LÁGRIMAS EM MEDELLÍN! Repórter da ESPN chora ao revelar pânico em jogo do Fla

Cenas de guerra na Colômbia! Repórter Lilly Nascimento, da ESPN, se emociona ao vivo e revela medo por seus filhos durante o caos no jogo do Mengão.

O Jogo que Não Existiu e o Terror que Ficou

Nação, tem horas que o futebol fica em segundo plano. A gente vive pelo Mengão, respira cada lance, cada gol, cada vitória. Fomos para Medellín, na Colômbia, para mais uma batalha na Libertadores da América 2026, prontos para amassar mais um adversário. Mas o que vimos foi um show de horrores que nada tem a ver com o esporte que amamos.

Com apenas TRÊS MINUTOS de bola rolando, o que era pra ser uma festa do Mais Querido virou um cenário de guerra. A torcida do Medellín, em um protesto insano contra a própria diretoria, transformou o estádio em uma praça de batalha. Objetos voando, arquibancadas sendo destruídas, campo invadido. E o nosso Flamengo ali no meio. Inaceitável!

Mas hoje, a notícia não é sobre os três pontos que, com certeza, virão para a Gávea. A notícia é sobre o lado humano, sobre o pânico de quem estava ali apenas para trabalhar e quase pagou um preço alto demais.

“EU PENSEI NOS MEUS FILHOS”: O DEPOIMENTO ARREPIANTE DE LILLY NASCIMENTO

A gente só consegue ter a dimensão do caos através dos olhos de quem estava lá. E o depoimento da repórter Lilly Nascimento, da ESPN, é de cortar o coração de qualquer rubro-negro. Ao vivo, no dia seguinte à confusão, ela não conseguiu segurar a emoção ao relatar o medo que sentiu.

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Com a voz embargada, Lilly contou o que passou pela sua cabeça naqueles momentos de terror. “Eu pensei nos meus filhos. É lógico que tem a profissão, a gente quer registrar, quer mostrar, mas depois que a adrenalina baixou um pouco eu pensei no Mateo e na Alice, porque era um sinalizador, pegou fogo ali no nosso equipamento”, revelou a jornalista.

Imagina isso, Nação! Um sinalizador pegando fogo perto do equipamento, do lado dela. A colega de trabalho, Fernanda, precisou até mesmo tirá-la do lugar por segurança. É um absurdo sem tamanho. Isso não é futebol, é selvageria.

O PERIGO REAL E A SAUDADE DE CASA

A repórter continuou, descrevendo o perigo iminente que a adrenalina do momento muitas vezes esconde. “Você pensa que aquilo pode acertar o cabelo, a roupa, começar a pegar fogo na hora. De fato, é perigoso. Só que na adrenalina você não sente muito”, explicou Lilly.

O verdadeiro peso da situação caiu depois, quando as mensagens de familiares preocupados começaram a chegar. Foi uma prima que a fez desabar. “Uma prima minha falou: ‘Meu Deus, você está bem? Seus filhos estão aqui te esperando'”, contou. Nesse momento, a profissional deu lugar à mãe.

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“Aí eu fiquei emotiva pensando neles, na saudade que eu estou e que quero voltar para vê-los, para estar com eles”, disse, com a voz falhando. A emoção tomou conta de vez quando ela lembrou de um compromisso simples, mas que mostra o que realmente importa na vida.

“Amanhã tem festinha de Dia das Mães na escolinha do Mateu e eu quero chegar a tempo de ir também. Enfim… desculpa”, finalizou Lilly, pedindo desculpas por se emocionar. Não precisa pedir desculpas, Lilly. Nós, da Nação Rubro-Negra, te abraçamos e entendemos. Sua emoção é a nossa indignação.

MAIS QUE FUTEBOL, UMA LIÇÃO SOBRE SEGURANÇA

O relato de Lilly Nascimento joga uma luz sobre a completa falta de segurança em Medellín. Coloca em risco não só os jogadores do Mengão, mas também jornalistas, equipe técnica e todos os profissionais envolvidos. É um vexame para a CONMEBOL, que precisa tomar uma atitude enérgica.

Ver uma mãe, uma profissional exemplar, chorando ao vivo por medo de não voltar para casa e para os seus filhos, é a prova de que todos os limites foram ultrapassados. O futebol não pode ser palco para bandidos disfarçados de torcedores.

Daqui, do Tudo Fla, mandamos toda a nossa força para a Lilly Nascimento e todos os profissionais de imprensa que enfrentam esses perigos para nos manter informados. Que ela chegue a tempo para a festinha do seu filho e que cenas como essa sejam banidas para sempre dos estádios. O Flamengo é gigante demais para ser envolvido nesse tipo de amadorismo e violência. SRN!

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.