A NAÇÃO NÃO AGUENTA MAIS!
É difícil ser rubro-negro e acordar no domingo sem sentir um gosto amargo na boca. A derrota por 3 a 0 para o Palmeiras no Maracanã já seria dolorosa por si só, mas a expulsão de Carrascal conseguiu jogar ainda mais sal na nossa ferida. O que aconteceu no sábado (23) não foi apenas um cartão vermelho, Nação. Foi a gota d’água que nos colocou no topo de um pódio que ninguém quer: o de time mais indisciplinado do Campeonato Brasileiro.
É isso mesmo que você leu. Com a expulsão do colombiano, o Mengão chegou a SEIS cartões vermelhos na competição. Estamos empatados com o Coritiba como a equipe que mais teve jogadores mandados para o chuveiro mais cedo. E o pior de tudo? Dessas seis expulsões, CINCO foram diretas. Não é azar, não é perseguição isolada. É um padrão preocupante que está custando, e muito caro, na nossa caminhada rumo ao título.
UM A MENOS, PONTOS A MENOS: O PREÇO CARO DAS EXPULSÕES
Falar é fácil, mas os números não mentem e eles são cruéis com o Mais Querido. A matemática é simples: quando o Flamengo joga com um a menos, a chance de tropeço é gigantesca. Dos seis jogos em que tivemos um atleta expulso, só conseguimos uma única e suada vitória. UMA!
Vamos relembrar esse filme de terror que a Nação tem sido obrigada a assistir:
- Derrota por 3 a 0 para o Palmeiras: A mais recente. Carrascal expulso, time desmorona e levamos um vareio em pleno Maraca.
- Derrota por 3 a 0 para o Bragantino: Outra surra. Erick Pulgar foi expulso por agressão contra Herrera e o time se perdeu completamente.
- Derrota por 2 a 1 para o São Paulo: Jorginho expulso após o apito final. Mesmo que não tenha impactado o resultado do jogo em si, mostra o descontrole emocional que tomou conta do elenco.
- Empate em 1 a 1 com o Corinthians: Evertton Araújo expulso por entrada dura em Breno Bidon. Perdemos dois pontos preciosos em casa.
- Empate em 1 a 1 com o Athletico-PR: Danilo levou o segundo amarelo e foi para a rua. Foi a única expulsão que não foi direta, mas o resultado foi o mesmo: mais um tropeço.
- Vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense: A única exceção que confirma a regra. Vencemos o clássico na 11ª rodada, mas não sem antes o mesmo Carrascal ser expulso por um carrinho em Guga. Ganhamos no sufoco, na raça, mas o risco foi enorme.
O saldo é devastador: em 18 pontos possíveis nessas partidas, conquistamos apenas 5. É um aproveitamento de rebaixamento! Como podemos sonhar com o título perdendo tantos pontos por pura falta de cabeça?
CARRASCAL, REINCIDENTE E VILÃO?
Não dá para passar pano para o Carrascal. O colombiano, que tem a responsabilidade de ser um dos cérebros do time, já é reincidente. Duas expulsões no mesmo campeonato, ambas diretas. Contra o Fluminense, um carrinho desnecessário. Agora, contra o Palmeiras, uma jogada que o árbitro Davi de Oliveira Lacerda descreveu na súmula como “jogo brusco grave”.
A imagem é clara: ele pode até ter tocado na bola primeiro, mas a sola da chuteira foi parar no peito e no rosto do Murilo. Em um jogo daquele tamanho, com o Maracanã pulsando, um jogador da sua categoria não pode cometer um erro tão primário. É pedir para ser punido. É deixar o time na mão. E foi exatamente o que aconteceu.
LEONARDO JARDIM DEFENDE JOGADOR: FOI SÓ ‘PÉ ALTO’?
Na coletiva após o jogo, nosso técnico Leonardo Jardim tentou amenizar a situação, como é seu papel. Ele fez uma distinção que, para o torcedor na arquibancada, soa difícil de engolir. Nas palavras do mister: “Há uma coisa que é o jogo agressivo, e uma coisa que é o pé alto. Acredito que foi mais pé alto do que jogo agressivo. Pé alto normalmente é cartão amarelo”.
Com todo respeito ao professor Jardim, a Nação está cansada de justificativas. Pé alto, jogo agressivo, carrinho por trás… o nome que se dá pouco importa. O que importa é o resultado: um cartão vermelho na mão do árbitro e o Flamengo com 10 em campo. É compreensível que o técnico proteja seu jogador, mas internamente, a cobrança precisa ser dura, pesada. Não podemos mais aceitar essa indisciplina.
O problema é coletivo. É Pulgar, é Evertton Araújo, é Danilo, é Jorginho e, agora, duas vezes Carrascal. Chega! Queremos um time que jogue com o sangue rubro-negro, com raça, com vontade, mas com inteligência. Perder pontos por erros técnicos faz parte do jogo. Perder pontos por falta de controle emocional é inaceitável para quem veste o Manto Sagrado. A hora de virar essa página é agora, antes que seja tarde demais. Dale, Mengão!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.