Um primeiro tempo de dar sono na Nação
Ah, Nação Rubro-Negra, tem que ter coração! Quem estava no Maracanã ou grudado na TV na terça-feira sabe do que eu tô falando. A vitória por 3 a 0 sobre o Cusco pela Libertadores foi nossa, mas o Mengão fez questão de testar nossos nervos antes de soltar o grito de gol. Foi um primeiro tempo de posse de bola infinita, o time jogando lá no campo deles, mas uma lerdeza que dava agonia.
Nosso mister Leonardo Jardim, pensando lá na frente no jogo contra o Coritiba no sábado (onde não teremos NOVE jogadores convocados pra Copa do Mundo!), mandou a campo um time com nove reservas. A intenção era boa, claro, mas o efeito em campo foi um meio-campo com Evertton Araújo, Saúl e De la Cruz que, convenhamos, não teve a criatividade que a gente se acostumou. Faltou aquela faísca, aquele senso de urgência pra matar o jogo.
O Cusco, coitado, já entrou eliminado e só queria se defender. E quase que a nossa soberba de achar que ‘uma hora o gol sai’ nos complica. A torcida sentiu isso e, no intervalo, a paciência da maior do mundo começou a acabar, com algumas vaias tímidas ecoando pelo Maraca. Era o recado: Isso aqui é Flamengo! Queremos raça!
Andrew mostra serviço e manda recado
Mas nem tudo foi sonolento. Em meio à morosidade, tivemos um lampejo de segurança lá atrás. O time peruano só chegou UMA vez, aos 43 minutos do primeiro tempo, e foi aí que o goleiro Andrew teve sua chance de brilhar. Em um chute rasteiro de Nicolás Silva, nosso paredão reserva foi no chão e fez uma defesaça!
Essa defesa foi gigante! Em um momento que o titular Rossi anda sendo questionado por parte da torcida, ver o Andrew entrar e mostrar essa segurança é um alívio. Mostra que temos um elenco forte em todas as posições. O garoto foi testado e aprovado com louvor. SRN!
A Cavalaria chegou: Jardim aciona o modo rolo compressor!
O segundo tempo começou, e com ele, a genialidade do nosso comandante. Leonardo Jardim ouviu o clamor das arquibancadas e entendeu que era hora de chamar a ‘cavalaria’. E que cavalaria, meus amigos! Bastou ele colocar Paquetá, Samuel Lino e o artilheiro Pedro em campo para o jogo mudar da água para o vinho.
Foi impressionante! O que parecia um parto de bigorna no primeiro tempo, se resolveu em exatos 10 MINUTOS! O time ganhou alma, ganhou vida. A preguiça deu lugar à intensidade que define o Manto Sagrado. Foi a prova de que nosso elenco é diferenciado e que o mister tem o time na mão. Ele sabe exatamente quais peças mexer para incendiar a partida.
Paquetá, Lino e Pedro: O trio que resolveu a parada
A entrada desses monstros transformou o jogo. Paquetá, nosso craque da Seleção, entrou e tomou conta do meio-campo. Aproveitando o cansaço do Cusco, ele começou a enfiar umas bolas que só ele vê, botando os atacantes pra correr e quebrando a defesa peruana.
Com ele no comando, as flechas Plata e Samuel Lino ganharam espaço para acelerar pelas pontas, triangulando com os laterais e criando o caos na área adversária. O time que se arrastava em campo passou a voar! E com Pedro na área, a presença de um finalizador nato mudou a postura da defesa deles. Foi o xeque-mate do nosso treinador.
Essa vitória, resolvida na base da qualidade do nosso banco, deixa o Mengão com a faca e o queijo na mão para ter a melhor campanha geral da primeira fase da Libertadores. Dever de casa feito com sucesso! E que fique o recado do nosso técnico, que já disse que ‘não vê fantasmas’ sobre a presença de outros por aí. O comando aqui é rubro-negro e está focado em títulos! Dale, Mengão!
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.