O Mengão que queremos ver!
É ISSO, NAÇÃO! O Flamengo que a gente ama e respeita voltou a dar as caras no Maraca! Depois de duas atuações que deram sono e nos deixaram de cabelo em pé, os 10 dias de treino no Ninho do Urubu fizeram um bem danado. O placar de 2 a 0 contra o Vitória no último domingo, pela 22ª rodada do Brasileirão, pode parecer magro, mas quem viu o jogo sabe: foi um amasso!
Vimos um time com intensidade, com aproximação, com vontade de vencer. Um time coletivamente forte, que sufocou o adversário e mostrou que o trabalho do técnico Leonardo Jardim está começando a dar frutos. O português parece estar, finalmente, traçando o time ideal que vai pra cima do Cruzeiro na Libertadores. A vitória trouxe paz, mas também um recado muito claro.
Um golaço para lavar a alma e um domínio absoluto
Desde o primeiro minuto, o Mais Querido imprimiu um ritmo alucinante. O meio de campo e o ataque jogavam colados, trocando passes, buscando o espaço. Carrascal e o ousado Samuel Lino já tinham assustado a defesa baiana antes da pintura acontecer. Aos 13 minutos, nosso paredão chileno, Erick Pulgar, soltou uma bomba de fora da área. GOLAÇO! Daqueles que destravam qualquer retranca e fazem o Maracanã explodir!
O Vitória, aquele mesmo que nos deu dor de cabeça e nos eliminou na Copa do Brasil, veio para o Rio de Janeiro com um único objetivo: se defender. E foi só o que fizeram. Durante os 90 minutos, eles praticamente não viram a cor da bola. Foi um jogo de ataque contra defesa, garantindo uma noite tranquila para a nossa zaga, que contou com a volta da dupla Léo Ortiz e Léo Pereira.
O alerta que NÃO pode ser ignorado
Mas nem tudo são flores, Nação Rubro-Negra. E aqui fica o nosso alerta, o ponto que o time PRECISA corrigir para o jogo mais importante do ano até agora. A velha e irritante falta de eficiência. O placar de 2 a 0 não reflete nem de perto o que foi o domínio do Flamengo. Era jogo para 3, 4, 5 a 0!
Perdemos chances, erramos o último passe, faltou capricho na hora de finalizar. O time de Jardim foi agressivo, teve ideias, criou muito, mas continua pecando na hora de matar o jogo. Ficar com uma vantagem mínima até o final da partida contra um time que só se defende é perigoso. Contra o Cruzeiro, na Libertadores, um erro desses pode ser fatal. O alerta está ligado no volume máximo!
As peças de Jardim para a glória
O mister mandou a campo uma equipe muito ofensiva, jogando com as linhas adiantadas. Léo Ortiz ficou mais seguro na contenção, enquanto Pulgar, Jorginho e até o zagueiro Léo Pereira avançavam para construir o jogo. Foi bonito de ver o domínio no meio de campo. Pelas pontas, Samuel Lino e Arrascaeta infernizaram a defesa adversária, trocando de posição e confundindo a marcação.
Apesar de titular, o colombiano Carrascal teve uma atuação discreta. Não comprometeu, mas também não brilhou como esperamos. A dúvida sobre quem será o titular absoluto na ponta direita continua, e a briga vai ser boa com a volta de Plata e a boa entrada de Lucas Paquetá.
E por falar em substituições, Jardim mostrou que tem o elenco na mão. Quando o time diminuiu o ritmo no segundo tempo, as mexidas foram cirúrgicas:
- Lucas Paquetá: Entrou no lugar de Arrascaeta aos 19 minutos, poupando nosso craque uruguaio para a batalha em Minas e dando ritmo de jogo ao camisa 20, que voltou bem de lesão e melhorou a dinâmica da equipe.
- Plata: Mais uma opção de velocidade recuperada para o ataque.
- Evertton Araújo: Entrou para dar gás novo ao meio de campo.
- Bruno Henrique: O Rei dos Clássicos, o homem decisivo! Entrou e, como de costume, deixou o dele para fechar o caixão e garantir os três pontos.
Foco total na Libertadores!
A vitória foi fundamental para dar tranquilidade. O Mengão mostrou evolução, organização e intensidade. Agora, o foco é total na quarta-feira, no Mineirão, contra o Cruzeiro. O time de Leonardo Jardim sabe o que precisa fazer e, principalmente, o que precisa melhorar. Com a pontaria calibrada, ninguém segura o Mais Querido. Pra cima deles, Mengão! SRN!
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.