FIM DO SONHO! MENGÃO LUTA, MAS É ELIMINADO DO NBB
Acabou, Nação. Em uma noite de sexta-feira que prometia festa e terminou em frustração, o nosso Flamengo foi eliminado do Novo Basquete Brasil (NBB). Em um jogo 5 de tirar o fôlego, com o coração na boca a cada segundo, fomos superados pelo Brasília por um placar apertado de 72 a 69. A série, que foi uma verdadeira batalha, terminou em 3 a 2 para eles. Dói, e dói muito, ver o Orgulho da Nação se despedir da competição nas quartas de final.
A Arena Nilson Nelson, com um público recorde de 12.035 pessoas, virou um caldeirão. A pressão era imensa, mas o nosso Manto Sagrado é acostumado a isso. Lutamos, buscamos uma virada que parecia impossível, mas no detalhe, nos lances livres do final, a bola não caiu para o nosso lado. É um final amargo para o time sete vezes campeão, que sempre entra para ser o protagonista.
NEGRETE, UM GUERREIRO RUBRO-NEGRO EM QUADRA
Se há um nome que merece todos os aplausos, mesmo na derrota, é o de Negrete. Que partida monstruosa do nosso ala! O cara foi simplesmente o cestinha do jogo, com 22 pontos. Ele chamou a responsabilidade, fez lances desconcertantes e carregou o time nas costas em busca de uma virada heroica.
Quando o jogo apertou no último quarto, foi Negrete quem apareceu com bolas decisivas, conseguindo o empate em 60 a 60 e dando esperança para toda a Nação Rubro-Negra. Ele suou, lutou e honrou o Manto Sagrado até o último segundo. Um verdadeiro gigante que nos encheu de orgulho, mesmo no momento mais difícil. Faltou companhia para o nosso craque.
O QUE ACONTECEU? UM COMEÇO DE JOGO PARA ESQUECER
Não podemos tapar o sol com a peneira. O nosso começo de jogo foi muito abaixo do que o Flamengo pode e deve apresentar. O sistema defensivo do Brasília, comandado pelo técnico Dedé Barbosa, nos envolveu e criou enormes dificuldades. O primeiro período terminou com eles na frente por 21 a 12, um balde de água fria.
A equipe da casa aproveitou nossas falhas, dominou o garrafão e contou com a mão quente de Rafael Paulichi, que marcou 18 pontos e foi o destaque deles. No segundo período, a situação piorou e chegamos a estar 19 pontos atrás no placar. É uma vantagem que não se pode dar em um jogo decisivo como esse. Simplesmente não entramos em quadra no primeiro tempo.
A REAÇÃO, A ESPERANÇA E O DRAMA FINAL
O Flamengo é gigante e nunca se entrega. Nos minutos finais do segundo quarto, mostramos nosso poder de reação. Comandados por Negrete, Cummings e Shaq Johnson, emplacamos uma sequência de 10 a 0 que nos trouxe de volta para o jogo, diminuindo a desvantagem para 43 a 34 no intervalo. A esperança se reacendeu!
No terceiro quarto, a luta continuou. O time deles perdeu o ala Pedro por lesão, e nós crescemos. A diferença foi caindo ponto a ponto, chegando em 57 a 53 para o último e decisivo período. Os dez minutos finais foram pura tensão. Cada posse de bola era uma batalha. Chegamos a empatar, a virar o jogo mentalmente, mas a noite não era nossa.
O final foi decidido na linha de lance livre. Com muitas faltas estratégicas dos dois lados, o jogo ficou picotado. E aí, Nação, eles tiveram um aproveitamento melhor. Foram mais eficientes e construíram a vitória ponto a ponto, de forma dolorosa para nós. A última bola na cesta selou o nosso destino e a classificação histórica deles, que voltam a uma semifinal depois de 10 anos.
FIM DA LINHA E PRÓXIMOS PASSOS
Com a eliminação, o sonho do título do NBB nesta temporada fica pelo caminho. O Brasília avança para enfrentar o Franca na semifinal, com o primeiro jogo marcado já para a próxima segunda-feira (18), às 20h. Para nós, Rubro-Negros, fica a lição e a dor de uma eliminação precoce.
A temporada do basquete do Mengão termina de forma frustrante. Agora é hora de juntar os cacos, analisar os erros e planejar o futuro. O Flamengo é muito maior que qualquer derrota. A Nação vai continuar apoiando, pois somos a maior torcida do mundo em qualquer modalidade. Voltaremos mais fortes. Isso aqui é Flamengo! SRN.
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.