A VOLTA POR CIMA QUE A NAÇÃO ESPERAVA!
O futebol, meus amigos, é uma caixinha de surpresas e, às vezes, ele é poético. Na noite da última quarta-feira, o Maracanã foi palco de uma redenção espetacular. O nome dela? Samuel Lino. O nosso camisa 16, que viveu o inferno de ser alvo de chacota na primeira partida, deu a volta por cima da forma mais rubro-negra possível: com bola na rede, classificação no bolso e uma resposta na ponta da língua para os secadores de plantão. Dale, Mengão!
Quem não se lembra do jogo de ida, lá no Mineirão? Aquele empate amargo em 1 a 1 ficou marcado por um lance que viralizou. Nosso atacante, Samuel Lino, foi driblado por Keny Arroyo na jogada que resultou no gol deles. A internet não perdoou. Foram memes, piadas e muita zoação. Mas quem veste o Manto Sagrado tem sangue rubro-negro correndo nas veias, e a resposta vem dentro de campo.
A LEI DO RETORNO NO MARACA
Uma semana se passou. O Maraca estava lotado, pulsando, empurrando o Mais Querido. E o destino, ah, o destino… Ele preparou o cenário perfeito. O jogo estava tenso, mas o Flamengo era dono da partida. Foi então que a bola chegou nos pés de Lino. Em uma jogada que parecia um espelho do lance em Belo Horizonte, ele encarou a marcação, deixou o lateral William no chão, estirado na grama, e fuzilou para o fundo do gol. Era o 2 a 1. Era o gol da classificação para as quartas de final da Libertadores. Era a vingança servida em um prato frio e delicioso.
O grito de gol explodiu no Templo Sagrado. Não era só mais um gol. Era um desabafo. Era a prova de que com o Flamengo não se brinca. A comemoração de Lino já dizia tudo, mas ele fez questão de colocar em palavras o que todo rubro-negro sentiu naquele momento.
‘QUEM RI POR ÚLTIMO, RI MELHOR’
Após o apito final, com a vaga garantida, o herói da noite não fugiu da raia. Questionado sobre a reviravolta pessoal, Samuel Lino foi direto, como um chute no ângulo. A declaração dele é para emoldurar e mostrar para todo rival que ousa duvidar da força do Mengão.
“Eu tomei o drible, fui muito zoado, mas eu falei: ‘tudo bem, mas quem ri por último, ri melhor’. Hoje foi a minha vez de deixar o zagueiro deles no chão e fazer o gol da classificação, que é o que mais importa”, cravou o nosso atacante. Que moral! É esse o espírito que a gente quer ver. É essa a marra de quem joga no Maior do Mundo. A Nação está contigo, Lino!
UM DOMÍNIO ABSOLUTO DO MENGÃO
A vitória não foi construída apenas no gol de Lino. Desde o primeiro minuto, o time do técnico Jardim mostrou quem mandava no Maracanã. O Cruzeiro assistiu, apático, a um atropelo rubro-negro. O volume de jogo era impressionante, principalmente pelo lado esquerdo.
E foi por ali que saiu a primeira pintura da noite. Aos 34 minutos do primeiro tempo, o nosso gênio uruguaio, Arrascaeta, tabelou com o artilheiro Pedro e soltou uma bomba. Um chutaço indefensável que o goleiro Otávio só viu a cor da bola. O placar de 1 a 0 no intervalo foi pouco, muito pouco pelo que o Flamengo jogou. Poderia ter sido uma goleada histórica já nos primeiros 45 minutos.
A equipe mostrou vontade, ritmo e, principalmente, a qualidade técnica que só o nosso elenco tem. Empurrado pela torcida mais apaixonada do Brasil, o Mengão não deu chances e carimbou o passaporte para as quartas. Que venha o próximo, porque aqui é Flamengo!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.