PROIBIDO DE SE DESPEDIR: A MÁGOA QUE FICOU
A Nação Rubro-Negra acordou com uma bomba! Em uma entrevista sincera e direta ao GE, o ex-técnico do Mengão, Tite, soltou o verbo e revelou uma chateação profunda que viveu em sua saída do Mais Querido, entre outubro de 2023 e setembro de 2024. É de cair o queixo, Nação!
O professor, que hoje está sem clube desde que deixou o Cruzeiro, contou que foi orientado pela diretoria da época a nem sequer pisar no CT para se despedir dos funcionários. Isso mesmo que você leu. Uma atitude que o próprio Tite classificou como inacreditável.
“Fiquei muito chateado porque não pude dar tchau para os funcionários nem ter essa relação humana com os atletas. Fui me despedir deles um ano e meio depois, quando nos enfrentamos. Fui solicitado a não ir. Então, é uma falta de respeito humano. Num clube extraordinário, de grandeza extraordinária”, desabafou o treinador. Ouvir isso dói na alma de qualquer rubro-negro que preza pela história e pelo respeito dentro da nossa casa.
A PRESSÃO PELAGLÓRIA ETERNA: ‘LIBERTADORES E MUNDIAL’
Tite também colocou o dedo na ferida e falou algo que todo torcedor do Flamengo sente na pele. Ele definiu com perfeição a nossa sede por títulos gigantescos. Para o professor, a mentalidade no Ninho do Urubu é clara e implacável.
Nas palavras dele: “A minha sensação em relação ao Flamengo é que ele transpira Libertadores e Mundial. Tudo que não for Libertadores e Mundial é pouco.” É isso! É a nossa essência! Não nos contentamos com migalhas. Queremos o topo do Brasil, da América e do Mundo, sempre!
Ele sentiu na pele a pressão que é comandar o Maior do Mundo. A conquista do Campeonato Carioca, de forma invicta e sobre o Fluminense que era o então campeão da América, trouxe um alívio momentâneo, mas a Nação queria mais. E nós sempre vamos querer!
O CARIOCA INVICTO E A PAZ QUE DUROU POUCO
Vamos lembrar, Nação. Tite chegou no final de 2023 com a missão de apagar o incêndio e garantir a vaga direta na Libertadores, e ele conseguiu. O trabalho começou a engrenar e veio 2024. O time voou no Cariocão!
“O ano seguinte é retomar o título carioca, e nós retomamos o título carioca, porque tinha perdido antes, e contra um Fluminense campeão da Libertadores, né? Vamos contextualizar. Ele tinha sido campeão no ano anterior da Libertadores, e de uma forma invicta, muito emblemática também, muito forte”, relembrou Tite.
Essa conquista, segundo ele, trouxe paz interna em um ano eleitoral. Um dirigente teria dito: “é ano eleitoral, obrigado porquê de alguma forma tu trouxe paz para nós”. Até o nosso artilheiro Pedro, segundo Tite, falou que a chegada dele trouxe “um pouco de paz para trabalhar”.
Mas no Flamengo, a paz é passageira quando os grandes troféus não vêm. A torcida comemorou o estadual e imediatamente gritou: “Bom, agora vamos buscar o outro.” É o nosso DNA, é a nossa fome de glória!
LESÕES QUE CUSTARAM O SONHO DA AMÉRICA
Aí veio o baque. A eliminação na Libertadores. E Tite apontou um fator crucial que, para ele, foi decisivo: os desfalques no ataque do Mengão. O coração da nossa máquina de gols foi desmontado por lesões.
“Nós perdemos Pedro, Cebolinha e Luiz Araújo, o trio de ataque, que eram quase 60 gols”, lamentou o técnico. Uma perda de poder de fogo brutal, que nos custou caro na competição que mais amamos. Ele citou o começo ruim, com derrota no primeiro jogo e um empate com o Peñarol no segundo, que selaram o destino.
Ele entende que a expectativa era por mais títulos, mas que o verdadeiro desejo da Nação era um só. “Verdadeiramente o título (desejado), para mim, a sensação que passou era a Libertadores e o Mundial”.
No fim, Tite reconhece que talvez seu estilo não tenha casado perfeitamente com o que a arquibancada esperava, e quando os resultados mais importantes não vieram, a pressão se tornou insustentável. É o preço de comandar o Flamengo. É preciso entender a nossa grandeza, a nossa paixão e a nossa exigência. E pelo visto, Tite entendeu. SRN!
Informações com base em reportagem do www.espn.com.br.