BOTO BATE NO PEITO E EXPLICA TUDO! Diretor revela por que demitiu Filipe Luís e manda a real sobre o Brasil!

José Boto abre o jogo sobre a demissão de Filipe Luís, compara a 'emoção' do Brasil com a 'razão' da Europa e assume: 'A decisão foi minha!'

Filipe luís e Boto comemoram título do Flamengo — Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

BOTO BATE NO PEITO E EXPLICA TUDO! Diretor revela por que demitiu Filipe Luís e manda a real sobre o Brasil!

Fala, Nação Rubro-Negra! Aqui quem fala é a Redação Tudo Fla, e a gente vive o Mengão 24 horas por dia, 7 dias por semana! Hoje, a gente precisa falar sobre uma das decisões mais polêmicas do ano, que mexeu com o coração de todo torcedor: a saída do nosso ídolo Filipe Luís do comando técnico. E quem veio a público botar a cara e explicar tudo foi o nosso diretor de futebol, o português José Boto.

Em uma entrevista bombástica para o jornal ‘A Bola’, de Portugal, Boto não fugiu da raia. Ele abriu o jogo e foi direto ao ponto, comparando a forma de pensar do futebol europeu com a paixão que só a gente aqui no Brasil entende. Para ele, a decisão de mudar o comando foi puramente racional, uma coisa que, segundo ele, falta por aqui.

“Aqui no Brasil quase todos os dias são teste de fogo à gestão, porque há muitas questões emocionais a que não estamos habituados na Europa. Nós tomamos as decisões de uma maneira mais racional, não há essa emoção”, disparou o diretor. É uma fala forte, que pode até soar fria para nós que vivemos de arquibancada, mas que mostra a mentalidade do homem que comanda o nosso futebol.

A ‘Frieza’ Europeia Contra a Paixão Brasileira

O português não parou por aí. Ele sabe que mexer com um ídolo como Filipe Luís não é qualquer coisa. A repercussão foi gigante, na imprensa e, principalmente, entre nós, a maior torcida do mundo. Mas Boto se mantém firme na sua convicção.

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“Qualquer decisão aqui é sempre emocional, tem sempre uma repercussão grande… Agora, foi a decisão que achamos a mais correta na altura”, afirmou, deixando claro que não se arrepende. Ele fez questão de separar as coisas: a decisão não diminui em nada o valor do nosso ex-lateral como treinador. “Nada tem a ver com o valor do treinador, que o provou ganhando aquilo tudo. Só que, às vezes, para se continuar a ganhar, é preciso mudar.”

Essa é a aposta dele. Uma aposta arriscada, que só o tempo vai dizer se foi certeira. Como o próprio Boto disse: “Se tivemos razão ou não, vamos ver no final da temporada.” É essa transparência que a gente espera de quem veste o Manto Sagrado, mesmo que seja nos bastidores.

“Eu Assumo a Responsabilidade”, Afirma o Diretor

Uma das partes mais impactantes da entrevista foi quando José Boto chamou para si toda a responsabilidade. Sem rodeios, ele deixou claro quem manda e quem toma as decisões difíceis no Ninho do Urubu. É o tipo de postura que divide opiniões, mas que demonstra personalidade.

“Quem identifica o problema e dá a solução sou eu. Talvez por ser europeu não sinta tanto essa parte emocional que houve nesta casa com a despedida do Filipe”, cravou. Ele reconhece a nossa paixão, diz que é boa, mas acredita que, muitas vezes, ela atrapalha na hora de fazer o que precisa ser feito. “Enquanto na Europa já passámos essa fase e somos mais pragmáticos… aqui há mais esse cuidado. No meu caso, não noto tanto isso, porque não me afeta tanto ter de tomar uma decisão que é profissional.”

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É uma mentalidade de negócios, focada em resultado. Pode doer no coração do torcedor ver um ídolo sair, mas se o objetivo final é ver o Mengão no topo, talvez essa ‘frieza’ seja necessária.

Elogios a Jardim e a Busca por um Time ‘Camaleão’

Para justificar a mudança, Boto não apenas explicou a saída de um, mas também a chegada de outro: o compatriota Leonardo Jardim. O diretor rasgou elogios ao atual técnico, destacando uma característica que ele considera fundamental: a capacidade de adaptação.

“Considero o Leonardo um treinador mais camaleônico, capaz de se adaptar a diferentes contextos”, analisou. Ele citou o trabalho de Jardim no Monaco e no Sporting como prova dessa versatilidade. Com o mercado fechado na época, o Flamengo precisava de alguém que trabalhasse com o que tinha em mãos, e Jardim foi o escolhido por ser “muito bom para fazer isso”.

Segundo Boto, o time agora tem “uma maior diversidade na maneira de jogar”. É a busca por um Flamengo imprevisível, que possa surpreender os adversários e que não dependa de um único esquema. É a aposta na estratégia para continuar vencendo.

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O Desafio com os Crias e a Mentalidade Vencedora

Por fim, o diretor tocou num ponto crucial: a dificuldade de segurar nossos jovens talentos e a estratégia para fortalecer o elenco. Ele foi sincero ao admitir que, às vezes, “é mais fácil trazermos o talento argentino ou uruguaio”, que já veem o futebol brasileiro como um grande palco.

Mas a grande sacada, segundo ele, foi trazer de volta brasileiros com experiência e currículo na Europa. A ideia é injetar uma “mentalidade vencedora e de uma certa cultura de trabalho” no grupo. Ele citou nomes que fazem o olho de qualquer rubro-negro brilhar: “Nomes como Danilo, Jorginho… Paquetá é um caso diferente, mas também traz essa cultura de trabalho vencedora.”

É a mescla da nossa paixão com a disciplina tática e a fome de vencer de quem já brilhou lá fora. Como ele mesmo disse, “vencer é muito bonito, mas a forma de lá chegar às vezes é mais difícil”. E parece que José Boto está disposto a trilhar esse caminho difícil para levar o Mais Querido de volta ao topo do mundo. O tempo dirá, Nação. Mas uma coisa é certa: coragem não falta ao nosso diretor. SRN!

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.