A Nação Rubro-Negra acordou com um gosto amargo nesta quinta-feira. A eliminação na Copa do Brasil para o Vitória, depois de uma derrota por 2 a 0 no Barradão, dói na alma. E em meio à frustração, um lance específico, uma chance de ouro desperdiçada, virou o centro de um debate incendiário. O protagonista? Pedro. O crítico? O jornalista Mauro Cezar, que não poupou palavras para definir a jogada do nosso camisa 9.
O sentimento é de que poderíamos mais. Muito mais. E essa sensação se materializou aos 41 minutos do segundo tempo. O Mengão perdia por 2 a 0, mas pressionava, buscava aquele gol salvador que nos manteria vivos no placar agregado. Foi então que a bola chegou na área, pedindo para ser empurrada para as redes.
Mas o que aconteceu em seguida, Nação, foi de arrancar os cabelos.
O Lance que Revoltou a Torcida (e Mauro Cezar)
A jogada começou com um cruzamento de Wallace Yan. O incansável Bruno Henrique, sempre ele, escorou de cabeça para trás, deixando a bola no jeito para Pedro. Nosso centroavante dominou, ajeitou, ficou de frente para o gol… e finalizou de uma forma inexplicável. Um ‘peteleco’, uma conclusão fraca, que morreu nas mãos do goleiro Lucas Arcanjo, praticamente em cima da linha.
Foi o lance que selou nosso destino na competição. A chance de levar a decisão para os minutos finais, de colocar fogo no jogo, escorreu pelos dedos. Ou melhor, pelos pés do nosso artilheiro.
A frustração foi imediata, tanto nas arquibancadas quanto nas redes sociais. E quem botou lenha na fogueira foi o jornalista Mauro Cezar, conhecido por suas análises diretas e sem rodeios. Em sua conta, ele foi cirúrgico.
‘Displicência’: A Crítica Contundente de Mauro Cezar
Pouco depois da jogada, o comentarista não se segurou e publicou uma crítica pesada, que ecoou entre os torcedores. Para Mauro, a atitude de Pedro no lance foi inaceitável.
Nas palavras do jornalista: “A finalização peteleco de Pedro aos 42 minutos é caso de chamar a atenção com veemência assim que o jogo acabar. E há quem defenda a convocação de um atacante irregular pela própria displicência”.
A palavra ‘displicência’ é forte e resume o sentimento de muitos rubro-negros. Faltou a fome de gol? A maldade de quem quer decidir? A crítica de Mauro Cezar levanta uma questão importante sobre a regularidade e a intensidade do nosso camisa 9 em momentos decisivos.
Crônica de uma Eliminação Anunciada
O lance de Pedro foi a cereja no bolo de uma noite para esquecer no Barradão. A vantagem de 2 a 1 que construímos no Maracanã se desfez em apenas seis minutos de jogo, quando Erick acertou um chute indefensável no ângulo de Rossi.
A partir daí, o que se viu foi um Flamengo com a bola nos pés, mas sem ideias, com dificuldade para furar a retranca do Vitória. O time de Leonardo Jardim rodava a bola, mas criava pouco. A melhor chance no primeiro tempo ainda foi uma finalização de Luiz Araújo, que passou perto.
Na volta do intervalo, o Mengão até tentou imprimir um ritmo mais forte e criou algumas oportunidades. Mas o futebol, meus amigos, pune. E nos puniu da forma mais cruel. Após uma cobrança de escanteio, Rossi saiu mal do gol, e Luan Cândido marcou de voleio. A bola ainda desviou no nosso goleiro, em uma falha que complicou tudo.
Com 2 a 0 contra, o Mais Querido foi para o tudo ou nada. Além da chance de Pedro, Léo Pereira também teve uma oportunidade, mas a bola teimou em não entrar. O placar agregado de 3 a 2 para o Vitória sacramentou nossa despedida precoce da Copa do Brasil.
Agora, resta juntar os cacos, aprender com os erros e cobrar. Cobrar a atitude que faltou em lances capitais como o de ontem. Porque vestir o Manto Sagrado é sobre ter a tal ‘displicência’ como sua maior inimiga. E você, Nação? Concorda com a análise do Mauro Cezar sobre o Pedro? SRN.
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.