O QUARTETO QUE NÃO EXISTIU? Entenda por que Pulgar, Jorginho, Paquetá e Arrascaeta viraram um sonho distante no Flamengo!

A Nação sonhou, mas a realidade foi outra. O meio-campo com Pulgar, Jorginho, Paquetá e Arrascaeta só jogou 175 minutos juntos. Saiba o porquê!

Jorginho, Paquetá, Pulgar e Arrascaeta, quarteto de meio campo do Flamengo — Foto: Info Esporte / ge

O Sonho de um Meio-Campo Mágico

Nação, vamos falar sério. No início da temporada, todo rubro-negro de sangue quente fechava os olhos e sonhava. O meio-campo com Pulgar, Jorginho, Paquetá e Arrascaeta. Só de falar os nomes, a gente se arrepia. Era pra ser uma sinfonia, um quarteto mágico que dominaria o Brasil e a América. A gente imaginou tabelas, lançamentos, gols e títulos. Mas a realidade, meus amigos, foi um balde de água fria. Esse quarteto dos sonhos mal existiu em campo.

A derrota dolorida para o Cruzeiro no último sábado não foi só mais um tropeço. Ela marcou a primeira vez que a dupla Arrascaeta e Paquetá perdeu atuando junta pelo Mengão. Sim, até então, eles estavam invictos! Eram quatro vitórias (sobre Cruzeiro, Fluminense, Independiente Medellín e Bahia) e um empate (contra o Corinthians). Mas o reencontro com a titularidade veio com um gosto amargo e escancarou uma verdade que a gente não queria ver: nosso quarteto de ouro é, na prática, uma miragem.

A Dura Realidade dos Números: Apenas 175 Minutos!

Os números não mentem, e eles são cruéis. O quarteto formado por Pulgar, Jorginho, Paquetá e Arrascaeta esteve em campo junto por míseros 175 minutos. Cento e setenta e cinco! É menos que duas partidas completas! Em toda a temporada, eles só atuaram juntos em quatro jogos, e como titulares… uma única vez. UMA! Com eles em campo, o Mais Querido marcou dois gols e sofreu dois. Um saldo zero que reflete a frustração da Nação.

A última vez que vimos essa formação em campo foi no longínquo 11 de março, na vitória por 2 a 0 contra o próprio Cruzeiro, pelo Brasileirão. De lá pra cá, cinco meses se passaram. Um turno inteiro! É tempo demais pra um time que almeja tudo. A expectativa virou pó, e o que era pra ser nossa maior força se tornou nossa maior interrogação.

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Raio-X de um Quarteto Fantasma: Os 4 Jogos

Para entender o tamanho do problema, vamos analisar cada uma das raras aparições do quarteto. Foi uma colcha de retalhos, com os jogadores entrando e saindo, desfazendo a formação quase tão rápido quanto ela era montada. Foi frustrante!

  • 11 minutos contra o Corinthians: Na Supercopa do Brasil, uma derrota por 2 a 0. Paquetá entrou aos 12 do segundo tempo no lugar de Pedro, formando o quarteto. Mas a ‘alegria’ durou pouco. Aos 23, Arrascaeta saiu para a entrada de Bruno Henrique. Nesses 11 minutos, com o placar já em 1 a 0 para eles, não marcamos nem sofremos gols. Foi um flash, nada mais.
  • 66 minutos contra o Lanús: Na final da Recopa Sul-Americana, no Maraca, outra derrota dolorosa por 3 a 2. O quarteto só se juntou aos 18 do segundo tempo, com o jogo 1 a 1, quando Jorginho e Paquetá entraram nos lugares de Evertton Araújo e Plata. Com eles em campo na prorrogação, fizemos um gol, mas sofremos dois. Não foi suficiente.
  • 21 minutos contra o Fluminense: Na final do Carioca, o empate em 0 a 0 que nos deu o título nos pênaltis. Paquetá entrou aos 19 do segundo tempo, mas Arrascaeta saiu aos 40. Nesses 21 minutos, o placar não se moveu. Levantamos a taça, mas o quarteto mais uma vez foi um coadjuvante.
  • 77 minutos contra o Cruzeiro: A única vez! A única partida em que Leonardo Jardim escalou os quatro como titulares. Foi na vitória por 2 a 0 no primeiro turno do Brasileirão. Eles ficaram juntos por 77 minutos, até Paquetá ser substituído por Carrascal. Nesse período, o Mengão fez um gol e não sofreu nenhum. Foi a prova de que podia dar certo, uma prova que nunca mais se repetiu.

Lesões e Dilemas Táticos: Os Vilões da História

Mas por que, Nação? Por que algo com tanto potencial não engrenou? A resposta é uma combinação de azar e tática. Primeiro, o departamento médico, que pareceu um personagem principal na nossa temporada. As lesões atrapalharam demais. Arrascaeta sofreu uma fratura, Jorginho teve problemas musculares… Quando um voltava, o outro parava. Foi impossível ter uma sequência.

Além disso, existe um obstáculo tático claro: o posicionamento de Paquetá. Todo mundo sabe, até o torcedor mais desatento, que ele rende muito mais como segundo volante, vindo de trás com a bola dominada, do que aberto pela direita. Jogar na ponta limita seu futebol, o encaixota. E para o quarteto funcionar, alguém teria que se sacrificar, e essa adaptação nunca pareceu natural.

E Agora, Jardim? A Nação Quer uma Resposta!

O técnico Leonardo Jardim foi o único que ousou testar o quarteto como titular. Ele viu o potencial, mas também viu as dificuldades. Agora, na reta final da temporada, a bola está com ele. Ainda há espaço para esse sonho? Vale a pena insistir em Paquetá na direita para acomodar os quatro craques? Ou é melhor buscar um equilíbrio tático diferente, mesmo que isso signifique deixar um dos nossos melhores jogadores no banco?

A derrota para o Cruzeiro acendeu o alerta máximo. Não há mais margem para erros. O Flamengo ainda depende apenas de si para ser campeão brasileiro, e isso é o que importa. Queremos ver os melhores em campo, sim. Mas, acima de tudo, queremos ver o Manto Sagrado vencendo. A pergunta que fica é: o caminho para a vitória passa por esse quarteto ou pela dolorosa decisão de abandoná-lo de vez? Só o tempo e as escolhas do nosso comandante dirão. Dale Mengão!

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.