É inacreditável, Nação! O que deveria ser uma noite de futebol, uma festa do Mengão na Libertadores, se transformou em um cenário de guerra e barbárie na Colômbia. A partida entre o nosso Flamengo e o Independiente Medellín, nesta quinta-feira (7), no Estádio Atanasio Girardot, foi paralisada nos primeiros minutos por causa de uma verdadeira batalha campal promovida pela torcida local. Uma vergonha para o futebol sul-americano!
Nossos guerreiros mal tiveram tempo de sentir o gramado. Com o Manto Sagrado no corpo, viram o caos se instalar. A torcida do time colombiano, em protesto contra a própria diretoria, simplesmente perdeu o controle. Arremessaram barreiras de metal para dentro de campo, atearam FOGO em setores da arquibancada e, no auge da loucura, invadiram o gramado. Uma selvageria completa.
O árbitro Jesús Valenzuela, diante da falta total de segurança, não teve outra opção a não ser paralisar a partida e mandar os jogadores de ambos os times de volta para os vestiários. A integridade física dos nossos atletas estava em risco. É um absurdo que a Conmebol permita que um jogo do Mais Querido aconteça em condições tão precárias.
UM CENÁRIO DE GUERRA CIVIL EM MEDELLÍN
A confusão não começou com o apito inicial. Antes mesmo de as equipes entrarem em campo, o clima já era de terror. Torcedores do Independiente Medellín, a maioria vestida de preto, já lançavam objetos no gramado. Um jornalista, que estava apenas trabalhando, chegou a ser atingido. É o fundo do poço.
Nas arquibancadas, o recado era claro e macabro. Uma faixa estendida pelos manifestantes dizia: “Transformaram o campo em um cemitério”. Uma frase que resume o estado de espírito de uma torcida que parece ter declarado guerra ao próprio clube, sem se importar em manchar o nome do futebol e colocar a vida de todos em risco.
A fúria não era direcionada apenas a uma pessoa, mas se espalhou como um vírus. As críticas eram para a federação colombiana, para a Conmebol, para a Fifa e até para os próprios jogadores do time deles. Uma implosão completa.
O ALVO DA FÚRIA: QUEM É RAÚL GIRALDO?
O principal pivô de toda essa revolta tem nome e sobrenome: Raúl Giraldo, o acionista majoritário do clube colombiano. A torcida do Independiente Medellín exige a sua saída para uma “reconstrução” do clube, e os métodos para isso, como vimos, são os piores possíveis.
A crise não é de hoje. A tensão explodiu nos últimos dias. No último domingo, o time foi eliminado do Campeonato Colombiano após uma derrota para o Águilas Doradas. O que aconteceu depois? O próprio Raúl Giraldo invadiu o gramado e bateu boca de forma acalorada com os torcedores.
Para piorar a situação, ao deixar o campo, o dirigente gesticulou para a arquibancada como se estivesse comemorando uma vitória, em um ato de puro deboche e provocação. Ele literalmente jogou gasolina no fogo, e a conta chegou hoje, sobrando para o nosso Mengão que não tem nada a ver com a crise interna deles.
FALHA GRAVÍSSIMA DE SEGURANÇA COLOCOU O MENGÃO EM RISCO
O mais revoltante de tudo isso, Nação, é que essa tragédia era anunciada. Segundo informações publicadas inicialmente pela “Espn” e confirmadas pelo Lance!, as autoridades locais já previam os protestos e haviam recomendado que a partida fosse realizada com os portões fechados.
No entanto, o clube mandante, o Independiente Medellín, bateu o pé. Insistiu na presença do público e, inacreditavelmente, conseguiu a autorização para abrir o estádio. Uma decisão irresponsável, criminosa, que colocou a delegação do Flamengo e todos os profissionais presentes em uma situação de perigo extremo. Quem vai se responsabilizar por isso? A Conmebol precisa dar uma resposta dura!
“DESESPERADOR”: O RELATO DE QUEM ESTAVA LÁ
Para se ter uma ideia do pânico, o jornalista Gabriel Orphão, do canal “Paparazzo Rubro-Negro”, que estava cobrindo o jogo diretamente do Atanasio Girardot, classificou o cenário como “desesperador” em contato com o Lance!.
Nas palavras dele, o clima era de puro terror. “Um clima desesperador. Bombas, fogo na arquibancada, lasers e sinalizadores sendo arremessados no campo. Uma falha gravíssima na segurança do estádio”, afirmou o jornalista. É o relato de quem viu o caos de perto. Nossos jogadores, nossa comissão técnica, todos foram expostos a essa barbárie por uma falha que poderia e deveria ter sido evitada.
Esperamos agora uma atitude enérgica da Conmebol. Não se pode tratar um evento desses como algo normal. O Flamengo foi para a Colômbia para jogar futebol, para honrar o Manto Sagrado e representar a maior torcida do mundo. O que encontramos foi um campo de batalha. Isso não é Libertadores, isso é uma vergonha. Dale Mengão, sempre, apesar de tudo e de todos!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.