A PALAVRA DE QUEM VIVEU A GLÓRIA
Pra quem tinha alguma dúvida, pra quem ainda ousa comparar, a resposta veio na lata, sem rodeios, de um gigante que vestiu o Manto Sagrado na era mais vitoriosa da nossa história. Tita, nosso campeão da Libertadores e do Mundial de 1981, companheiro de batalhas do nosso eterno Galinho de Quintino, mandou o recado que ecoa do Maracanã à Tóquio: Zico é o segundo maior jogador de todos os tempos. E ponto final.
Em participação no programa ‘Resenha ESPN’, que vai ao ar na madrugada de sexta para sábado, o ex-atacante não ficou em cima do muro. Questionado sobre os maiores da história, ele não precisou nem piscar. A convicção de quem viu a majestade de perto é inabalável. É a prova de que a grandeza de Zico transcende gerações e opiniões de quem não sentiu na pele o que ele representava.
“Eu acompanho futebol desde 1966 e acho que, depois do Pelé, para mim é o Zico. Em nível mundial”, cravou Tita, com a autoridade de quem dividiu vestiário e ergueu os troféus mais cobiçados do planeta ao lado do nosso Rei Arthur.
MAIS QUE UM CRAQUE, UM LÍDER ABSOLUTO
Mas o que fazia de Zico esse gigante? Tita não falou apenas do jogador, do camisa 10 que decidia jogos com uma cobrança de falta ou um passe genial. Ele falou do LÍDER. Do capitão que impunha respeito não com gritos, mas com atitudes que definiam o que é ser Flamengo.
A resenha que Tita soltou sobre a chegada do falecido Sócrates à Gávea é simplesmente espetacular. O ‘Doutor’ chegou falando da famosa ‘democracia corintiana’, mas o nosso Galo, com a elegância de sempre, colocou ordem na casa. “O Zico deu as boas-vindas: ‘Nós gostamos muito de você, do teu futebol, você vai ajudar muito, mas sem esse negócio de democracia.’ E isso no primeiro dia”, lembrou Tita. Isso é Flamengo! Aqui a liderança é técnica, é moral, é rubro-negra!
E como se não bastasse, Tita revelou um bastidor que arrepia qualquer torcedor do Mengão. Em momentos de dificuldade, quando o clube precisava, Zico mostrava sua grandeza. “Eu vi várias vezes ele falando ‘pode pegar o meu salário para fazer os pagamentos'”, completou o ídolo. Isso não é um jogador, Nação. Isso é um monumento. Um homem que amava o clube acima de tudo. Um exemplo que o futebol moderno esqueceu como se segue.
A GENIALIDADE DENTRO DAS QUATRO LINHAS
Claro que a liderança era um pilar, mas o que fazia Zico um deus em campo era sua intimidade com a bola. Tita, que o viu de perto, descreveu a magia com palavras simples, mas que dizem tudo. “Era um cara fora de série, artilheiro, tinha visão de gol impressionante, se a gente for ver os gols que ele faz, está sempre no lugar certo e na hora certa.”
É disso que a gente fala! Não era só o chute potente, a batida na bola que desafiava a física. Era a inteligência, o posicionamento, a capacidade de antever a jogada antes de todo mundo. Enquanto os outros viam um campo de futebol, Zico via um tabuleiro de xadrez e movia as peças com a mente de um gênio.
É importante lembrar que Tita não é qualquer um. Ele também foi um craque, campeão da Libertadores pelo Flamengo (1981) e depois pelo Grêmio, com passagens marcantes por Vasco e até pelo Bayer Leverkusen na Alemanha. Disputou a Copa do Mundo de 1990 pela Seleção. Ou seja, ele tem bagagem e conhecimento de mundo para fazer essa afirmação. Quando um cara desse calibre fala, a gente para e escuta. E quando o que ele fala é pra exaltar nosso maior ídolo, a gente aplaude de pé!
UMA RESENHA PARA A HISTÓRIA
Essa declaração histórica de Tita é apenas um trecho do que promete ser um programa imperdível para a Nação Rubro-Negra. A entrevista completa vai ao ar no ‘Resenha ESPN’, disponível no plano premium do Disney+, a partir da meia-noite de sexta-feira (7) para sábado (8). É programa obrigatório para todo torcedor que se preze.
A fala de Tita serve como um lembrete poderoso. Em tempos de discussões vazias nas redes sociais, de comparações descabidas, a voz da experiência, de quem esteve no olho do furacão, coloca as coisas no seu devido lugar. Não há debate. Depois do Rei Pelé, o trono pertence ao Rei Arthur da Gávea. O resto é só disputa pelo terceiro lugar.
E aí, Nação? Tem como discordar do Tita? Para nós, ele só confirmou o que já estava escrito em nossos corações e na história do futebol. SRN!
Informações com base em reportagem do www.espn.com.br.