EM 94 SEGUNDOS, A ESTRELA BRILHOU!
É isso que diferencia o Flamengo dos outros. É o DNA de um clube predestinado à glória. Quando a Nação já roía as unhas, quando o roteiro parecia se desenhar para uma noite amarga no Mineirão, uma estrela formada na Gávea mostrou por que o Manto Sagrado pesa tanto. E ele precisou de apenas 94 segundos para fazer isso.
Lucas Paquetá! Guardem esse nome, porque ele foi o responsável por manter o Mengão mais vivo do que nunca na Conmebol Libertadores. Em um jogo duro, truncado, contra o Cruzeiro, nosso garoto saiu do banco para mudar a história da partida e garantir o empate em 1 a 1 que deixa tudo para ser decidido no nosso salão de festas: o Maracanã!
A MUDANÇA QUE A NAÇÃO PEDIA
Vamos ser sinceros, Nação. O coração de todo rubro-negro apertou quando a escalação inicial saiu. Ver craques como Pedro e o próprio Paquetá no banco de reservas é de testar a paciência do torcedor mais fiel. O time lutava, mas faltava aquele toque de mágica, aquele brilho que só os predestinados têm.
E então, aos 20 minutos do segundo tempo, o técnico Leonardo Jardim finalmente ouviu as preces da maior torcida do mundo. Paquetá entrou no lugar de Arrascaeta. No mesmo instante, Pedro substituiu Bruno Henrique. Era a esperança se renovando em campo, e ela não demorou a dar resultado.
Foi pisar no gramado para o destino começar a ser traçado. A dupla que veio do banco de reservas tinha uma missão, e ela seria cumprida com uma eficiência assustadora.
ANATOMIA DE UM GOL SALVADOR
O cronômetro é cruel: apenas 1 minuto e 34 segundos. Noventa e quatro segundos. Foi esse o tempo que Lucas Paquetá precisou para justificar sua entrada e incendiar a torcida do Flamengo. E ele fez isso com apenas dois toques na bola. DOIS TOQUES!
O primeiro toque foi um desvio de cabeça, um movimento sutil, mas que já mostrava a presença de área do nosso meia. Logo em seguida, a estrela de Pedro brilhou. O camisa 9, que também tinha acabado de entrar, usou sua força e técnica, protegeu a bola e sofreu a falta que originaria o lance do gol. A parceria foi instantânea, letal!
Na cobrança, a bola viajou para a área e encontrou quem? Ele! Paquetá! Com o faro de gol de um centroavante e a classe de um camisa 10, ele deu o segundo e derradeiro toque na bola, mandando para o fundo das redes. Um gol para lavar a alma, para calar o Mineirão e para mostrar que com os crias da Gávea em campo, tudo é possível.
A EXPLICAÇÃO DO PROFESSOR JARDIM
Após o apito final, a pergunta que estava na garganta de todo torcedor foi feita ao técnico Leonardo Jardim na coletiva de imprensa: por que os heróis da noite começaram no banco? O treinador português tentou justificar suas escolhas, elogiando a força do elenco do Mais Querido.
“O importante é termos soluções. Temos soluções para, em cada jogo, sermos competitivos e buscarmos os resultados, porque é isso que os torcedores querem: resultados. E eu, como treinador, também”, declarou Jardim. A verdade é que a solução estava mesmo ali, pronta para entrar e resolver. E resolveu!
AGORA É NO MARACA! A DECISÃO É EM CASA!
O empate em 1 a 1 fora de casa tem sabor de vitória, mas a guerra ainda não acabou. A batalha final será no nosso território, com o apoio da Nação Rubro-Negra, que vai transformar o Maracanã em um verdadeiro inferno para o adversário.
Anotem na agenda, preparem o Manto e a voz! A decisão será na próxima quarta-feira, dia 19, às 21h30 (horário de Brasília). A regra é clara: quem vencer, avança para as quartas de final da Libertadores. Um novo empate, de qualquer placar, leva a decisão para a marca da cal, para os pênaltis!
Que venha o jogo da volta! No Maraca, quem manda é o Mengão. Com a força da torcida mais apaixonada do Brasil e com a magia de jogadores como Paquetá e Pedro, a vaga tem que ser nossa! Pra cima deles, Flamengo!
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.