É DIA DE ACERTO DE CONTAS! Neste sábado (11), quando o Mengão entrar em campo contra o Benfica pelo Troféu do Algarve, um jogador em especial terá muito mais em jogo do que apenas um amistoso. Everton Cebolinha, nosso ponta afiado, vai reencontrar o clube português onde viveu o período mais sombrio e desafiador de sua carreira. É a chance de ouro para mostrar aos portugueses o craque que eles não souberam usar. Dale Mengão!
A Nação Rubro-Negra precisa entender o peso desse confronto para o nosso camisa 11. Em 2020, o Benfica pagou uma fortuna por ele: 20 milhões de euros, que na época batiam na casa dos R$ 128 milhões. Ele chegou em Lisboa como uma estrela, ao lado de Darwin Núñez, com a bênção de ninguém menos que Jorge Jesus, que o conhecia bem dos tempos de Brasil.
Cebolinha não era qualquer um. Ele era o cara do Grêmio, protagonista, e vinha de uma Copa América de 2019 simplesmente espetacular com a Seleção Brasileira de Tite, onde foi um dos melhores em campo. A expectativa era gigantesca, mas a realidade em Portugal foi cruel e frustrante.
O ‘erro’ de Jorge Jesus: como tentaram apagar nosso ponta
O grande problema para o nosso craque em terras lusitanas teve nome e sobrenome: mudança de função. O pedido para sua contratação partiu do próprio Jorge Jesus, mas o Mister, em seu esquema tático, cometeu um erro que quase custou a carreira do jogador no mais alto nível.
Cebolinha, que a Nação conhece e ama, é um ponta-esquerda nato. Sua essência é a velocidade, o drible pra cima do marcador, a jogada de linha de fundo, o caos na defesa adversária. No Benfica, porém, Jesus o forçou a jogar de uma maneira completamente diferente. No 4-4-2 ou no 4-1-3-2 do técnico, ele virou uma espécie de meia pela esquerda.
Em vez de atacar e infernizar, pediram para ele construir, circular por dentro, organizar o time e, pior de tudo, se matar na recomposição defensiva. Isso simplesmente neutralizou tudo o que ele tinha de melhor. Foi como pedir para um leão parar de caçar e começar a pastar. Um desperdício inacreditável de talento!
Pressão, ameaças e a volta por cima no Mais Querido
Além da adaptação a uma nova função e a um futebol de maior exigência física e tática, a pressão pelo valor astronômico da sua contratação foi implacável. A torcida do Benfica, impaciente, não perdoava o rendimento abaixo do esperado, sem entender que o problema estava na prancheta do treinador.
A situação chegou a um ponto absurdo e inaceitável. Em um momento de crise, Cebolinha e seu companheiro Darwin Núñez foram ameaçados de morte. A coisa foi tão séria que os dois precisaram excluir suas contas no Instagram para ter um mínimo de paz. Imagina o baque psicológico para um jogador passar por isso?
Depois que Jorge Jesus saiu, ele até voltou a jogar como ponta e teve lampejos do seu talento, como em um jogo contra o Tondela, onde marcou um gol e deu duas assistências. Mas o estrago já estava feito. As constantes trocas de técnicos e o ambiente político caótico do clube português impediram que ele se firmasse.
Seus números por lá refletem essa passagem apagada: em 94 partidas, marcou apenas 15 gols. Uma média muito baixa para um jogador do seu calibre, que foi contratado para ser protagonista.
Agora é com o Manto Sagrado: a história é outra!
Mas aqui no Flamengo, a história é diferente. Aqui ele tem a confiança da maior torcida do mundo, joga na sua posição de origem e reencontrou a alegria de jogar futebol. Com o Manto Sagrado, Cebolinha voltou a ser aquele jogador agudo, decisivo e que bota fogo no jogo.
O amistoso deste sábado não é apenas mais uma partida. É a chance de Cebolinha olhar nos olhos do seu passado e mostrar, em campo, o tamanho do erro que cometeram com ele. É a oportunidade de dar uma resposta, não com palavras, mas com dribles, velocidade e, quem sabe, um golaço pra cima deles.
Estamos com você, Cebolinha! Mostre a eles o que é ser jogador do Mengão. Pra cima deles! SRN!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.