A Nação Rubro-Negra acompanhou com esperança a ida de mais uma de nossas joias para a Europa. Mas a verdade, torcedor, é que o sonho europeu de Lorran virou um verdadeiro pesadelo. O meia-atacante, que estava emprestado ao Pisa, da Itália, está de malas prontas para voltar ao Mais Querido, mas o cenário é de pura incerteza. A passagem pela Itália foi apagada, e agora, o que fazer com ele?
O empréstimo se encerra oficialmente no dia 30 de junho, mas a história na bota europeia já acabou faz tempo para o nosso cria. A tendência, infelizmente, é que ele não tenha espaço no elenco principal do Mengão, que se reapresenta na próxima sexta-feira no Ninho do Urubu para o segundo semestre. A decisão final, claro, estará nas mãos do novo comandante, Leonardo Jardim, e da diretoria.
O FRACASSO NA ITÁLIA: NÚMEROS NÃO MENTEM
Vamos aos fatos, Nação. A passagem de Lorran pelo Pisa foi decepcionante. Foram apenas 10 jogos disputados, e o mais chocante: só um como titular. Até marcou um gol logo na estreia, o que nos encheu de esperança, mas foi só um lampejo. Depois disso, amargou o banco de reservas e teve pouquíssimos minutos em campo.
Para piorar o cenário, o Pisa foi um desastre completo no Campeonato Italiano, terminando na última posição com apenas 18 pontos. Nos oito meses que Lorran esteve por lá, viu o time vencer apenas uma vez, e adivinha? Ele não saiu do banco para participar. É uma realidade dura para um jogador que saiu do Fla com tanta expectativa.
“PREGUIÇA”: O PUXÃO DE ORELHA DE UM CAMPEÃO DO MUNDO
E se a falta de minutos não fosse o bastante, Lorran ainda ouviu uma crítica pública pesada do técnico Alberto Gilardino, campeão do mundo com a Itália em 2006. As palavras do treinador no início de 2026 foram diretas e acendem um alerta enorme sobre a postura do jogador.
“Estou com ele todos os dias durante os treinos. Esses jogadores têm algo diferente em termos de técnica, garra e intuição, mas precisamos eliminar um pouco da preguiça deles, que é o aspecto mais importante. […] Se ele conseguir se livrar dessa preguiça, fará grandes coisas”, disse Gilardino na época. É de arrepiar, né? Um técnico renomado apontando um problema de atitude é algo que não pode ser ignorado.
A CONTA QUE NÃO FECHA: OS MILHÕES QUE O FLA DEIXOU DE GANHAR
O fracasso de Lorran na Itália não foi apenas esportivo, mas também financeiro para o Flamengo. O acordo de empréstimo tinha uma cláusula de obrigação de compra de 4 milhões de euros (cerca de R$ 25 milhões na cotação da época) que seria ativada com duas condições: o Pisa não ser rebaixado e Lorran participar de metade dos jogos. Nenhuma das duas coisas aconteceu.
O Rubro-Negro recebeu 500 mil euros (R$ 3,1 milhões na época) pelo empréstimo, um valor que agora parece pequeno perto do potencial de venda que foi perdido. Com a compra, o Mengão ainda ficaria com 50% dos direitos econômicos, mas todo o plano foi por água abaixo. Um negócio que tinha tudo para ser ótimo e virou pó.
E AGORA, MENGÃO? O FUTURO DA JOIA
Com contrato válido até 2029, Lorran é um ativo do Flamengo. Mas um ativo que precisa ser lapidado e, principalmente, orientado. Vale lembrar que ele já havia perdido espaço aqui com Filipe Luís no sub-20 antes de conseguir a saída para a Itália. Ele também recusou uma proposta do Al-Ahli, da Arábia Saudita (clube que levou Matheus Gonçalves), para realizar o sonho europeu que agora se mostrou um fiasco.
A bola da vez está com Leonardo Jardim. A tendência inicial é que o Flamengo busque um novo empréstimo para o jogador, talvez para um clube brasileiro onde ele possa ter mais minutos e se readaptar. O talento, nós sabemos que ele tem. Mas só talento não veste o Manto Sagrado. É preciso raça, comprometimento e cabeça no lugar.
A Nação espera que Lorran aprenda com os erros. O potencial existe, mas o futebol não espera por ninguém. Que essa volta ao Brasil sirva de lição. O futuro é uma página em branco, e só depende dele escrever uma história de redenção ou de mais uma promessa perdida.
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.