Derrota amarga e provocação no Maraca
A noite de sábado (23) foi daquelas de arrancar os cabelos, Nação. Dentro do nosso Maracanã, vimos o Mengão ser superado pelo Palmeiras por um placar de 3 a 0, em jogo válido pela 17ª rodada do Brasileirão. E como se a derrota não fosse o suficiente, ainda tivemos que aturar provocação no final. Mas o que chocou mesmo foi a opinião de um velho conhecido: Felipe Melo.
No programa “Fechamento Sportv”, o jogador defendeu a atitude de Paulinho, ex-Vasco, que fez o terceiro gol e mandou a torcida rubro-negra calar a boca. A cena, claro, gerou um tumulto generalizado, com nossos jogadores indo pra cima defender o Manto Sagrado.
‘Eu seria hipócrita’, dispara Felipe Melo
Questionado sobre a polêmica, Felipe Melo não ficou em cima do muro e surpreendeu a todos. Ele praticamente deu razão aos dois lados da confusão, defendendo tanto a provocação quanto a reação dos atletas do Flamengo.
“Eu seria hipócrita se fosse contra. Eu gosto disso. Já aconteceu de a gente ganhar o jogo, eu tirar a camisa, a galera invadir o gramado. Pelo amor de Deus, isso não é incitar violência. Não concordo”, declarou o jogador, antes de completar: “E os jogadores do Flamengo fizeram certo em ir atrás, faz parte…. Eu sou a favor de quem tirou o Paulinho e sou a favor do que o Paulinho fez”. Uma análise que, no mínimo, joga mais lenha na fogueira da rivalidade.
Como o jogo escapou de nossas mãos
A verdade é que a partida começou com o Flamengo que a gente gosta de ver. O Mais Querido amassou o Palmeiras nos minutos iniciais, pressionou, criou chances, mas a bola teimou em não entrar. O futebol, porém, é cruel. O roteiro do desastre começou a ser escrito aos 21 minutos do primeiro tempo.
Foi quando Carrascal, em uma entrada dura e desnecessária em Murilo, recebeu o cartão vermelho direto. A Nação não perdoou e o jogador saiu de campo sob um mar de vaias. Com um a mais, o adversário se achou. Aos 37 minutos, Flaco López aproveitou a desorganização da nossa defesa e abriu o placar, vencendo o goleiro Rossi.
Um segundo tempo de luta e frustração
Mesmo com um a menos, o time do técnico Jardim voltou para a segunda etapa mostrando raça. Pressionamos, buscamos o empate, mas o dia não era nosso. Uma chance clara desperdiçada com Paquetá foi o retrato da nossa falta de sorte e pontaria. O Palmeiras, covardemente, se fechou e apostou tudo nos contra-ataques.
E foi assim que eles mataram o jogo. Primeiro, Allan atravessou nosso campo sozinho e fez o segundo na saída de Rossi. Para fechar o caixão, já no final, o ex-vascaíno Paulinho marcou o terceiro. Na comemoração, o atacante fez o gesto de silêncio para a maior torcida do Brasil, iniciando a confusão que manchou o fim da partida. Nossos jogadores foram para cima, defenderam nossa casa. Atitude correta, como até Felipe Melo admitiu. Mas a dor da derrota e da provocação dentro do Maraca vai demorar a passar. É hora de levantar a cabeça e dar a resposta em campo. SRN!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.