A Nação Rubro-Negra foi dormir com o coração na mão e um grito de revolta entalado na garganta. O empate em 1 a 1 com o Cruzeiro no Mineirão, pelas oitavas da Libertadores, ficou em segundo plano diante da cena que nos deixou em alerta máximo: a lesão e o desabafo corajoso do nosso ídolo, Bruno Henrique.
O atacante, que é sinônimo de raça e amor ao Manto Sagrado, deixou o gramado com dores intensas no tornozelo esquerdo e uma indignação que é a de todos nós. A imagem dele mancando após o apito final é um soco no estômago de qualquer torcedor do Mengão. E tudo por conta de uma entrada criminosa e da conivência absurda da arbitragem.
Aos 10 minutos do primeiro tempo, o volante Matheus Henrique, do Cruzeiro, chegou completamente atrasado e cravou a sola da chuteira no tornozelo do nosso BH27. Um lance para expulsão direta em qualquer lugar do mundo. Mas não para o árbitro argentino Yael Falcón, que, inacreditavelmente, amarelou. Pior: o VAR, comandado por Héctor Paletta, se omitiu de forma vergonhosa e não recomendou a revisão.
‘E f*dido estou eu agora’: O desabafo de Bruno Henrique
A dor física de Bruno Henrique só não é maior que a sua frustração. Após a partida, nosso guerreiro não se escondeu e soltou o verbo, expondo a incompetência e a falta de critério que quase tirou nosso jogador de campo de maneira precoce e, quem sabe, por um longo tempo.
Nas palavras do próprio BH: “Estou com muita dor no ligamento do tornozelo. Vou ser avaliado no Rio. O que me incomoda foi o VAR não ter chamado para revisar. O árbitro falou que foi uma entrada normal. E f*dido estou eu agora.”
É isso que revolta, Nação! O árbitro trata uma tesoura como ‘lance normal’ e o nosso jogador é quem paga a conta, com dor e a incerteza de uma lesão mais grave. É um absurdo sem tamanho, uma vergonha para a Conmebol e para a Libertadores.
Time inteiro na bronca com a arbitragem
A indignação não foi só de Bruno Henrique. O elenco inteiro do Mais Querido percebeu a gravidade e a injustiça do lance. O zagueiro Léo Pereira, um gigante na defesa, também foi cirúrgico em sua análise, mostrando que o sentimento era unânime.
“Acho que ele (árbitro) errou, está mais do que nítido. Até os jogadores da equipe deles devem concordar que foi um lance para expulsão”, afirmou o xerife rubro-negro. A verdade é que a entrada foi tão violenta que não deixa margem para interpretação. Foi um atentado, e a omissão do árbitro e do VAR foi cúmplice.
A situação preocupa, e muito. Bruno Henrique, que foi titular e lutou até os 65 minutos, quando deu lugar a Pedro, é peça fundamental no esquema do Mengão. Vê-lo sair do estádio com dificuldade para caminhar acende um alerta vermelho no Ninho do Urubu, justamente em um momento decisivo da temporada.
Empate com gosto de batalha e decisão no Maraca
Apesar da arbitragem desastrosa, o Flamengo mostrou sua força e buscou um resultado importante fora de casa. O Cruzeiro abriu o placar com Arroyo no início do segundo tempo, mas este time não se entrega. Nunca!
Com as entradas de Pedro e do iluminado Lucas Paquetá, o Rubro-Negro foi para cima. E foi dos pés do nosso cria que saiu o gol de empate, aos 21 minutos da etapa final. Paquetá, com o oportunismo de sempre, aproveitou um rebote de uma cabeçada de Léo Ortiz que explodiu no travessão. Um gol com a cara do Flamengo: lutado, sofrido e na raça!
O 1 a 1 deixa tudo aberto. Agora, a decisão é na nossa casa, no Maracanã, que vai se transformar no maior inferno da Terra para eles. Quem vencer, avança. Um novo empate leva a decisão para os pênaltis. Que venham! Com a força da Nação, vamos passar por cima de tudo e de todos.
Força, Bruno Henrique! A torcida mais apaixonada do Brasil está com você. Que essa raiva se transforme em combustível para o jogo de volta. Vamos por você e por todos nós! SRN!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.