BALDE DE ÁGUA FRIA! Bap joga a real sobre estádio e choca a Nação: ‘Talvez eu não veja’

Bap joga um balde de água fria na Nação e adia sonho do estádio. Presidente estima prazo de até 20 anos e faz desabafo: 'Não sei se eu vou ver'.

Imagens do projeto do estádio do Flamengo — Foto: Reprodução

É, Nação… segura o coração. Aquele sonho de ver o Mengão erguendo sua própria fortaleza no Gasômetro acaba de receber um balde de água fria, e um bem gelado. Em uma declaração que pegou todo mundo de surpresa pela sinceridade, o presidente Luiz Eduardo Baptista, o nosso Bap, jogou a real sobre o projeto e o prazo é de desanimar qualquer um: pode levar de 15 a 20 anos para juntarmos a grana.

A fala, que ecoou como um trovão na Gávea, aconteceu durante uma entrevista ao canal ‘Market Makers’, no YouTube. Aos 65 anos, Bap foi brutalmente honesto e soltou a frase que mais doeu no coração rubro-negro: “Talvez meus filhos vejam isso. Eu não sei se eu vou ver”. É pesado, Nação. É uma dose de realidade que a gente não queria, mas talvez precisasse ouvir.

A Lógica Financeira por Trás da Decisão

Mas por que esse banho de água fria agora? Segundo o presidente, a conta é simples, mas dolorosa. A prioridade absoluta do Flamengo é e sempre será o que acontece dentro das quatro linhas. Manter um time competitivo, que briga por todos os títulos e enche o Manto Sagrado de estrelas, custa caro. E Bap deixou claro que não vai sacrificar o futebol para acelerar a construção.

A estratégia desenhada é a seguinte: o clube precisa gerar um caixa tão grande que seja possível investir pesado no time (algo em torno de R$ 250 milhões) e, ao mesmo tempo, poupar cerca de R$ 150 milhões por ano para o futuro estádio. “Ora, se custa R$ 3 bilhões, vai demorar 20 anos para eu ter dinheiro para construir”, explicou Bap, com a frieza dos números.

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Ele ainda mencionou que, com a capitalização desse dinheiro, o prazo poderia cair para 14 ou 15 anos. Mas, ainda assim, é uma longa espera. É uma escolha de Sofia: acelerar o sonho da casa própria e correr o risco de enfraquecer o time, ou manter a hegemonia em campo e ter paciência?

Maracanã: O Templo Sagrado Continua Sendo a Prioridade

Enquanto o estádio não vem, nossa casa continua sendo o Templo Sagrado do futebol mundial. E Bap fez questão de exaltar o Maraca. “Existe um lugar que possa ser mais icônico para o torcedor do Flamengo do que o Maracanã? Não”, cravou o presidente. A verdade é que o Mais Querido tem uma concessão do estádio por mais 18 anos e meio, o que, nas palavras dele, dá ao clube “tempo para exercer essa opção”.

A gestão atual se orgulha da eficiência em administrar o Maracanã, algo que, segundo Bap, superou as expectativas. A lógica é: se estamos mandando bem no Maraca, lotando o estádio e tendo retorno, por que a pressa desesperada em sair? A ideia do estádio próprio só faria sentido, segundo ele, quando o Maracanã já não for suficiente para abrigar toda a Nação que quer ver o Mengo jogar.

Os Entraves: Do Gasômetro aos Bilhões

Além da questão financeira, existem obstáculos práticos e gigantescos. O terreno do Gasômetro, o local escolhido para nossa futura casa, tem um problema sério: tubulações da Naturgy, a empresa de gás do Rio, que passam por ali. E, segundo Bap, a transferência dessa estrutura “demora anos”.

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E vamos falar de valores? Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) estimou o custo da obra em absurdos R$ 2,66 bilhões. A diretoria rubro-negra, mais otimista, trabalha com um projeto para reduzir esse valor para cerca de R$ 2,2 bilhões. Mesmo assim, é uma fortuna que não se junta da noite para o dia.

Tanto é que a gestão do Flamengo já formalizou essa nova realidade com a prefeitura do Rio. O prazo de inauguração do estádio, que antes estava acordado para 2029, foi oficialmente adiado para 2036. É um horizonte distante, que testa a paciência da torcida mais apaixonada do Brasil.

A fala de Bap é um choque de gestão, um recado claro de que a euforia precisa andar de mãos dadas com a responsabilidade fiscal. Dói no nosso orgulho de torcedor, que já se imaginava cantando o hino a plenos pulmões na nossa própria arena. Mas, no fim das contas, a pergunta que fica é: o que é mais importante? Um estádio de concreto e aço ou um time de carne, osso e glórias? Pelo visto, a diretoria já fez sua escolha. E nós, a Nação, teremos que esperar. SRN.

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Informações com base em reportagem do ge.globo.com.