A derrota para o Palmeiras no último sábado (23) ainda dói na alma de todo rubro-negro. Ver o Mengão perder em casa, em um jogo crucial da 17ª rodada do Brasileirão, já seria amargo o suficiente. Mas para piorar, tivemos que ouvir uma análise dura e, convenhamos, precisa, de um ex-jogador na TV. O comentarista Roger Flores, no programa ‘Seleção Sportv’, não teve papas na língua e apontou o dedo para uma peça que deveria ser nossa segurança: o goleiro Rossi.
É isso mesmo, Nação. Aquele que chegou com status de paredão, que fez uma temporada espetacular no ano passado, agora está na berlinda. E não é por acaso. A crítica de Roger Flores ecoa o que muito torcedor já vem comentando na arquibancada e nas redes sociais.
‘Momentos de Instabilidade’: A Análise Cirúrgica de Roger Flores
As palavras do comentarista foram um soco no estômago, mas carregadas de verdade. Ele foi direto ao ponto, sem rodeios, e expôs uma fragilidade que tem nos custado caro. A Nação Rubro-Negra não é cega, e a desconfiança já pairava no ar após gols sofridos contra Vitória e Athletico.
“Rossi está passando por momentos de instabilidade. Sempre foi um goleiro de muita confiança. Temporada espetacular ano passado, mas esse ano tem uma sequência de bolas defensáveis que estão entrando”, cravou Roger Flores. É impossível discordar. A sensação de que qualquer chute pode entrar voltou a assombrar o Maracanã, e isso é inaceitável para um clube do tamanho do Flamengo.
Um goleiro do Mais Querido precisa passar confiança, ser um gigante debaixo das traves. Rossi já mostrou que tem essa capacidade, mas a fase atual é preocupante. A análise de Roger apenas joga luz sobre um problema que o técnico Jardim precisa resolver com urgência.
O Jogo que Escancarou a Ferida
A partida contra o Palmeiras foi o retrato perfeito dessa instabilidade. O Flamengo começou o jogo amassando, pressionando, como se deve fazer no Maraca lotado. Criamos chances, mas não matamos. E no futebol, quem não faz, leva. A tragédia começou a se desenhar aos 21 minutos, com uma entrada dura e irresponsável de Carrascal em Murilo. Expulsão infantil, que deixou o time com um a menos e foi recebida com justas vaias pela torcida.
Com a vantagem numérica, o adversário cresceu. E aos 37 minutos, a primeira falha. Flaco López bagunçou nossa defesa e estufou a rede de Rossi. Foi o começo do pesadelo. Um gol que desestabilizou completamente o time e a torcida.
No segundo tempo, mesmo com um a menos, o Mengão mostrou sua grandeza e voltou pressionando. Tivemos chances, como uma clara desperdiçada por Paquetá. Mas a inferioridade numérica cobra seu preço. Em um contra-ataque mortal, Allan atravessou nossa defesa como quis e, na saída de Rossi, tocou para o gol. Outra vez nosso goleiro foi batido. Outra vez a Nação se calou em desespero.
Provocação, Tumulto e a Humilhação Final
Para fechar a noite de horrores, ainda tivemos que aturar a provocação de um ex-Vasco. Paulinho, que saiu do nosso rival, marcou o terceiro gol e, na comemoração, mandou a maior torcida do mundo fazer silêncio. Uma afronta dentro da nossa casa! A atitude, claro, gerou um tumulto generalizado, manchando ainda mais uma noite para ser esquecida.
A cena do jogador rival mandando a Nação se calar dentro do Maracanã, após uma derrota dolorosa com gols considerados defensáveis, é o símbolo da fase que vivemos. A crítica de Roger Flores a Rossi não é um ataque pessoal, mas um alerta. O Flamengo é gigante demais para conviver com a instabilidade em uma posição tão crucial.
Rossi precisa reencontrar seu futebol urgentemente. Seja com mais treinos, com uma conversa séria com a comissão técnica, ou o que for. Porque o Manto Sagrado pesa, e a Nação Rubro-Negra não vai aceitar menos que a excelência. SRN!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.