A Nação Rubro-Negra acordou com um gosto amargo neste domingo. Não bastasse a derrota dolorida por 3 a 0 para o Palmeiras em pleno Maracanã, tivemos que aturar uma provocação barata e, pra completar, ver jornalista passando pano. É inacreditável, mas André Rizek usou suas redes sociais para defender a comemoração de Paulinho, aquele mesmo, ex-Vasco, que mandou a maior torcida do mundo calar a boca na nossa casa.
O lance foi a gota d’água num sábado pra esquecer. Após marcar o terceiro gol do time alviverde, Paulinho correu em direção à arquibancada e fez o gesto de silêncio. Uma afronta. Um desrespeito com o Manto Sagrado e com cada um dos milhões de rubro-negros que vivem e respiram o Flamengo. A confusão foi imediata no gramado, nossos jogadores foram pra cima e o clima, que já era de decisão, pegou fogo de vez.
E aí vem o Rizek, direto do seu pedestal, e diz que ‘não vê’ problema nisso. Como assim não vê, Rizek? É preciso desenhar? Um ex-rival, vestindo a camisa de outro adversário, dentro do nosso templo sagrado, o Maracanã, debochando da Nação. Se isso não é um problema, então nada mais é. É a típica visão de quem não entende a paixão que move o futebol.
O Gesto que Incendiou o Maraca
Vamos recapitular a cena que causou toda essa revolta. O placar já marcava uma vantagem para o adversário, e o Flamengo, com um a menos, lutava com a garra que lhe é peculiar. Aí, no apagar das luzes, Paulinho marca o terceiro gol. Em vez de comemorar com seus companheiros, a escolha dele foi provocar quem faz a festa de verdade: a torcida do Mengão.
O dedo em riste, pedindo silêncio, ecoou como um insulto. Nossos jogadores, com o sangue rubro-negro fervendo nas veias, obviamente não aceitaram. A confusão generalizada que se seguiu foi uma reação natural de quem defende nosso escudo até o fim. Aquilo não é só futebol, é uma questão de honra. E ver um ex-Vasco fazendo isso no nosso terreiro dói dobrado.
A Análise Fria de Rizek Contra a Paixão da Nação
Enquanto o Maracanã fervia, André Rizek, em suas redes sociais, minimizou o episódio. Segundo o jornalista, a repercussão negativa foi um exagero. Ele basicamente defendeu o direito do jogador de provocar, como se o contexto não importasse. Nas palavras dele, não havia motivo para tanta revolta.
Parte do público, talvez a turma do ‘futebol moderno’, concordou com o comentarista. Mas a grande maioria, especialmente quem sente o futebol na pele, viu a declaração como um absurdo. É fácil falar em ‘exagero’ quando não é a sua casa que está sendo desrespeitada, quando não é a sua paixão que está sendo alvo de deboche. A fala de Rizek só serviu para jogar mais lenha na fogueira e mostrar um distanciamento perigoso de quem comenta o esporte.
Como o Jogo Escapou das Mãos do Mengão
É preciso ser honesto: a polêmica da comemoração foi o triste capítulo final de um jogo que começou a dar errado muito antes. O Flamengo, empurrado pela Nação, amassou o Palmeiras nos primeiros minutos. Pressionamos, criamos, mas como tem acontecido, desperdiçamos chances claras de abrir o placar.
O cenário mudou drasticamente aos 21 minutos. Carrascal, em uma entrada dura em Murilo, recebeu o cartão vermelho direto. A torcida, frustrada, vaiou o jogador na saída, sentindo que ali o jogo poderia ter se complicado de vez. E se complicou.
Com um homem a mais, o Palmeiras se encontrou. Aos 37 minutos, Flaco López aproveitou o espaço, bagunçou nossa defesa e guardou no gol de Rossi. Foi um baque. O time sentiu, a torcida sentiu. A falha do nosso goleiro, inclusive, viralizou nas redes, coroando uma noite onde pouca coisa deu certo para o Mais Querido. O técnico Jardim viu seu time, que começou dominante, ser dominado pela circunstância do jogo.
Provocação ou Exagero? O Respeito ao Manto é Inegociável
O debate está lançado. De um lado, a turma do ‘deixa o jogo seguir’, que vê a provocação como parte do show. Do outro, nós, a Nação Rubro-Negra, que exigimos respeito ao nosso clube, à nossa história e à nossa casa. Não há ‘exagero’ quando se trata de defender o Flamengo.
A atitude de Paulinho não foi a de um atleta celebrando um gol importante. Foi a de um provocador que sabia exatamente o que estava fazendo, especialmente por seu histórico como jogador do nosso rival Vasco. E a defesa de Rizek é a prova de que muitos na mídia esportiva estão perdendo a conexão com a alma do esporte: o torcedor.
Podem dizer o que for. Podem nos chamar de exagerados. Mas aqui, no território rubro-negro, a regra é clara: respeite o Manto Sagrado. Respeite o Maracanã. Respeite a maior torcida do Brasil. Dale Mengão, mesmo na derrota, sempre Flamengo! SRN!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.