fogo? Isso mostra que perdemos o controle do jogo, e é aí que mora o perigo.
Não quer dizer que o time entregou os pontos. Longe disso! A vitória por 3 a 0 está aí para provar. Mas a questão é a sustentação. Um Flamengo avassalador não pode se dar ao luxo de jogar apenas meio jogo. Precisamos de 90 minutos de intensidade rubro-negra!
A ANÁLISE DO MISTER JARDIM: FALTAL EFICÁCIA!
Após a partida, o nosso comandante Leonardo Jardim foi cirúrgico na análise. Ele sabe que o problema existe e apontou um fator crucial: a dificuldade de transformar o domínio em uma vantagem ainda maior no placar. Segundo ele, a falta de eficácia no primeiro tempo é o que alimenta a reação do adversário.
Nas palavras do próprio técnico: “Às vezes estamos em um jogo em que amassamos o adversário e eles reagem na segunda parte, mas, se entrasse uma ou duas bolas, eles não iriam reagir”. A lógica é clara, Nação! Se o Mengão abre 2 ou 3 a 0 no primeiro tempo, o moral do rival desaba e o jogo fica controlado.
Jardim reforçou o ponto, ligando diretamente a nossa pontaria ao comportamento do adversário. “Se a gente tiver um pouco mais de eficácia, mais um golzinho só, o adversário já tem outra postura porque vão ter que arriscar mais, e hoje a gente viu isso”, afirmou o treinador. Ou seja, ao desperdiçar chances, nós mesmos deixamos a porta aberta para a “segundo-tempite” atacar.
MUDANÇA DE POSTURA E O CAMINHO PARA A CURA
O próprio Jardim descarta que o problema seja apenas físico. O time tem preparo e o banco de reservas oferece opções para manter a intensidade. O que preocupa de verdade é a mudança de comportamento. O Flamengo que volta do vestiário parece mais lento, permite que o adversário fique com a bola e passa a se defender mais recuado.
Isso é inaceitável para um time com a nossa qualidade! Não podemos dar campo para ninguém, muito menos depois de um primeiro tempo dominante. A cura para essa “doença” passa por ter um instinto matador. É amassar, sim, mas é amassar e guardar a bola na rede. Uma, duas, três vezes. Para não dar chance ao azar.
Em competições de mata-mata como a Libertadores, uma queda de rendimento como essa pode ser fatal. Um gol sofrido em um momento de desatenção pode eliminar o time. Por isso, a análise de Jardim é tão importante. Ele não se iludiu com o placar e já está trabalhando para corrigir essa falha.
Que a goleada nos dê confiança, mas que o alerta do mister sirva de lição. Queremos um Flamengo dominante por 90 minutos, um time que não negocia intensidade. É isso que a Nação Rubro-Negra espera e merece. SRN!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.