A noite que a Nação quer esquecer
É difícil até para escrever, Nação. A ferida está aberta. O sonho do título da Copa do Brasil acabou de forma amarga, dolorosa, daquelas que fazem o sangue rubro-negro ferver. Fomos ao Barradão com uma vantagem, mas voltamos para casa com uma eliminação por 3 a 2 no agregado para o Vitória, após uma derrota por 2 a 0 que vai doer por muito tempo. E, infelizmente, o lance capital da partida tem um protagonista que não esperávamos: o nosso goleiro Rossi.
Depois de vencer por 2 a 1 no Maracanã, o Mais Querido precisava de um simples empate. Mas o futebol é cruel. E em uma noite para esquecer, vimos a nossa vaga escorrer pelos dedos. A frustração é imensa, e as críticas, inevitáveis. Principalmente quando vêm de uma análise fria e técnica da maior emissora do país.
Jornalista da Globo aponta o dedo: “Erra duas vezes”
Não somos só nós, torcedores, que ficamos na bronca. Durante a análise na TV Globo após a partida, o jornalista Felipe Diniz foi direto ao ponto, sem rodeios, ao comentar a falha de Rossi no segundo gol do Vitória, marcado por Luan Cândido, que selou nosso destino na competição.
A análise foi como um soco no estômago, porque era exatamente o que a Nação Rubro-Negra estava sentindo. Segundo Diniz, a falha foi dupla. “Um goleiro do tamanho do Rossi não pode tomar esse gol. Ele erra duas vezes. O tapa foi para dentro da área, ele podia ao menos tentar dar um soco para tirar a bola da área”, afirmou o jornalista, dissecando o lance que nos custou a classificação.
Ouvir isso em rede nacional só confirma a gravidade do momento. Não foi um lance de azar. Foi uma sucessão de decisões equivocadas em um momento crucial, onde um erro custa um campeonato.
Faltou reação? A falha que selou a eliminação
A crítica de Felipe Diniz não parou por aí. Ele foi além e apontou outro ponto crucial na jogada: a passividade do nosso goleiro no rebote. Uma bola que, para um arqueiro do calibre que esperamos no Mengão, deveria ser defesa obrigatória.
“O rebote é uma bola que vai no corpo dele, faltou um pouco de tempo de reação, porque a bola acaba pegando ainda na barriga dele. O Rossi tinha que pegar essa bola”, completou o comentarista. É duro de ler, mas é a verdade. A bola praticamente procura o goleiro e, mesmo assim, encontra o caminho das redes. É o tipo de lance que define um jogo, que separa os times que avançam dos que ficam pelo caminho.
E na quinta fase da Copa do Brasil, contra um adversário que jogava a vida, não há espaço para esse tipo de vacilo. Pagamos o preço mais caro por isso.
Crônica de uma eliminação anunciada
Vamos rebobinar a fita desse pesadelo. A vantagem que construímos no Rio de Janeiro durou apenas seis minutos. Foi o tempo que o Vitória precisou para abrir o placar com Erick, num chutaço no ângulo, sem qualquer chance para Rossi. Ali, o sinal de alerta já estava ligado no volume máximo.
O time do técnico Leonardo Jardim, mesmo com mais posse de bola, parecia perdido, com uma dificuldade imensa para criar jogadas de perigo. O Rubro-Negro só conseguiu levar algum susto ao adversário depois dos 30 minutos, com uma boa finalização de Luiz Araújo, mas a precisão não estava em dia.
Na volta do intervalo, o Flamengo até deu a impressão de que iria para cima, criando três boas chances logo de cara. Mas foi só um lampejo. Em uma cobrança de escanteio, veio o lance fatídico. Rossi saiu mal, a bola sobrou limpa para Luan Cândido e o resto é a história triste que já conhecemos. 2 a 0 no placar, 3 a 2 no agregado e adeus, Copa do Brasil.
A voz da Nação ecoa nas redes sociais
Como era de se esperar, a maior torcida do mundo não perdoou. As redes sociais foram inundadas por críticas à atuação do goleiro argentino. A frustração do torcedor, que apoia incondicionalmente, se transformou em revolta ao ver a classificação escapar por uma falha individual tão clara.
A análise do jornalista da Globo apenas deu voz técnica ao que milhões de rubro-negros viram e sentiram. Agora, resta juntar os cacos. Uma eliminação na quinta fase é inaceitável para a grandeza do Flamengo. A conta chegou, e o preço foi a nossa continuidade em uma das competições mais importantes do ano. Que sirva de lição. SRN.