O Fim da Linha para um Sonho Caro
É isso, Nação. Chegou ao fim. A passagem de Everton Cebolinha pelo Mais Querido, que começou com uma badalação gigantesca e um custo de R$ 94 milhões, termina de forma melancólica. Conforme noticiado pela ESPN, o atacante está fora dos planos e foi liberado pelo Mengão para procurar um novo clube. Uma trajetória que prometia gols e glórias, mas que se perdeu entre lesões, irregularidade e uma irritação que contagiou a todos, da diretoria à arquibancada.
A gente se empolgou, não dá pra negar. Quando o Flamengo anunciou a contratação em 2022, o sentimento era de que estávamos trazendo um craque da Seleção Brasileira, o cara que brilhou na Copa América de 2019. Ele mesmo via o Manto Sagrado como a ponte para voltar a vestir a Amarelinha. Mas a realidade, meus amigos, foi bem diferente. O peso do investimento de quase cem milhões de reais pareceu esmagar o futebol do cara.
Um Coadjuvante de Luxo no Ano Mágico
Logo de cara, em 2022, a coisa não engrenou. Naquele time mágico de Dorival Júnior, que nos deu a Copa do Brasil e a América, o ataque tinha donos: Pedro e Gabigol, com a genialidade de Everton Ribeiro e Arrascaeta logo atrás. Simplesmente não havia espaço. Cebolinha virou um coadjuvante de luxo, entrando e saindo, sem nunca conseguir ser a sombra que a gente esperava para o nosso quarteto fantástico. O resultado? A irregularidade custou caro e o sonho da Copa do Mundo foi por água abaixo.
A gente pensava: ‘Calma, ele vai se adaptar’. Mas 2023 chegou e a situação pouco mudou. Passaram Vítor Pereira e Jorge Sampaoli, e o prestígio de Cebolinha continuava baixo. Com o argentino, aliás, a coisa azedou de vez e ele foi parar no fim da fila. Uma luz no fim do túnel pareceu surgir com a chegada de Tite.
A Breve Esperança e o Golpe da Lesão
Com Tite, o técnico que o conhecia dos tempos de Seleção, Cebolinha finalmente ganhou a sequência que tanto pedia. O camisa 11 virou titular, cresceu de produção e começou a mostrar lampejos daquele jogador que nos fez sonhar. Parecia que, enfim, o investimento ia se pagar. Mas aí, o destino foi cruel. O futebol é isso, Nação, uma caixinha de surpresas nem sempre boas.
Em agosto de 2024, no seu melhor momento com o Manto Sagrado, veio o golpe. Um rompimento no tendão de Aquiles. Uma das piores lesões para um jogador de velocidade. O diagnóstico foi um soco no estômago: 171 dias longe dos gramados. Foi o começo do fim. A partir dali, a história dele no Mengão nunca mais seria a mesma.
‘É Minha Última Temporada!’: A Explosão que Selou o Destino
Quando Cebolinha finalmente voltou, já em 2025, o cenário era outro. O técnico era Filipe Luís, e a fila tinha andado. E como andou! Jogadores como Gerson, Gonzalo Plata, Luiz Araújo, Bruno Henrique e Michael estavam na sua frente. A chegada de Carrascal e Samuel Lino só piorou a situação para ele. Sem espaço e sob um caminhão de críticas da torcida, ele entrou em 2026, seu último ano de contrato, com os nervos à flor da pele.
A panela de pressão explodiu após duas derrotas doloridas: a Supercopa do Brasil para o Corinthians e a Recopa para o Lanús. Ali, no Maracanã, no dia 26 de fevereiro, Cebolinha não segurou a língua e mandou a real, uma declaração que caiu como uma bomba no Ninho do Urubu.
“Não houve nenhuma conversa de negociação até o momento, nenhum momento eu fui procurado, mas eu creio, posso afirmar que é a minha última temporada no Flamengo”, disparou. Ele ainda comparou o momento com o ‘desastre’ de 2023: “A gente acabou perdendo dois títulos igual agora. Mas a gente não pode deixar isso acontecer. Até porque aquele ano, usando uma palavra mais brusca, foi um desastre, a gente acabou não ganhando nada. E a gente não quer isso!”
A Despedida Silenciosa do Ninho
A sinceridade, embora compreensível para um jogador frustrado, selou seu destino. Depois daquela declaração, a participação dele foi praticamente nula. Foram apenas 12 jogos, sendo titular em míseros três, sem nunca completar os 90 minutos. Ficou claro que a relação estava desgastada e não havia mais clima.
Agora, o Flamengo libera um jogador que custou uma fortuna e nunca entregou o esperado. Uma pena para ambos os lados. A lista de jogadores que estavam à sua frente no elenco de Filipe Luís mostra como ele ficou para trás:
- Gerson
- Gonzalo Plata
- Luiz Araújo
- Bruno Henrique
- Michael
- Carrascal
- Samuel Lino
Fica a lição. Nem sempre a contratação mais cara é a que dá mais certo. Para Cebolinha, desejamos sorte no futuro. Para o nosso Mengão, que essa página seja virada rapidamente. O Flamengo é gigante e segue em frente, sempre em busca de mais glórias. SRN!
Informações com base em reportagem do www.espn.com.br.